Categoria: Marketing Digital

Anúncios na internet: muito além dos clicks

Os anunciantes parecem continuar se convencendo que os clique são uma boa medida de branding online. Infelizmente, quando os anunciantes incidem apenas sobre essa métrica, eles realmente perdem a criatividade e prejudicam a sua própria marca. A ênfase nos cliques criou anúncios que servem mais como placas de rua para direcionar os usuários do seu site, ao invés de abranger uma experiência global memorável.

As agências de publicidade fazem o que elas são pagas para fazer, e geralmente os anunciantes só pagam por cliques. Por que se preocupar com criatividade, espirituosidade, quando você pode obter cliques por apenas colocar banners baratos e padrões em alto volume nos grandes canais?

O problema deste tipo de pensamento é que enquanto você pode ter alcançado o objetivo declarado de campanha, sua marca pode sofrer, a longo prazo. Os anunciantes devem definir objetivos de campanha como engajamento, ao invés de cliques.

Para onde esse clique vem?

O inventor da taxa de through click não poderia imaginar que a CTR serviria como moeda para a publicidade online. No Facebook, os cliques são poderosos, são intuitivos, exigem participação ativa do usuário e geram tráfego valioso. Mas o que está faltando para que essa imagem se torne perfeita é a ligação entre a taxa de through click e a eficácia da marca que não é fundamentada em pesquisas. Na verdade, a pesquisa mostra que a publicidade online é eficaz mesmo com baixas taxas de cliques.

A ComScore afirma que o efeito primário dos anúncios online é a exposição em si e não necessariamente o ato de clicar sobre ele. Em “Como funciona a publicidade on-line: Para onde vai o clique“,  a ComScore mostra que 2/3 dos usuários de internet não clicam em qualquer coisa. Os cliques tendem a ser mais de jovens e menos abastados do que os “não clicadores” A ComScore confirmou que há um efeito de latência e branding para efeito de publicidade online, na qual os usuários chegam ao site do anunciante sem clicar em nada.

gráfico Geifman

No entanto, a pesquisa da ComScore também indica que a publicidade de exibição tem um efeito sobre o comportamento do usuário, mesmo com um baixo número de cliques. Na pesquisa, que incluiu 139 campanhas de exibição em sete setores, a ComScore mostrou efeitos significativos sobre o tráfego, vendas e branding, apesar da falta de cliques. De acordo com a empresa, as campanhas de exibição renderam um valor de 46% nas visitas à sites de anunciantes, ao longo de um período de 4 semanas. Além disso, nessas quatro semanas, os usuários expostos tiveram 38% mais probabilidade de conduzir uma pesquisa de palavras-chave relacionadas com a marca anunciante e são 27% mais propensos a fazer uma compra online. São, também 17% mais propensos a fazer compras em lojas de varejo do anunciante.

Engajamento desmistificado

Qual o envolvimento e como somos capazes de medi-lo? Para medir a proporção de impressão que estavam envolvidos e a duração desse envolvimento, a MediaMind  usa uma métrica chamada dwell.

Dwell mede a proporção de impressões que tiveram significativos cliques, que duraram mais de um segundo. Embora tenha havido usuários que viram os anúncios e não os tocou com o seu mouse, dwell nos permite medir o número de usuários que são muito propensos a ver o anúncio.

Além disso, a pesquisa da  MediaMind, Microsoft Advertising, e ComScore mostra que o envolvimento tem um efeito real sobre as métricas da marca. Os resultados do estudo conjunto indicam que os usuários que foram expostos a grandes campanhas, segundo o dwell, são três vezes mais propensos a procurar palavras-chave relacionadas a marca, em comparação aos usuários que foram expostos a baixas campanhas. Campanhas com grandes compromissos impulsionaram o tráfego dos anunciantes do site em 69% e o engajamento da marca melhorado.

Como aumentar o engajamento?

Existem regras miríades e técnicas que podem ajudar os anunciantes a aumentar o envolvimento dos usuários. Algumas das mais bem sucedidas incluem a incorporação de vídeo em banners, criar jogos, usar banners expansíveis para permitir aos usuários explorar a marca, e entregar anúncios visualmente atraente, tanto em termos de tamanho e criatividade. Assim, a regra de ouro é para criar anúncios que tragam experiência, e não apenas sinais de que você vai enviar para outro lugar.

