Infográfico das Grandes Empresas nas Mídias Sociais


Que o facebook é a maior rede social do mundo isso todo mundo já está careca de saber. Mas quando o assunto é mídias sociais nas empresas, o twitter ganha disparado do livreto virtual: 65% das grandes empresas têm contam no twitter, contra 54% do facebook. Estranho é reparar que 50% dessas empresas tem conta no youtube, mas apenas 33% delas têm um blog corporativo (fiquei pasmo ao saber!).

O estudo realizado pela iStrategy (www.istrategy2010.com) revela ainda que 67% das grandes empresas Latino-americanas têm conta no twitter (ou seja, estamos acima da média mundial). Mas nossa presença no Facebook é de apenas 33% (Devemos levar em consideração que o facebook é muito pouco utilizado nos países latino-americanos).

Completando a pesquisa, 79% das grandes empresas estão presentes em pelo menos uma das mídias sociais listadas e 20% delas estão presente nas 4. Ou seja: 4 a cada 5 das mais bem sucedidas companhias do mundo estão trabalhando com mídias sociais. O que podemos esperar do futuro?

Click na imagem abaixo para visualizar o infográfico por completo.



Netiqueta nas empresas


Antes de começar o artigo gostaria de lembrar que netiqueta não é uma questão de censurar o pensamento dos funcionários da empresas. O verdadeiro objetivo dessas pequenas normas de educação online é a de tornar mais polida toda e qualquer discussão que se ocorra na internet.

Com o boom das redes de relacionamento e das mídias sociais em geral, muitas empresas estão ficando preocupadas com o que seus funcionários andam fazendo mundo (virtual) à fora. Antigamente as empresas adotavam a política de que o funcionário deveria ser um dentro da empresa e, fora dela, poderia ser outro. Bem, isso não poderia estar mais distante da realidade atual.

Juntamente com a convergência de mídias, hoje vivemos uma convergência do próprio ser humano. Não existe mais a divisão de personalidade, de você ser um no ambiente de trabalho e de ser outro pessoalmente. Quando trabalhamos com mídias sociais, a primeira coisa que aprendemos é que a interação é o principal componente de qualquer campanha de marketing que se faça na web. A mudança que estamos vivendo é bem essa: não existe mais a separação entre marketing e conversação. Não existe mais a separação entre o trabalhador e sua vida pessoal.

Sendo assim, tanto o funcionário como a empresa precisam ceder um certo espaço para que a convivência possa continuar harmônica entre as duas partes em suas mídias sociais. Muitos funcionários cometem sérios deslizes no meio virtual porque, em parte, não sabem até onde pode ir aquele “simples comentário”. É muito mais uma questão de conscientização do funcionário e do empregador sobre as possibilidades que suas opiniões online podem ter sobre o ambiente de trabalho.

Houve também um caso de demissão na última empresa em que trabalhei. O funcionário mandou um email (usando o servidor de email corporativo) lavando toda a roupa suja dele com a direção. Foi muito infeliz sua atitude, pois não somente ele ficou queimado, mas muitas pessoas viraram alvo de fofocas nos corredores por causa da sua atitude.

Educar os funcionários para os perigos e problemas não somente das mídias sociais, mas do uso da internet em si é um grande passo para um uso bem mais cômodo e seguro da web na empresa. É necessário saber onde se deve cobrar dos funcionários mas também saber onde deve-ser ceder para que eles possam ter sua devida liberdade com sua vida pessoal.

Para ajudá-los, pesquisei alguns links sobre netiqueta para ajudá-los, boa sorte!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta

http://www.icmc.usp.br/manuals/BigDummy/netiqueta.html

http://www.safernet.org.br/site/prevencao/glossarios/netiqueta



Fichamento: “O que é o virtual?”, Pierre Lévy


LÉVY,Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 1999.

“O que é o virtual?” é uma excelente obra do grande filósofo da Informação Pierre Lévy, que desenvolve de forma bem argumentada questões sobre Virtualização, Atualização, Potencialização e Realização. Virtualização, para Lévy, não se realiza, como imaginávamos, apenas dentro das máquinas computacionais, mas sim num processo de questionamento e problematização dos meios. O Virtual existe.

Lévy contrapõe um quadrívio ontológico, contrapondo as partes: Ordem da criação: Virtualização Vs. Atualização e; Ordem da seleção: Potencialização Vs. Realização. Atualiza-se o Virtual; Realiza-se o potencial.

