Para ter sucesso, um vídeo não precisa “viralizar”

Mídia espontânea é talvez o mais cobiçado e procurado resultado numa campanha de comunicação. É uma demonstração de sucesso criativo, uma validação de estratégia, e, mais importante, é grátis.

A mídia espontânea, porém, é difícil de mensurar (falando nisso, já leu o ebook “Para entender o monitoramento de mídias sociais“). No ambiente online, a grande busca é pelo “viral” e, mais recentemente, pelo “meme”: campanhas de vídeo que permitem que as pessoas deem continuidade, em vez de interrompê-las.

Mas campanhas de vídeo não precisam necessariamente “viralizar” para terem sucesso. Elas possuem um valor agregado de mídia por conta própria na forma de compartilhamento.

Um estudo analisou mais de 7,9 milhões de visualizações de vídeos sociais para as marcas através de uma série de categorias, como saúde e beleza, tecnologia, esportes e bens de luxo.

Os vídeos não tinham nada de especial, apenas anúncios que variavam de 15 segundos a 3 minutos de duração. Mas divulgá-los em um ambiente social não-intrusivo fez uma tremenda diferença.

Segundo o estudo, os clientes que gastaram 100 mil dólares em uma campanha de vídeos sociais em 2011 tiveram um retorno de 130 mil dólares, em média.

Para chegar a esses números foram analisados vários fatores, incluindo visitas às páginas do Facebook, visitas ao site da marca, o uso de cupons, tweets, e-mails, ações, replays, e cliques para mais vídeos. Em seguida, foi colocado um valor monetário em cada ação com base em dados da indústria. Uma visita à página de Facebook da marca, por exemplo, foi avaliado em US$1,00 no estudo, que é um valor razoável a ser pago por um clique.

Não há nenhum mistério sobre como esses resultados foram alcançados. Na verdade, é algo bastante intuitivo. Quando você trata as pessoas com respeito, sem interrompê-las, elas te recompensam com taxas de participação elevadas e compartilhamento. Algumas empresas, porém, ainda acreditam no modelo viral, e muitas vezes, acabam pisando na bola. Afinal, melhor um passarinho na mão que dois voando, certo? Isso é algo para se pensar.


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Redação Web Diálogos

Conteúdo da redação provido por @ErickRommell e editado por @Tiago_Nogueira.