Categoria: Marketing Digital

Facebook Home: uma falha tentativa de ganhar o mundo mobile

facebook-home2

Que o Facebook é uma excelente plataforma de rede social, disso ninguém duvida. Mas suas tentativas de incorporar outros cenários tem sido cada vez mais difícil, especialmente o mercado móvel. Ano passado fomos surpreendidos pela aquisição do Instagram. Meses depois, especulou-se a compra do Whatsapp. O sonho do Facebook é ser tão fluído no dia a dia das pessoas que elas nem notariam que estavam utilizando a plataforma. O novo redesign da rede social (ainda indisponível para a maioria dos usuários) reflete uma postura de fazer o usuário perder cada vez menos tempo operando a plataforma e, de fato, passar mais tempo produzindo conteúdo e interagindo.

O Facebook estourou praticamente na mesma época que os smartphones começaram a ganhar mercado. Apesar de evoluírem no mesmo período, o Facebook manteve-se perigosamente distante desse cenário. Hoje tenta recuperar o tempo perdido, mas parece ter chegado tarde. Home – o widget para Smartphones Android lançado semana passada pela Facebook – não cumpre o que promete. Foi um dos aplicativos que mais rapidamente desinstalei desde que comecei a usar smartphones. A situação foi tão frustrante que, atordoado, cheguei a imaginar que era um problema de BIOS (Burro Ignorante Operando Sistema). Mas uma rápida busca por críticas na web me deixou mais confortável. Não era o único.

Com uma pífia avaliação média de 2,3 estrelas (num máximo de 5), chovem críticas negativas ao Widget. Desde problemas de desempenho até… bem, até o fato de ser ruim mesmo (meu caso). Simplesmente 47% dos usuários deram nota mínima ao Aplicativo (uma mera estrelinha). Isso quer dizer que quase METADE das pessoas que usaram o Facebook home detestaram a experiência. Sua interface é bonitinha, mas ordinária. Aqui o Gizmodo lista uma série de problemas em relação ao software. Mas pra mim, o fato de ficar simplesmente “por cima” da interface original de meu smartphone e impossibilitar a instalação de outros widgets (que são a melhor coisa de um smartphone Android) foi simplesmente a gota d’água.

Você pode dizer que é “apenas a primeira versão”, mas eu posso te afirmar que não há lugar (pelo menos nos próximos 3 ou 5 anos) para MAIS UM sistema operacional móvel. Por mais que afirmem que essa não era a proposta do Facebook Home, fica aquela sensação do “se pegar, pegou” – como uma tentativa de tomar por Blitzkrieg o mercado mobile. Esse ano ainda teremos uma batalha épica entre Microsoft e BlackBerry pelo 3º lugar do mercado Mobile, empresas que estão há anos tentando se reinserir neste cada vez mais concorrido mercado. Mas se o Facebook deseja realmente entrar nessa disputa, precisa comer muito feijão com arroz ainda.


Métricas personalizadas (ou “métricas que fazem sentido”)

Medir o trabalho de comunicação é algo complicado. Embora na internet existam sistemas que permitam rastrear basicamente tudo o que o usuário faz na plataforma, cada vez mais apelo para trabalhos personalizados na área de web analytics. O que quero dizer com isso é que o bom e velho Google Analytics no modo básico já não é suficiente para determinar a qualidade de um produto web.

Número de visitantes é algo importante? Sim. Bounce rate? Também. E tempo de navegação? Nossa, muito importante! Mas sabe o que é bacana mesmo? Compreender a navegação do usuário. Trabalhe com métricas personalizadas, faça cruzamentos. Um exemplo bacana de métrica para ecommerces é, por exemplo, a proporção entre número de novos visitantes e novos cadastros. Faça esse teste. Pegue a sua base de dados e veja se a proporção está crescendo ou diminuindo. A partir desse dado, você pode perceber que sua estratégia de conversão de usuários pode estar errada. Quem sabe o box de cadastro seja muito discreto ou o formulário contenha muitos campos. Mais uma vez, faça um teste A/B para identificar melhores soluções (Não conduzir esse tipo de teste? O design.blog tem um post muito interessante sobre o tema). Você fez uma campanha no Facebook? Observe o desempenho dos visitantes adventos dessa rede social e compare com a média do site.

Esse é só um tipo de exemplo. A depender de sua situação, faça mixagens, mescle, configure metas no Google Analytics, observe o que faz  sentido. Outro ponto interessante também é procurar benchmarks para que você possa entender melhor as métricas. Afinal, 60% de bounce rate em sites com poucas páginas não é algo absurdo. Mas esse valor num portal de notícias é a morte.