Virtualizar é: Remontar um inventivo de uma solução a uma problemática, é o questionamento. O Virtual EXISTE.

Atualizar é: a resolução de um problema, Uma solução. É a resposta aqui e agora. O Atual ACONTECE.

Potencializar é: Um conjunto de possibilidades predeterminadas. O Potencial INSISTE.

Realizar é: Um conjunto de coisas persistentes e resistentes. É uma queda de potencial. O Real SUBSISTE.

Os Acontecimentos pertencem ao conjunto da Criação. As substâncias pertencem ao conjunto da seleção.

O potencial e o virtual são pólos latentes, enquanto o Real e o Atual são do Pólos Manifestos.

“O Real seria da ordem do ‘tenho’, enquanto o virtual seria da ordem do ‘terás’, ou da ilusão” (Pág. 15)

“A palavra virtual vem do latim virtualis, derivado por sua vez de virtus, força, potência. Na filosofia escolástica, é virtual o que existe em potência e não em ato.” (Pág. 15)

“Em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real, mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes.” (Pág. 15)

“O possível é exatamente igual ao real: [mas] só lhe falta a existência. A realização de um possível não é uma criação, no sentido pleno do termo, pois a criação implica também a produção inovadora de uma idéia ou de uma forma. A diferença entre possível e real é, portanto, puramente lógica [e/ou temporal].” (Pág. 16)

“A atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades.” (Pág. 17)

“A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização [... é] uma mutação da identidade, um deslocamento do centro de gravidade ontológico do objeto considerado: em vez de se definir principalmente por sua atualidade (uma ‘solução’), a entidade passa a encontrar sua consistência essencial num campo problemático.” (Págs. 17-18)

“A atualização ia de um problema a uma solução. A virtualização passa de uma solução dada a um (outro) problema.” (pág. 18)

“A virtualização é um dos principais vetores da criação da realidade.” (Pág. 18)

“O virtual, com muita freqüência, ‘não está presente’.” (Pág. 19)

“[...] o imponderável hipertexto não possui lugar.” (Pág. 20)

“O fato de não pertencer a nenhum lugar [... não] impede a [sua] existência.” (pág. 20)

“A virtualização reinventa uma cultura nômade, não por uma volta ao paleolítico nem às antigas civilizações de pastores, mas fazendo surgir um meio de interações sociais onde as relações se reconfiguram com um mínimo de inércia.” (Pág. 20-21)

“Quando uma pessoa, uma coletividade, um ato, uma informação se virtualizam, eles se tornam ‘não-presentes’, se desterritoralizam. Uma espécie de desengate os separa do espaço físico ou geográfico ordinários e da temporalidade do relógio e do calendário. É verdade que não são totalmente independentes do espaço-tempo de referência, uma vez que devem sempre se inserir em suportes físicos e se atualizar aqui ou alhures, agora ou mais tarde.” (Pág. 21)

“O virtual [não] é [apenas] imaginário. Ele produz efeitos.” (Pág. 21)

“Mas, para os que não andam de trem, as antigas distâncias ainda são válidas. [...] De maneira análoga, diversos sistemas de registro e de transmissão (tradição oral, escrita, registro audiovisual, redes digitais) constroem ritmos, velocidades ou qualidades de histórias diferentes.” (Pág. 22)

“A invenção de novas velocidades é o primeiro grau da virtualização” (Pág. 23)

“A aceleração das comunicações é contemporânea de um enorme crescimento da mobilidade física. [...] as pessoas que mais telefonam são também as que mais encontram outras pessoas de carne e osso.” (Pág. 23)

O Efeito Moebius: além da desterritorialização, um outro caráter é frequentemente associado à virtualização: a passagem do interior ao exterior e do exterior ao interior.” (pág. 24)

“Como a das informações, dos conhecimentos, da economia e da sociedade, a virtualização dos corpos que experimentamos hoje é uma nova etapa na aventura de autocriação que sustenta a nossa espécie.” (pág. 27)

“Graças às máquinas fotográficas, às câmeras e aos gravadores, podemos perceber as sensações de outra pessoa, em outro momento e outro lugar. Os sistemas ditos de realidade virtual nos permitem experimentar, além disso, uma integração dinâmica de diferentes modalidades perceptivas. Podemos quase reviver a experiência sensorial completa de outra pessoa.” (pág. 28)