Veja os três exemplos abaixo:

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A página da série “True Blood” da HBO é um grande exemplo de como conectar os usuários aos seus anúncios e mantê-los engajados ao criar uma experiência memorável. A página tem um formato muito visível que tira proveito da tela cheia para expor os usuários a mensagem da marca.

O anúncio começa com um rápido vídeo de três segundos. Os usuários são convidados a escolher as cores do anúncio papel de parede que circunda o conceito, tornando este anúncio personalizável. O anúncio sensual realmente oferece o recurso do “True Blood”.

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Esse anúncio da Nike assume compromisso para um novo patamar. Ele começa como um anúncio de pequenas mensagens. No entanto, quando os usuários clicam nele, ele se torna uma experiência verdadeiramente full-screen de um aplicativo que permite aos usuários explorar a marca. Ele inclui várias telas, vídeos e muito mais. A implementação visual é simplesmente um colírio para os olhos.

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H & M  decidiu colocar o termo “resposta direta” na cabeça de sua publicidade enquanto os usuários estão deixando se envolver com o seu catálogo diretamente sob o banner. Em vez de agarrar uma fração dos usuários para irem até o site real da marca para ver o catálogo inteiro, este anúncio apagou esse passo desnecessário e permitiu aos usuários visualizarem a coleção inteira no próprio banner.

Esses anunciantes não se contentaram com cliques. Imagine se os anúncios de TV apresentassem uma chamada à ação como “clique no canal 2983 para… ” É altamente improvável que os telespectadores deixariam sua programação para clicar no anúncio. Então, por que usuários online se comportam de forma diferente? Quando você percebe que o objetivo é impressionar ao invés de fazer o usuário pressionar um botão, não há limite para a criatividade. [via ImediaConnection]


Regra essencial: Mídia social é relacional, não transacional

Não sei se com vocês acontece o mesmo, mas toda vez que visito uma livraria sinto uma sensação desagradabilíssima de que as pessoas estão começando a se aproximar e manter um contato pessoal.

Alguns costumam sair puxando e recolocando os livros nas prateleiras, outros simplesmente vagueiam pelo corredor. Até que começam a comentar sobre alguma obra eu segurava (Isso me lembrou uma vez que eu estava prestes a comprar um livro e o cidadão jogou essa: – Muito bom esse aí, pena que o cara morre no final). Parece que você sempre está segurando o maldito livro mágico que todos procuravam o dia todo. Após uma breve discussão sobre o livro, começam as perguntas sobre o que você faz, se gosta do seu trabalho, se está satisfeito com a renda e blablabla. Finalmente, quando você acha que está prestes a se livrar da criatura ele solta, “Eu normalmente não faço isso, mas eu tenho uma oportunidade de renda alta para você perfeita para…”

Cada encontro desses é único, mas cada um segue o mesmo formato prescrito: desenvolvem aquela velha amizade de ”livraria”, mostrando interesse, fazendo perguntas, e não aproveitam a relação para vender algum produto. O resultado final sempre é o mesmo, no fim você não compra nada e tem um tempo do seu dia perdido.

Essa é a primeira regra do livro Três regras para um bom desenvolvimento de lucro nas estratégias de mídias sociais, que define o paradigma, ou a lente através da qual as plataformas de mídias sociais devem ser vistas: a mídia é relacional, e não transacional.

A mídia social produz um maior retorno sobre o relacionamento, e o menos retorno sobre salesmanship.

É perfeitamente aceitável vender em plataformas transacionais (site, mercado livre, Amazon, etc.) porque é onde as pessoas vão para comprar. No entanto, os danos a sua marca se você embosca em plataformas relacionais (mídias sociais, fóruns, etc.) são bem altos. Assim como o marketing de rede na livraria, você não vai durar muito.

O sucesso é determinado pela sua capacidade de mover as pessoas a partir da plataforma relacional para a plataforma transacional de maneira autêntica.

Aqui estão seis maneiras para fazer isso:

1. Crie uma personalidade da marca na mídia social: Além de uma conta de mídia corporativa da marca social. É difícil desenvolver uma relação de envolvimento com uma entidade de negócios. Use uma pessoa no perfil da empresa, como o fundador ou o Presidente. O perfil da conta deve ficar claro sobre o papel dessa pessoa com a organização.

2. Relacionamentos autênticos são construídos no diálogo e são mutuamente benéficos.

3. Torne-se um líder de pensamento numa área específica e dê informações e recursos de graça. É mais provável uma pessoa fazer negócios com uma organização que tem um valor acrescentado para as suas vidas sem nenhuma expectativa para o retorno.