A interpretação de dados é, portanto, tão ou mais que a própria informação. Então, quebre um pouco a cabeça e veja quais métricas fazem sentido para você e sua empresa. Dessa forma você poderá tomar decisões melhores e mais rápidas.

 


#UI: Pequenos grandes detalhes…

Em minha breve atuação como Interaction Designer, acabei procurando e encontrando alguns bons blogs de inspiração para os projetos em que trabalhei. Aqui, listo duas fontes de “pequenos grandes detalhes” que são como aquela cereja no topo do bolo. Muito bom para ajudar nas inspirações e é parada obrigatória caso você esteja tendo uma crise criativa.

Little Big Details

O primeiro da lista e que dá nome ao post é um tumblr com rápidas postagens (Duh! é um tumblr, afinal!) geralmente diárias, vale à pena conferir.

Usabila Discover

Ainda não entendi direito a proposta deles, mas aparentemente é um pinterest com inspirações de usabilidade. De qualquer forma, estou acompanhando e já solicitei meu convite :)

E vocês? Qual a fonte de inspiração em UI, UX, Usabilidade e AI?


Real-Time Bidding: a nova promessa para quem quer anunciar no Facebook

Inovação parece ser mesmo o segredo para tanto sucesso do Facebook. O ritmo é tal, que já começamos a esperar as mudanças que estão por vir, anunciadas ou não (Ok, outro ponto é o baixíssimo desempenho na bolsa de valores). A grande novidade agora gira em torno de sua publicidade: o Real-Time Bidding (RTB), uma espécie de anúncio patrocinado em tempo real, só que desta vez com um público ainda mais segmentado.

Por enquanto, os detalhes iniciais sobre como vai funcionar o RTB são escassos, mas já se sabe que esta estratégia pretende atingir o público tomando como base, também, sites visitados pelos usuários fora do Facebook.

O RTB no Facebook deverá funcionar assim: os interessados poderão comprar anúncio, em tempo real, selecionando o seu público-alvo tendo como base informações que foram coletadas, dentro e fora do Facebook, sobre os interesses dos usuários, que deverão ser armazenadas em cookies. Através dessa ferramenta, supõe-se que haverá um melhor controle sobre seu público, com uma segmentação de alta qualidade e o ambiente consideravelmente seguro.

Uma das maiores vantagens do Real-Time Bidding parece ser o aumento do ROI. Com um público altamente segmentado, a perspectiva para ampliar o consumo das marcas aumenta, uma vez que a informações fornecidas vão além de dados (idade, região) e passam por fatos e costumes (sites visitados, tentativas de compra, interesses reais).

A primeira fase do RTB funcionará apenas no âmbito do Facebook, o que não prejudica a estratégia inicialmente, já que a plataforma social possui boa reputação e confiabilidade. Por enquanto, não dá para medir a real funcionalidade da nova estratégia Real-Time Bidding ,mas sair na frente e arriscar não parece má ideia.

[Via iMedia Connection]


Campanha Eleitoral 2012 no Facebook: boa prática ou invasão?

Nas eleições de 2010, pudemos perceber os candidatos políticos – mesmo que poucos – fazerem sua campanha nas mídias sociais, principalmente no Twitter. Já este ano, parece que eles se deram conta da importância das plataformas digitais, e boa parte estão investindo pesado, especialmente no Facebook, onde o número de usuários e possibilidades de interação é maior.

Pensando de forma informativa, parece ser bom termos páginas de candidatos no Facebook, onde podemos entrar a qualquer hora e saber o que estão fazendo, falando, prometendo. Parece ser mais um canal para propaganda política, mas um pouco melhor: dessa vez podemos interagir, opinar e reclamar. E não estamos falando apenas do Facebook. O Twitter, o Instagram e até o Pinterest estão nessa jogada. Tudo pela aproximação com os eleitores. E não parece ser nada demais, desde que sejam seguidas algumas regras de boa conduta.

Acontece que a política partidária causa caretas em muita gente e posso apostar que em seu feed de notícias (ou mesmo em seu perfil) deve estar cheio de reclamações e imagens compartilhadas avisando que não aguenta mais campanha política no Facebook, que vai excluir pessoas de seu perfil que esteja falando sobre política e que o Facebook não é local para propaganda eleitoral.