“O organismo é revirado como uma luva. O interior passa ao exterior ao mesmo tempo em que permanece dentro.” (pág. 30)

“Ao se virtualizar , o corpo se multiplica.” (pág. 33)

“O texto é um objeto virtual, abstrato, independente de um suporte específico.” (pág. 35)

“Escutar, olhar, ler equivale finalmente a construir-se.” (pág. 37)

“O aparecimento da escrita acelerou um processo de artificialização, de exteriorização e de virtualização da memória que certamente começou com a homonização” (pág. 38)

“O armazenamento em memória digital é uma Potencialização, a exibição é uma realização.” (pág. 40)

“Um pensamento se atualiza num texto e um texto numa leitura (numa interpretação).” (pág. 43)

“Se ler consiste em selecionar [idéias e] em esquematizar, em construir uma rede de remissões internas ao texto, em associar a outros dados, em integrar as palavras e as imagens a uma memória pessoal em reconstrução permanente, então os dispositivos hipertextuais consistem de fato uma espécie de objetivação, de exteriorização, de virtualização dos processos de leitura.” (pág. 43)

“A partir do hipertexto, toda leitura tornou-se um ato de escrita.” (Pág. 46)

“No mundo digital, a distinção do original e da cópia há muito perdeu qualquer pertinência. O ciberespaço está misturando as noções de unidade, de identidade e de localização.” (pág. 48)

“Enquanto objeto virtual, a moeda é evidentemente mais fácil de trocar, de partilhar e de existir em comum que entidades mais concretas como terra ou serviços.” (pág. 52)

“A economia repousa largamente sobre o postulado da raridade dos bens. A própria raridade se funda sobre o caráter destruidor do consumo, bem como sobre a natureza exclusiva ou privativa da cessão ou da aquisição. [...] Como a informação e o conhecimento estão na fonte das outras formas de riqueza e como figuram entre os bens econômicos principais de nossa época, podemos considerar a emergência de uma economia da abundância, cujos conceitos, e, sobretudo, as práticas, estariam em profunda ruptura com o funcionamento da economia clássica.” (pág. 55-56)

“O conhecimento e a informação não são ‘imateriais’, e sim desterritorializados” (pag. 56)

“Por que o consumo de uma informação não é destrutivo e sua posse não é exclusiva? Porque a informação é virtual.” (pág. 58)

“As reservas de possíveis, os bens cujo consumo é uma realização, não podem, portanto, ser separados de seu suporte físico.” (pág. 59)

“O trabalho assalariado é uma queda de potencial, uma realização, por isso pode ser medido por hora.” (pág. 60)

“A virtualização nos faz viver uma passagem de uma economia de substâncias para uma economia de acontecimentos.” (pag. 61)

“Todo ato registrável cria, efetivamente ou virtualmente, informação, ou seja, numa economia da informação, riqueza. Ora, o ciberespaço é, por excelência, o meio em que os atos podem ser registrados e transformados em dados exploráveis.” (pág. 63) [Comentário: A isso se baseia completamente toda a estrutura do Google]

“A partir da linguagem, nós, humanos, passamos a habitar um espaço virtual.” (pág. 71)

“O tempo humano não tem o modo de ser de um parâmetro ou de uma coisa (ele não é, justamente, ‘real’), mas o de uma situação aberta. Nesse tempo assim concebido e vivido, a ação e o pensamento não consistem apenas em selecionar entre possíveis já determinados, mas em reelaborar constantemente uma configuração significante de objetivos e de coerções, em improvisar soluções, em reinterpretar deste modo uma atualidade passada que continua a nos comprometer. Por isso vivemos o tempo como problema.” (pág. 71-72)

“Mais que uma extensão do corpo, uma ferramenta é uma virtualização da ação.” (pág. 75)

“A gramática dizia respeito à articulação interna da língua, à manipulação das ferramentas lingüísticas e escriturais. A dialética, em troca, estabelece uma relação de reciprocidade entre interlocutores, pois não há esforço argumentativo que não subentenda uma espécie de paridade intelectual. [...] a retórica designa a arte de agir sobre os outros e o mundo com auxílio dos signos.” (pág. 82)