4. Crie um blog de personalidade para a marca. O blog deve ter a abundância de links onde os usuários podem saber mais sobre a empresa, incluindo os produtos ou serviços oferecidos.

5. Quando novos produtos ou serviços são lançados, é perfeitamente aceitável anunciá-lo com uma mensagem e um link direcionando os usuários para um site transacional. Estes anúncios não devem representar mais de 10% de seus posts, no entanto, sob o risco de os usuários desengatarem.

6. Contem histórias. Você vai encontrar um pouco de engajamento se você não desenvolver sua narrativa e se tornar um mestre de contador de histórias. [via SocialMediaToday]


Sorteio do livro “Os 8 Ps do marketing digital”

Este livro foi publicado originalmente com o título Google Marketing. O marketing digital passa atualmente por uma fase de consolidação em que apenas as empresas e os profissionais que tiverem um conceito sólido do que representa a internet na economia atual, baseada em conhecimento, e que tiverem domínio prático sobre as táticas desse novo mundo formado por bits vão prosperar no mercado.

O livro Os 8 Ps do Marketing Digital traz para profissionais de marketing, administradores, empresários, profissionais liberais e estudantes o passo a passo para se ter êxito nas estratégias de negócios de todos os tipos, utilizando para isso o ambiente online.

Mostra como transformar a internet em uma ferramenta de negócios eficiente e lucrativa. Mostra também, por meio de mais de cem cases e centenas de indicações de ferramentas, o lado prático do marketing digital, porém, sem deixar de expor de maneira didática e abrangente toda uma nova teoria gerada pela era do conhecimento e pelas novas tecnologias da informação e da comunicação.

Um livro essencial para todos que trabalham com marketing e comunicação e para todos que administram negócios em meio a essa nova era da informação. Um guia estratégico, tático e operacional que não pode faltar na sua estante.

E aí, tá afim de faturar um?

Para participar do sorteio, é simples. Mas antes, curta a página do Web Diálogos no Facebook.

Agora curta a página da Novatec Editora no Facebook também.

Para confirmar sua participação, tweet a seguinte frase:

#EuQuero! O blog @webdialogos está sorteando o livro ‘Os 8 Ps do marketing digital’ da @novateceditora http://kingo.to/Pxr

O Sorteio será realizado no dia 10 de outubro. Lembramos também que os leitores do Web Diálogos podem comprar livros da Novatec com descontos exclusivos de 20% se utilizarem o cupom promocional WEBDIALOGOS no momento da compra =)

REGULAMENTO:

1. Somente pessoas residentes no Brasil podem participar do sorteio; 2. Está sendo sorteado um exemplar do livro “Os 8 Ps do Marketing Digital”, da Editora Novatec. Eventuais despesas com frete entre outros custos extras que impossibilitem o recebimento do livro pelo vencedor do sorteio são de inteira responsabilidade da EDITORA NOVATEC; 3. O participante sorteado terá seu nome e perfil do twitter publicado no blog no dia do sorteio; 4. O participante sorteado tem até 48 horas para reivindicar seu livro; 5. O blog Web Diálogos e a Editora Novatec se reservam no direito de fazer um novo sorteio com data a ser definida caso o sorteado não entre em contato dentro do prazo estipulado; 6. É vedada a participação de mais de uma conta de Twitter pela mesma pessoa; 7. Basta apenas um tweet para participar do sorteio; 8. Só serão válidos os tweets idênticos à seguinte frase: “#EuQuero! O blog @webdialogos está sorteando o livro ‘Os 8 Ps do marketing digital’ da @novateceditora http://kingo.to/Pxr”. O acréscimo de outros caracteres descaracteriza a participação no sorteio.  Basta um único Tweet para participar do sorteio. Tweets duplicados serão desconsiderados. 9. O sorteio será realizado no dia 10/outubro/2011; 10. Qualquer método de tentar burlar as regras do sorteio (tal como uso de scripts, perfis falsos, etc.) implicará na eliminação do participante ao sorteio; 11. Outras regras podem ser adicionadas/modificadas até o dia do sorteio, conforme se julgar necessário; 12. Os participantes declaram ter lido e concordado com todas as regras aqui expostas.

 


O que o novo Facebook mudou para anunciantes e profissionais de marketing

O Facebook apareceu com uma lista ousada de mudanças. Dessa forma, será colocada mais pressão sobre os anunciantes para impulsionar conteúdo atraente e integrar-se mais para a vida dos consumidores. Mas qual o grande perdedor de toda essa mudança? O botão “curtir”, que terá um papel menor em marketing, dizem os analistas da indústria.