“Ora, o modo clássico de reconhecimento dos saberes – o diploma – é ao mesmo tempo: 1, deficiente: nem todos têm diploma, embora cada um saiba alguma coisa; 2, terrivelmente grosseiro: as pessoas que têm o mesmo diploma não têm as mesmas competências, sobretudo por causa de suas experiências diversas; e 3, não padronizado: os diplomas estão vinculados a universidades ou, no máximo, a Estados, e não há sistema geral de equivalência entre diplomas de países diferentes.” (pág. 91)

A VIRTUALIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA E A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO

“Nós, seres humanos, jamais pensamos sozinhos ou sem ferramentas. [...] toda uma sociedade cosmopolita pensa dentro de nós.” (pág. 95)

“Pode-se falar de uma inteligência sem consciência unificada ou de um pensamento sem subjetividade?” (pág. 95)

A INTELIGÊNCIA COLETIVA NA INTELIGÊNCIA PESSOAL: LINGUAGENS, TÉCNICAS, INSTITUIÇÕES

“Chamo ‘inteligência’ o conjunto canônico das aptidões cognitivas, a saber, as capacidades de perceber, de lembrar, de aprender, de imaginar e de raciocinar.” (pág. 97)

“Antes de mais nada, jamais pensamos sozinhos, mas sempre na corrente de um diálogo ou de um multidiálogo, real ou imaginado.” (pág. 97)

“As ferramentas e os artefatos que nos cercam incorporam a memória longa da humanidade. Todas as vezes que os utilizamos, recorremos portanto à inteligência coletiva.” (pág. 98)

“Pela biologia, nossas inteligências são individuais e semelhantes (embora não idênticas). Pela cultura, em troca, nossa inteligência é altamente variável e coletiva.” (pág. 99)

AS QUATRO DIMENSÕES DA AFETIVIDADE

“Sem afetividade, o sistema considerado retorna à insensibilidade, à exterioridade e à dispersão ontológica do simples mecanismo. Um espírito deve ser afetivo, ele não é necessariamente consciente.” (pág. 104) [Comentário: a afetividade é a chave para o século XXI]

A OBJETIVAÇÃO DO CONTEXTO PARTILHADO

“Como um dos principais efeitos da transformação em curso, aparece um novo dispositivo de comunicação no seio de coletividades desterritorializadas muito vastas que chamaremos ‘comunicação todos-para-todos’.” (pág. 113) [Comentário: apesar de concordar com Lévy, devo colocar um ponto em questão: nem toda a comunicação na internet se reflete de muitos-para-muitos. Os blogs são, de certa forma, ainda, uma comunicação um-para-muitos, e a Wikipédia, apesar de ser todos-para-todos, não funciona assim em tempo real.]

“O ciberespaço em via de constituição autoriza uma comunicação não mediática em grande escala que, a nosso ver, representa um avanço decisivo rumo a formas novas e mais evoluídas de inteligência coletiva.” (pág. 113) [Comentário: Wikipedia]

“Como se sabe, os meios de comunicação clássicos (relacionamento um-para-muitos) instauram uma separação nítida entre centros emissores e receptores passivos isolados uns dos outros. As mensagens difundidas pelo centro realizam uma forma grosseira de unificação cognitiva do coletivo ao instaurarem um contexto comum.” (pág. 113)

“No ciberespaço, em troca, cada um é um emissor e receptor potencialmente em num espaço qualitativamente diferenciado, não fixo, disposto pelos participantes, explorável. Aqui, não é principalmente por seu nome, sua posição geográfica ou social que as pessoas se encontram, mas segundo centros de interesses, numa paisagem comum do sentido ou do saber.” (pág. 113) [Comentário: aqui Lévy é extremamente visionário, o mundo, como se sabe hoje, será estruturado através das áreas de interesse, não mais através do meio em comum. É o mercado de nichos crescendo, são as comunidades sendo exploradas, é o homem criando um novo homem, mais semelhante à sua imagem que à de Deus.]

O CÓRTEX DE ANTRÓPIA

“Raciocinar em termos de impacto é condenar-se a padecer.” (pág. 117) [Comentário: ou acompanhamos o ciberespaço agora, transformando-o em fonte de saber coletivo, ou ele reproduzirá a praxe, o mediático, o espetacular, o consumismo: virará uma ‘televisão interativa’.]

[preciso me ausentar agora, mas depois eu completo o fichamento, abraços!]



Cloud computing será padrão até 2020


Numa pesquisa recente realizada pela Elon University, 900 estudiosos das áreas de internet, tecnologia e sociologia concluíram que até 2020 a maiorias das pessoas estará trabalhando em nuvem (Cloud computing). Para 71% desses estudiosos, nossas principais atividades serão realizadas através de serviços baseados na web, como Facebook, Google docs, etc., usando cada vez menos aplicativos de desktop.

Essa é uma questão cada vez mais levantada entre os vários estudiosos da internet. Embora essa pesquisa tenha saído apenas agora, eu já havia previsto que isso ocorreria. Pena que nessa época eu ainda não mantinha o web diálogos para registro…

O que disse foi a um amigo meu. O pensamento poderia ser resumido a um curto parágrafo: “Até 2020, a maioria de nossos aplicativos funcionarão através da web. Não teremos mais sistema operacional em nossos computadores, teremos apenas um navegador de internet. Esse computador que usaremos não terá disco rígido, nem portas USB, nem nenhum outro dispositivo de transferência de dados. Todos os nossos dados estarão na web, em HDs virtuais, que poderemos acessar a qualquer momento e em qualquer lugar. Quando chegarmos nesse nível, banda larga de 1GB será limitante, pois até mesmo programas como o Photoshop e o Premiere serão totalmente on-line.”

Não preciso nem citar mais uma vez os problemas de privacidade e de direito de dados que nós teremos pela frente, nesse momento nós só podemos imaginar. Cloud computing e mídias sociais andarão juntas por um longo tempo, pelo menos até 2020 (isso se o mundo não acabar em 2012, é lógico).

Acredito que hoje nós temos a escolha de colocar nossos dados na nuvem ou não. Mas não tardará até que os fabricantes de Hardware comecem a desenvolver periféricos feitos exclusivamente para cloud computing, uma vez que já foi provado que isso é muito mais lucrativo para as empresas.

E você, vai entrar nessa nuvem? Ou será que devo dizer “céu”?



Social Media Revolution


Nas minhas típicas leituras matinais, encontrei este vídeo que fala sobre a revolução das mídias sociais. Bem na linha do “Did you know?”, ele apresenta fatos e dados sobre as mídias sociais, dando suas opniões sobre este futuro tão promissor.  O vídeo começa com as seguintes perguntas: “É a mídia social uma moda passageira? Ou a maior mudança [de nossas vidas] desde a revolução industrial?” Vale à pena conferir:

A revolução das mídias sociais

Mais de 50% da população mundial tem menos de 30 anos de idade;

96% dos que entraram na web neste milênio já estão nas redes sociais;

Facebook bate a Google em tráfego de dados semanais nos E.U.A.

As mídias sociais já ultrapassaram a pornografia como atividade número 1 na web;

1 a cada 8 casais nos E.U.A se conheceram através da internet;

Quantos anos cada mídia demorou a atingir 50 milhões de usuário: Rádio, 38 anos; Televisão, 13 anos; Internet, 4 anos; Ipod, 3 anos [vivemos em épocas exponenciais].

Mais de 200 milhões de contas foram adicionadas ao facebook em menos de um ano;

O aplicativo de downloads do Ipod atinge 1 bilhão de downloads em 9 meses [2 milhões de Ipads foram vendidos em menos de 2 meses];

“Nós não temos escolha de FAZERMOS mídia social, é questão é QUÃO BEM NÓS FAREMOS isso.”        - Erik Qualman

Se o Facebook fosse um país, ele teria a 3ª maior população do mundo, perdendo apenas para India e China (à frente do Brasil e dos E.U.A);

Um estudo do departamento Americano de Educação revelou que os estudantes online  sobrepujaram àquele que foram ensinados tradicionalmente;

80% das empresas utilizam mídias sociais para o recrutamento

95% desses com o LinkedIn

O segmento que mais cresce no Facebook é o do sexo feminino entre 55 e65 anos de idade

Ashton Kutcher e Britney Spears têm mais seguidores no Twitter que as populações da Suécia, Israel, Suíça, Irlanda, da Noruega, Panamá…

50% do tráfego de Internet móvel no Reino Unido são para o Facebook.

As Gerações Y e Z consideram e-mail démodé

Algumas universidades pararam de distribuir contas de email. No lugar disso, estão distribuindo: eReaders, iPads , Tablets…

O que acontece em Vegas fica no Flickr, Twitter, Facebook ,Orkut, YouTube…

O 2º maior site de buscas do mundo é o YouTube;

Enquanto você assistir a esse  vídeo, 100 horas a mais de vídeos estão sendo carregados para o YouTube;

A Wikipédia possui mais de 15 milhões de artigos

Estudos mostram que ela é tão precisa quanto a Enciclopédia Britânica;

78% desses artigos não são em Inglês;

Se você fosse pago 1 dólar por cada artigo do Wikipédia,  você ganharia U$1.712,32… por hora.