Uma das maiores mudanças é que o Facebook adicionou um controle no canto superior direito de cada atualização para que os usuários possam verificar desmarcando uma história superior. O Facebook vai usar essa informação ao longo do tempo para editar automaticamente os feeds. Uma vez que os usuários agora têm mais controle sobre seus feeds de notícias, marcas com atualizações chatas ou irrelevantes terão menos visibilidade.

Os comerciantes terão de colocar isso em prática agora, diz Ian Schafer, CEO da Deep Focus, uma empresa de marketing digital. “O Facebook é um canal, embora colaborativo, que precisa ser programado”, diz Schafer. “Precisamos levar as pessoas à compartilhar e interagir com mais conteúdo”.

Nir Refuah, vice presidente da McCann Digital em Israel, diz que com o novo Design do Facebook, o consumidor será o criador de uma “autobiografia digital” em que as marcas terão de integrar-se. E isso nos leva numa outra discussão: quando é que o Facebook vai alterar o layout das páginas para empresas? Na última atualização que influenciou diretamente o sistema de página, o Facebook deixou bem claro que elas estão se tornando um espaço cada vez mais corporativo. Agora pessoas influentes e celebridades devem voltar a utilizar perfis, que poderão ser assinados através da opção subscribe.

A ênfase na lifestreaming em vez de simplesmente usar a plataforma para amplificar uma mensagem significa que as aplicações se tornam mais que um veículo para a marca. Mas, como as mensagens de marketing, diz Schafer, os aplicativos também terão de ser verdadeiramente interessantes para os consumidores e seus amigos. “Aplicativos com a utilidade que permitem que você consuma mais ou participe mais serão mais importantes”, diz Schofer.

A mudança exigirá um novo pensamento dos comerciantes que tinham apenas tentado acumular muitos fãs ou muito “curtis”. Jenna Lebel, diretora de estratégia da Likeable Midia, diz que o “curtir” é pouco relevante agora, e que os comerciantes terão que trabalhar mais para ganhar o seu lugar nos feeds de notícias. “Seu conteúdo necessita ser absolutamente surpreendente”, diz ela.

Colin Murphy, diretor de mídias sociais na Skinny, uma agência de publicidade digital, pensa em geral que as mudanças são um desafio para os profissionais de marketing e agências. “Ele realmente lançou o desafio”, diz Murphy sobre Zuckerberg. “Você realmente tem que entregar algo de valor para um cliente ao invés de ser apenas um spam”. [via Mashable]


[INFOGRÁFICO] Entenda 3 crises de mídias sociais

As plataformas de mídias sociais mudaram a dinâmica de crises de relações públicas. Agora as notícias, fatos, e opiniões tendem a ter uma vida longa em motores de busca, por serem espalhadas rapidamente.

Alterian recentemente aprofundou seu olhar para três crises nas mídias sociais – Nestlé, United Airlines, e Dominó. Nos três casos, Alteiran descobriu que quanto mais pró-ativa a marca era ao lidar com a crise, mais rapidamente eles foram capazes de recuperar.

O infográfico abaixo fornece uma análise e consultoria para você que está nesse momento de crise.

Entre os fatores analisados utilizando a ferramenta Alterian de monitoramento SM2, foram a gravidade da reação do público à crise, o tempo que levou cada marca a retomar à sua posição pré-crise, e se/como a reação da marca para a crise afetou a opinião pública. Aqui estão as ideias chaves do estudo:

Monitoramento:

Se uma marca está monitorando as conversas em torno do sentimento, elas podem ser mais propensas s tomarem medidas sobre a crise de uma maneira positiva, aprendendo com as experiências.

Um exempli é a United Airlines defender seu serviço ao cliente e aumentar o sentimento positivo mediente a emissão de cartões de presentes Starbucks em voos.

Gestão:

Parece que a reputação inicial de uma marca e sentimento médio tem causado um efeito sobre a crise, mas de forma invertida.

Tanto a Nestlé como a United tem sentimento positivo que cai ainda mais. United, por outro lado, não cai tanto durante a crise porque as pessoas esperavam isso da marca.