Existem mais de 200 milhões Blogs no mundo.

25% dos resultados de pesquisa para as 20 maiores marcas do mundo são links para conteúdos gerados por usuários.

34% dos blogs postam opiniões sobre produtos e marcas;

Você gosta do que eles estão dizendo à respeito da sua marca? Melhor se preocupar…

As pessoas se preocupam mais os rankings das mídias sociais de seus produtos e serviços do que como o Google os classifica

78% dos consumidores confiam na opinião dos outros consumidores online;

Apenas 14% confiam em anúncios e propagandas

Apenas 18% das campanhas publicitárias nas mídias tradicionais são um ROI positivo.

90% das pessoas “pulam” a propaganda da tevê quando têm a oportunidade;

Kindle ultrapassou a venda de livros tradicionais no último natal;

24 dos 25 maiores jornais estão passando por quedas recordes de circulação [A tiragem diária da folha da são Paulo já chegou a ser de 1 milhão de exemplares; Hoje chega com dificuldade aos 300 mil]

60 milhões de atualizações de status no Facebook  são feitas diariamente;

Nós não procuramos mais as notícias… Elas chegam a nós automaticamente…

Logo nós não estaremos mais procurando produtos e serviços. ELES NOS ENCONTRARÃO VIA MÍDIAS SOCIAIS.

Mídia Social não é uma moda passageira, é uma mudança fundamental no modo em como nos comunicamos

“Escutar primeiro, vender depois”

O ROI da mídia social é o “Seu negócio continuará a existir em 5 anos”

Ainda acha que as mídias sociais são uma moda passageira?

Bem vindo ao “Socialnomics”

http://socialnomics.net/



O que é SEO?


SEO – que deriva do inglês Search Engine Optimization, conhecido em português também como Otimização de buscas, MOB, Otimização de sites, etc. – é um conjunto de técnicas, tanto para estrutura do site como para o conteúdo dele, que visa melhorar o posicionamento do site em motores de busca (google, yahoo, bing, etc.) Ou seja, a meta é fazer com que o site seja um dos primeiros a aparecer nas pesquisas relacionadas.

"Onde está Wally?" é um bom exemplo para ilutrar um site sem SEO em meio à web.

Isso é extremamente importante porque a maioria das buscas efetuadas pelos usuários dos motores de busca (ou sites de busca) contém poucas palavras, e o site precisa ser “achável” nesse universo extremamente restrito à poucas sintaxes.

O uso de fatores inerentes à estrutura do site podem ajudar a melhorar o posicionamento nos motores de busca, como o uso de várias tags, cabeçalhos, rodapés e informações relevantes aos sites de busca e aos usuários.O uso de URLs (ou links) amigáveis vêm se tornando muito importante para o SEO: no lugar de utilizar códigos indecifráveis, palavras-chaves, categorias e até mesmo o título da página, artigo ou post, é colocado diretamente na URL/link do site em questão, melhorando o posicionamento do site nos sites de busca.

Os fatores inerentes ao conteúdo do site se preocupam em utilizar palavras sinônimas às procuradas durante todo o texto, ao uso de tags significantes e à capacidade de prender o leitor logo nas primeiras linhas, de modo a reduzir o bounce rate (índice de saída imediata do site).

Outra técnica que deve ser levada em consideração visa o uso de links externos ao site que referenciem de volta ao remetido, de forma que se melhore a visualização do site em locais externos ao domínio em questão.  Entretanto, os fatores e técnicas aqui colocados são apenas o início de uma complicada e complexa atividade que é considerada por muitos como uma arte, que exige muita dedicação, leitura e constante atualização técnica.

Pelo lado do contratante, o uso de SEO permite que o site tenham uma visibilidade maior quando se pesquisa palavras-chaves nos sites de busca, aumentando o número de visitantes no site, reduzindo o número de saídas instântaneas (visitas errôneas ao site), aumentar o números de vendas, comentários, feeds, ligações, indicações, etc. Devendo o cliente e o desenvolvedor em SEO sentarem juntos para indicarem e escolherem as métricas a serem melhoradas.

SEO é, por final, a arte de fazer com que o usuário ache o que ele quer. Mais do que tornar um site encontrável, é fazer com que o usuário fique satisfeito e retorne sempre ao site em busca de novos conteúdos corretos.

Com SEO fica bem mais fácil de achar seu site.



Mozilla Drumbeat Maceió


“Se você ama a internet, pode se perguntar: a web vai permanecer tão interessante, criativa e inventiva quanto é hoje daqui a 100 anos?” Foi com essa frase que o Mozilla drumbeat Nordeste foi aberto em maceió organizado pela Mozilla Foundation,  a Facima, a SEPLAN e a Associação Artistica Saudáveis Subversivos. As discussões sobre privacidade na web, segurança de informações, sobre a liberdade e a abertura da web foram realizadas por grupos bastante distintos de pessoas, que variaram desde jornalista e programadores até professores e “algumas pessoas legais do governo” (piada interna, desculpem-me! rssrss).

No meu último post, mostrei uma charge sobre os problemas de privacidade no Facebook. Agora conversando com uma colega minha, ela ficou pasma ao perceber que as propagandas vinculadas ao gmail dela continham propagandas sobre o assunto discutido no email que ela estava lendo.

Mas privacidade não é exatamente o problema na internet (na verdade, se penssássemos assim, o problema seria na verdade a ausência dela). A liberdade dos usuários na internet é que é um problema fundamental. Lendo um artigo do André Lemos em seu blog sobre direitos no ciberespaço, percebi, como já tinha dito anteriormente, a necessidade de revermos os direitos dos usuários sobre a política de coleta de dados. Da mesma forma que não somos obrigados a responder às perguntas feitas por empresas de pesquisa, nós deveríamos ter direito a dar nossos dados apenas se nós permitíssimos.

Não quero entrar nessa discussão agora (acredito que depois eu possa fazer até mesmo um artigo muito mais elaborado), voltemos nossa atenção ao drumbeat que ocorreu. Precisamos articular maneira de fazermos a internet permanecer livre para o futuro. Como costumo afirmar: a internet é democratizante, mas não é democrática; no sentido de que ela é uma ferramenta para se atingir a democracia, mas que a democracia ainda não se encontra presente em todo o ciberespaço.

Nesse sentido, devemos relembrar que  não fomos educados para os meios de comunicação do século XX (televisão, rádio, jornal, etc).  A alfabetização digital (eu e meus neologismos…) é necessária não somente nesse país, mas em todo o mundo. Desde o uso correto do teclado até o ensino de políticas de privacidade e segurança para um web mais livre no futuro. Devemos lembrar que a internet ainda está em construção e, se ela será mais controladora ou mais colaborativa, só depende de nós.

P.s.: quem tiver mais interesse em ver questões de privacidade na web, pode olhar aqui, pelo próprio pessoal do drumbeat:  http://www.drumbeat.org/project/privacy-icons/blog



Mark Zuckerberg em cartoon


Nos últimos dias a questão da privacidade na web entrou na agenda pessoal de todos os que usam/trabalham com mídias sociais, principalmente depois que o CEO do Facebook (Mark Zuckerberg) modificou as políticas de privacidade da rede social. O mais recente cartoon do ganhador do prêmio Pulitzer de jornalismo Mike Luck­ovich, registra os problemas que o facebook vêm vivendo com as questões de publicidade. Para quem quiser se aprofundar mais nessa questão, vale à pena conferir o excelente artigo da IdgNow! sobre privacidade na web.

Agora, voltando ao cartoon, eis a tradução:

Usuário do facebook: “estou satisfeito pelo facebook estar levando os problemas de privacidade à sério”

Mark fala ao publicitário: “Nudista, casado, 75mil[dólares] por ano, bebe, dono de uma minivan, Colecionador de beany baby…”



Internet foi feita para interação, não para divulgação.


É hora de entrar em contato direto com o cliente.

Se você está migrando agora para as mídias digitais, tenha em mente uma coisa: acabou a época da propaganda empurrada, começou (e já faz um bom tempinho) a era da propaganda puxada. A venda de produtos na web não é o tipo de coisa que você repete mil vezes até que finalmente o consumidor mude de opinião e compre seu produto. Agora, para vender, é necessário também convencer.