Resposta:

A resposta inicial não é necessariamente uma coisa boa, e a interação pode influenciar a percepção do público sobre a marca.
Um exemplo é a Nestlé e como eles tentaram desarmar uma situação social crescente censurando conteúdo e indo e voltando com comentadores em sua página no Facebook. Esta não é uma forma ideal para responder uma crise. [via SocialTimes]
The fail trail


Web Diálogos: Felipe Morais nos fala sobre planejamento estratégico digital

Dando continuidade ao projeto que leva o nome do nosso Blog, o Web Diálogos, conversamos agora com Felipe Morais sobre planejamento estratégico digital. Especialista e autor do livro Planejamento Estratégico Digital, Felipe é também professor da Pós Graduação em Marketing Digital da FIT e é Gerente de Planejamento da Vostu.com e mantém seu Blog.

Para Felipe, o ponto chave de qualquer planejamento é compreender bem o cliente. E só depois pensar em uma ação online (ou offline). A missão de uma planner é ligar as marcas aos desejos do consumidor. Confiram a entrevista abaixo e entendam um pouco mais de como esse fera da área de comunicação pensa:

Qual a principal vantagem de se fazer um planejamento estratégico digital?

Organizar as informações para uma estratégia com mais efetividade. Na vida, nós planejamos tudo o que fazemos para minimizar erros. Com as marcas que trabalhamos também temos que fazer isso. Não se pode entrar nas Redes Sociais, por exemplo, sem se planejar, sem saber o que, quando, onde e porque faremos alguma ação.

Planejamentos contam histórias e histórias sem uma linha de raciocínio lógica e direta não atraem o consumidor que, aliás, é o ponto chave de qualquer processo de planejamento, que é saber e entender o que se passa dentro da cabeça do consumidor! Entender isso a fundo, saber quem realmente é o consumidor é o grande diferencial de nós, planners, independente se somos do mundo on ou offline.

 

 Qual é o ponto mais importante para fazer um planejamento para mídias digitais?

Entender o que o consumidor quer versus o que a marca oferece. Nossa missão, como planner, é ligar as marcas aos desejos do consumidor. Toda a marca tem uma promessa e isso o consumidor já entendeu, só que ele precisa ser convencido do porquê comprar aquela marca ou produto. Todo mundo sabe que a Mercedes é uma marca de luxo, elegância, alta performance, desempenho, mas porque eu compraria a Mercedes e não a Audi ou BMW que prometem a mesma coisa?

Entendendo isso, tem que entender o DNA das mídias digitais. Vamos incluir aqui tudo, de banner a Twitter, passando por blogs, YouTube e Facebook ou Orkut. O consumidor interage em todas ao mesmo tempo, mas de formas diferentes. Ele quer se relacionar com as marcas e não apenas ficar recebendo mensagens de “compre-me, compre-me”. Um relacionamento se baseia em uma conversa e uma conversa é um diálogo. Quando as marcas perceberem isso, veremos mais resultados efetivos para elas em qualquer mídia digital.

Qual é o erro mais comum que as pessoas cometem na hora de fazer o planejamento?

“Olha, eu acho que…” falou “eu acho que” esquece. Pega o Power point, deleta e começa de novo. Acreditar que conhece o público, acreditar que “bom, eu não faria isso, então não vai dar certo” são erros comuns que vemos todos os dias. Não importa o que você acha e sim o público da sua marca.

Tinha um professor da pós que sempre dizia “Não importa se você acha que o melhor sanduíche do mundo é da lanchonete da esquina da sua casa porque não é. O melhor sanduíche do mundo é o BigMac que vende mais de 1 milhão por dia”. Esse pensamento é mais ou menos o que quero dizer, não importa o que você ou o diretor de criação da agência acham, importa o que o seu público responde com relação a marca ou produto. São eles que vão comprar.

 O que pode acontecer quando não há planejamento?

Simples. Fracasso! Existe 0,00001% de chance de uma idéia dar certo sem planejamento e sinceramente eu nunca quis testar qual seria.

Como os profissionais podem fazer um planejamento estratégico digital de boa qualidade?

Estudar muito. Ser curioso ao extremo e um eterno insatisfeito. Esses são princípios básicos para um planner. Jamais ser um preconceituoso de informação. Temos que conhecer pessoas. Se você não gosta de Emos mas a sua marca é voltada a eles, você tem que gostar. Aliás, esse lance de gostar é relativo, pois planners entendem pessoas e tem que saber que cada um se expressa da forma que quiser.

Depois é preciso fazer a imersão no produto. No meu slideshare.net/felipemorais2309 tem a minha aula de Planejamento Estratégico Digital onde sempre mostro a foto de um filme chamado “Do que as mulheres gostam” com Mel Gibson onde ele é um publicitário que se depila para entender o produto que vai vender. Não precisamos chegar a esse ponto, mas se você cuida de uma marca de carro, vá a concessionária como “cliente oculto”, faça um test-drive, converse com pessoas que estão comprando. Imersão é a palavra-chave para planners.

Pesquise, mas pesquise muito! Sem pesquisa não se sai do lugar. Não apenas marca e consumidor, mas entenda de concorrência, mercado, cenários, tendências. Como disse, seja um eterno curioso!

Fazendo isso de forma bem feita, o planejamento sai naturalmente bom.


3 mandamentos para líderes de conteúdo

A era da edição eletrônica e igualitária introduzida na blogosfera criou um único conjunto de problemas. Volume de publicação digital continua a se expandir, e em seu rastro de crescimento, os usuários são deixados em um estado constante de incerteza.

Numa época em que qualquer pessoa com um iPhone ou uma conta do Twitter, essencialmente, tornar-se uma emissora, os usuários devem navegar na confusão de conteúdo digital para se chegar a fontes confiáveis.

A resposta é simples: Confirme autoridade através de curadoria e contexto. Por outro lado, o processo mudou um pouco.

1. Construa Autoridade

A partir do surgimento de novos mecanismos de entrega vão surgindo, ambos os novos meios e estabelecimentos se tornam capazes de atingir uma audiência de massa. Os meios de comunicação se encontram agora concorrendo com centenas, talvez milhares de marcas concorrentes. E as linhas só continuarão a desfocagem para os consumidores.

Portanto, a autoridade será a moeda procurada para a próxima geração de aplicativos sociais.

O que é autoridade? Quem tem isso? Como ela pode ser conquistada? Como pode ser provado? Simplificando, uma autoridade é uma fonte de informação especializada aceita ou recomendada. Por exemplo, eu confio na BBC News quando ele relata uma história sobre a política do Reino Unido. Confio na MTV quando ela me encaminha para uma boa música ou cita influências de uma banda. Confio no ESPN para fornecer placares esportivos precisos.

No cenário atual de mídia fragmentada, marcas de autoridades confiáveis executam uma gama de empresas de mídia tradicional, como The New York Times, a pequenos nichos específicos de blogs de música como Arjan Writes.

No entanto, é preciso tempo para construir este tipo de confiança, e os consumidores são rápidos ao ceticismo quando a informação é relatada de forma imprecisa ou apresentada de uma maneira inautêntica.Enquanto existe nenhum plano, manter-se relevante e de confiança requer um trabalho contínuo e periódico de auto-avaliação. Marcas devem freqüentemente se perguntar:

Quem faz parte do meu público?

O que eles procuram e acreditam?

Minha voz é autêntica?

O que distingue a minha marca dos meus concorrentes?

O que meus concorrentes fazem melhor do que eu, e como posso corrigir isso?

Marcas comprometidas honestamente respondem a estas perguntas e ao aperfeiçoar nesse sentido, irão gradualmente começar a sentir a sua ascensão da influência. Embora a transição não possa traduzir imediatamente a picos de tráfego ou cobertura da imprensa, a influência pode ser medida não-tradicionalmente – por exemplo, um aumento no número de retweets e link.

É através de bancos de link e compartilhamento em mídias sociais que nós vamos começar a realmente medir a autoridade. E com os anunciantes  estão olhando ansiosamente para bloquear os braços com os principais influenciadores, a importância da construção de autoridade é mais importante e crítica do que nunca.

2. Coadjutor

coadjuvante

Há uma superabundância de desordem e distração. Parece que todos tem um megafone e acesso a um milhão ou mais canais para compartilhar seus pensamentos, abrangendo tudo, desde política mundial para seu cardápio de almoço.

Com todo este barulho, as pessoas começaram a procura de refúgio na forma de fontes confiáveis. Essas fontes fornecem uma experiência valiosa, com curadoria que seleciona e destaca as melhores notícias de esportes, música, tecnologia, etc

Simultaneamente, no entanto, novas tecnologias e algoritmos têm permitido uma variedade de serviços para tentar recomendar a mesma notícia e informação. Embora inovadora, a tecnologia sozinha não é suficiente para atender um mercado consumidor super-savvy. Nem pode usar crowd sourcing para produção, uma vez que o público não é formado profissionalmente no relatório ou branding.