Nesse sentido, eu vejo muita gente fazendo propaganda na web: Criam um site totalmente frio, sem nenhuma interação com o usuário. O site parece mais uma prateleira de supermercado numa versão 2.0. E não é que o cliente ainda fica satisfeito? Ele fica satisfeito justamente porque se parece com uma vitrine: o usuário só pode olhar, o produto não diz muita coisa e ainda fica aquela sensação de uma parede invisível separando a marca do cliente (típico do século XX).

Quando se chega nas mídias sociais aí é que percebemos o desastre total. Criam-se perfis, comunidades, grupos, tudo o que for possível. Colocam-se propagandas e mensagens de divulgação. E então fica-se esperando até que alguém click nos seus links e compre algum produto, como se ainda fosse a época da televisão à cores. O cliente de hoje tem um enorme filtro de pesquisas, ele pode buscar em vários sites o mesmo produto ou produtos semelhantes, e se o site não permitir essa busca para o usuário, ele irá para outro site.

Comentários são de extrema importância. Todo mundo sabe que a melhor propaganda é o boca-a-boca. No meio digital, esse boca-a-boca surge através dos comentários e opiniões de outros consumidores. Sempre que possível, permita um local para os consumidores dos seus produtos colocarem suas opiniões. “Mas e se as opinões forem negativas?” Daí, em algum ponto, o consumidor deverá ter razão. Se ele não tiver, você também pode comentar. Lembra-se? Estamos numa época de interação, onde as empresas estão cada vez mais perto dos seus clientes, se comunicam muito mais como amigos do que como vendedor VS. comprador. Lembre-se apenas de responder educadamente, é claro. É sua imagem que está em jogo, muito mais do que a imagem do consumidor. Se você apresentar boas soluções, não somente as pessoas irão se contentar ao perceber que você está muito mais próxima de vocês, como até mesmo se sentirão mais seguras ao comprar o produto, visto que a opinião dos compradores é respeitada e, principalmente, lida.



Campanha política na web: É realmente necessária?


Já estamos cansados de ver propagandas políticas horripilantes na TV. Desde os candidatos completamente non-sense até os típicos errinhos de português (Sem falar das propagandas do Enéas, que Deus o tenha…).

Com a internet se tornando cada vez mais importante, é necessário respeitar o eleitorado virtual. A campanha de Obama para os estados unidos foi, definitivamente, um divisor d’águas. Mas estou certo de que várias campanhas na internet serão completamente equivocadas em todo o território brasileiro. As pessoas que estão se dedicando ao estudo da comunicação na web ainda são poucas, por isso não será nem um pouco difícil de visualizar vários erros ocorrendo nas campanhas políticas.

Muitos políticos irão querer fazer campanha na internet. A primeira coisa que se deve avaliar é se REALMENTE É NECESSÁRIO fazer campanha pela internet. Os usuários de internet no Brasil chegaram a 37,9 milhões em Março, ou seja, aproximadamente 20% da população brasileira. Mesmo assim, esse número leva em consideração o uso de internet no trabalho, em lan-houses e nas casas. Quando passamos para os assinantes de internet banda larga, esse número cai para 15 milhões. Pode até ser um número alto para um candidato à presidência, mas para prefeitos de cidades pequenas, investir na internet sem antes fazer uma pesquisa local, pode ser uma grande furada.

Por isso acho que deve ser fundamental, antes de investir com internet na campanha, realizar uma pesquisa para verificar onde estão os principais usuários de internet na região, a renda deles, quantas horas usam por dia e, principalmente, o que mais fazem na web. Mas, independentemente dos resultados, uma coisa é certa: fazer campanha nas redes sociais é jogada certa (desde que feita com qualidade, é claro). Afinal, o Brasil é 5º país do mundo que mais usa as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, etc.), com uma média mensal de 4horas e 27minutos – só para se ter uma ideia, os Japoneses gastam 2 horas e 37 minutos.

Resumo da ópera: É necessário investir na internet já agora em 2010? Depende. Faça pesquisas na região e verifique o custo/benefício. No Brasil, embora a internet venha ganhando cada vez mais espaço, seu poder de penetração ainda é muito pouco quando comparado com as mídias tradicionais, como rádio e televisão. Vai investir na internet? Pesquise e estude! Se não domina a ferramenta, contrate alguém que o saiba. Não vire piada para os outros candidatos, afinal, a pior coisa que pode acontecer é você ajudar na campanha dos seus adversários, como muita gente costuma fazer. Não queira parecer a versão digital dessa galerinha aqui embaixo:



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