Nos últimos 10 anos, grande parte do movimento no mundo de conteúdo tem sido impulsionada por máquinas e crowdsourcing. É hora de trazer o especialista humano de volta ao mix, mas dar-lhe o kit de ferramentas companheiras da grande tecnologia e acesso a sabedoria da multidão. Dessa forma, ele ou ela pode realmente curar o conteúdo pensativo que vai cortar o ruído, e, finalmente, reconstruir a confiança e autoridade severamente danificada por conteúdo superlotados.

O elemento de surpresa e alegria também é fundamental para a arte da curadoria. Especialistas humanos ainda tem uma vantagem aqui. Um algoritmo pode te dizer qual a música que mais te agrada. Um especialista tem a chance de surpreender-lhe com uma música que você nunca esperou (“Uau, eu não sabia que eu gostava de óperas alemãs”).

Os fãs estão suplicando por suas marcas favoritas para ajudá-los a cortar a confusão da mídia, para fornecer informações e destinos que destaquem e mostrar valor. Se a sua marca se baseia exclusivamente em algoritmos ou em editores inexperientes e ‘burros’, não se surpreenda ao encontrar sua base instalada rapidamente se deteriorar – se é que você teve uma para começar.

3. Forneça contexto

Enquanto autoridade e curadoria são importantes, sem contexto, não significam nada.

Contexto acrescenta significado essencial à informação. Ele responde às perguntas: Por que eu deveria me importar? O que isso significa para mim e para a sociedade?

Marcas que podem articular claramente o contexto apropriado em torno da informação de curadoria vão construir autoridade, trazendo a grande imagem em foco para o seu público.

As pessoas estão cansadas de coçar a cabeça, sentindo-se como se tivessem recebido informação, confusas ou irrelevantes. Marcas de mídias sociais fornecem a incrível capacidade de não apenas falar, mas também ouvir seu público. Fazendo perguntas e, em seguida, implementando feedback, cada vez mais as marcas podem contextualizar as informações que elas apresentam. Não fazer isso irá frustrar e destruir a base de fãs da marca.

Finalmente, as redes sociais podem permitir a distribuição de super dados, mas os seres humanos anseiam contexto, o conhecimento de como a informação se refere a um esquema maior. 

O Futuro do Conteúdo

Construa seu futuro conteúdo em torno dos três pilares, Curadoria Autoridade e Contexto. As marcas estão isentas dessas regras. Se você acha que tem tempo sobrando, mesmo só um pouco, em breve você vai encontrar-se e sua marca estará fora de moda.

Tomando uma auditoria interna e implementar a mudança não é fácil, nem é barato. Mas no final, a recompensa será sentida por toda parte. [via Mashable]


Quando é correto se autopromover nas mídias sociais?

Na maioria dos casos a resposta para o título desse post é bem simples: nunca. Embora existam momentos em que seja legal se autopromover nas mídias sociais, geralmente a impressão que você pode passar é de prepotência, arrogância e desespero. Principalmente se o seu perfil ainda não é muito conhecido na web. E quando estamos falando de empresas, a autopromoção pode ser uma ferramenta muito perigosa, embora existam momentos em que ela seja fundamental.

Num tópico antigo aqui no blog, sobre autocensura nas mídias sociais, a Monique Cavalcante colocou:

“Quando montamos nosso espaço nas redes sociais estamos, no mínimo, em busca de visibilidade. Ali, organizamos nossa salinha, as cores do espaço, sempre com frases bem boladas capazes de representar nosso perfil na web – ainda que sejam fakes. Como na vida real, na rede social temos uma vitrine a zelar. Cuidamos com todo carinho para que nossa reputação mantenha-se lustrada, afinal, ninguém gosta de ser criticado, ou pelo menos a maioria.”

Em outro post, sobre fundamentos do marketing em mídias sociais, Roberto Tostes publicou que:

“Se você só usa a Web para divulgar e promover seus produtos e serviços, as pessoas podem acabar se cansando. É fundamental dar espaço para o diálogo. Um público constante e satisfeito é a melhor propaganda para sua empresa/negócio.”

De fato, deve-se ter sempre em mente que o investimento em mídias sociais atingirá seu ápice num médio/longo prazo. Por isso é fundamental cultivar sua legião de seguidores, fornecendo sempre conteúdo de qualidade. Obviamente isso não quer dizer para você nunca se autopromover. Mas eu penso na autopromoção mais como uma tática de marketing pessoal. O consultor de estratégias de comunicação e marketing, Mário Persona, define o Marketing pessoal como:

“Uma forma de você agregar valor a si mesmo por meio de uma observação sistemática do ambiente onde você atua, das expectativas que as pessoas têm de você, e podemos até chamá-las de ‘clientes’, e da melhor maneira de atender a essas expectativas com um comportamento adequado.”

Portanto, a palavra que define bem o momento de se autopromover chama-se “noção”. Coisa que muitas pessoas não têm. Parece simples, mas é um requisito complicado e deve estar acompanhado de outra palavra: “paciência”. Aguarde o momento correto para começar a fazer barulho nas mídias sociais. Quando você perceber que uma boa parcela dos seus seguidores já é do tipo “advogado da marca”, pode começar a se gabar quando tiver algo para dizer. Repito: quando tiver algo a dizer. A autopromoção jamais pode ocorrer durante um longo período ou por diversas atualizações. Você pode acabar saturando seu público.

Para finalizar, listo aqui alguns momentos que, para mim, são ideais para se autopromover. É lógico que esses não são os únicos elementos da lista, existem vários outros momentos que vão variar de perfil para perfil. Portanto, é correto se autopromover nas mídias sociais…

1. Quando você ganhar algum prêmio: Você não somente pode como deve contar para seus seguidores. Essa é uma forma importante de mostrar para eles a sua evolução (ou a evolução da sua empresa).

2. Quando você atingir um marco: Isso pode ser desde conseguir ficar um mês sem fumar, para os perfis pessoais, como chegar aos 10 mil fãs no Facebook, para uma marca. Inclusive, atualizações desse tipo podem lhe ajudar a conseguir um aumento relativo no sucesso da sua estratégia de marketing. Se faltam apenas 900 usuários para você chegar aos 10 mil fãs, é uma boa ideia pedir ajuda aos seus fãs para atingir o marco.

3. Se você é uma celebridade: Seja regional, nacional ou internacional, as pessoas se inspiram nas celebridades. E elas dependem apenas delas próprias para o sucesso. Nesse sentido, a autopromoção é fundamental e serve como conteúdo legítimo para seus usuários.

E então, quais outros momentos/oportunidades são válidos para a autopromoção nas mídias sociais? Quero ler nos comentários. [ imagem via brasildiario]

Siga-me no Twitter: @tiago_nogueira


Facebook atualiza módulo de compartilhamento

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O Facebook está seletivamente testando um novo recurso que mostra quantas pessoas têm compartilhado cada um dos posts da sua página. Da mesma forma que a rede social contabiliza a quantidade de likes e comentários, agora quem compartilhar seu conteúdo terá uma visibilidade especial.

Quando você clicar em “view share”, verá como as pessoas reproduzem seu conteúdo compartilhado.

Isso ajudará a compreender as estratégias de planilha e incentivos dos profissionais de marketing eficaz e também quem são seus principais influenciadores.

Espero muito que o Facebook  disponibilize esse novo recurso logo.[via AllFacebook]

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61% dos ‘tomadores de decisão’ usam o twitter como ferramenta de marketing e negócio

Uma nova pesquisa da CNBC revelou que o uso do Twitter entre os líderes de negócios e tomadores de decisão quase dobrou em um ano.

A pesquisa, que entrevistou uma amostra de executivos europeus para saber como utilizavam plataformas de mídias sociais e tecnologia, observou que o uso do Twitter como um negócio e ferramenta de marketing aumentou de 31% para 61% em apenas um ano.

Enquanto o Facebook continua a ser a rede social mais popular entre todos os usuários, perde favores no mundo dos negócios, com o número de executivos seniores com contas baixo, comparados com o ano passado (de 81% para 71%) A popularidade do LinkedIn subiu de 52% para 56%.

Outras conclusões importantes do relatório:

O iPhone continua sendo o aparelho mais popular entre os executivos de móveis – propriedade aumentou para 21%.

O iPad é agora propriedade de 15% dos tomadores de opiniões.

Os aplicativos de redes sociais são usados por 39% dos entrevistados.

“A elite empresarial da Europa está se esforçando para manter-se com os avanços na tecnologia, refletida com uma captação em dispositivos móveis, aplicativos de uso de redes sociais borram as linhas entre o trabalho e a vida doméstica. Eles cada vez mais veem o valor dos meios de comunicação social nos negócios e estão ativamente usando essas novas tecnologias como ferramenta de negócios todos os dias”, disse Mike Jeanes, diretor de pesquisa da CNBC. [via MediaBistro]


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