Vamos lá, o Facebook é um local onde compartilhamos nossos interesses, que pode ser uma frase de Nietzche, uma foto do que almoçamos hoje ou a narração da novela das 9. Por que querer proibir ou reclamar de pessoas que, dentro de seu direito, compartilham também sua opinião política e intenção de voto?

Fica aqui o questionamento.


O que acontece quando colocamos coisas erradas no microondas?

Uma ação viral de um restaurante mostra o que acontece quando colocamos alguns objetos como uma melancia ou uma garrafa de cerveja no microondas. [SPOILER] Adorei saber que as lâmpadas acedem quando vão pro microondas. [vi no Hypeness]


Nada substitui um bom E-mail Marketing

Na era de redes sociais, deparamo-nos frequentemente com a afirmação de que o e-mail está velho e ultrapassado para fazer ações de marketing: “ninguém mais olha e-mail”, “minha caixa de entrada está cheia de spam”. Agora, vamos aos dados: existem cerca de 2,9 bilhões de contas de e-mail. Isso significa três vezes mais que contas existentes do Facebook e Twitter juntas. Assim sendo, postagens diárias em ambas as redes representam apenas 0,2% do número de e-mail enviados, excluindo spam. Ficou surpreso? Tem mais: além de quantidade, os e-mails superam também em termo de qualidade em relação a mensagens propagadas em mídias sociais.

Vamos conhecer três razões para você não querer dispensar o E-mail Marketing:

1- E-mail é o mais pessoal: Provavelmente você deve estar lembrando as diversas mensagens que troca diariamente no Facebook. Mas você conversa sobre negócios através do Facebook? Recebe retorno de clientes, investidores ou resultado de entrevistas de emprego? Se acaso a resposta for sim, este número é muito pequeno em relação ao que você deve receber utilizando o e-mail.

2- E-mail é o mais profissional: De certo usamos muito as mensagens do Facebook, do Twitter e do Google Plus para nos comunicarmos. Mas em caso de construir bons relacionamentos e falar de negócios, principalmente quando se trata de algo que envolve várias pessoas ao mesmo tempo, o meio mais profissional – e eficaz – continua sendo o e-mail.

3- E-mail é uma ferramenta de negócios: No Facebook encontramos as fotos de férias de nossos amigos, os jogos, os vídeos que todo mundo já assistiu (e que por isso a gente também tem que conhecer). Já no e-mail, as possibilidades para se distrair são mínimas. Sem falar que já estamos preparados para receber ofertas e, alguns de nós, até a deseja-las.

Precisamos reconhecer que utilizamos o Facebook e o Twitter para ações não comerciais e mais recreativas. Esses podem auxiliar em ações, mas não são tão eficazes se comparados ao e-mail, que utilizamos para assuntos mais sérios. [Via KISSmetrics]


Métricas para Mídias Sociais – conceitos, elementos, abordagens e ferramentas

Mais uma da série “old but gold”. Observei que essa excelente aula produzida pelo Tarcízio Silvia ainda não constava aqui no blog, portanto resolvi publicar agora. Provavelmente irão gostar:


O que é Retargeting Marketing e porque isto é importante para sua estratégia online

Você pode até não ter ouvido falar ainda em Retargeting Marketing, mas se costuma visitar sites de compras, com certeza já deve ter sido um dos perfis utilizados nessa estratégia. Retargeting Marketing é uma tática para relembrar compradores em potencial do seu objeto de desejo. Vamos exemplificar: digamos que você gosta de sapatos. Resolve procura-los em sites, encontra-os, mas não se agrada com os modelos, está com preguiça de finalizar a compra ou refletiu durante a visualização e percebeu que não precisa deles no momento. Você fecha a página, procura por outro assunto, mas quase que magicamente os sapatos aparecem em anúncios de outras páginas. Será que você refletiria outra vez ou finalizaria a compra?

Pode parecer uma surpresa para alguns – e assustador para outros – perceber que está sendo observado. Porém, a pesquisa realizada pela Bizrate Insights mostrou que 25% dos usuários on-line gostaram do anúncio que visualizaram por terem lembrado do que estavam vendo anteriormente, contra apenas 15% que se sentiram invadidos. Mostraram-se neutros 60% dos pesquisados, em que não se sentiram invadidos nem deram muita importância ao anúncio.

O estudo também apontou que esta é uma forma eficiente de mostrar aos usuários aquilo que eles gostam. 37% dos entrevistados disseram que clicaram no anúncio porque gostavam do produto que estava sendo anunciado. 28% disseram que clicar no anúncio era uma forma rápida de acessar uma informação que eles já queriam acessar de alguma forma. E 20,5% falaram que buscavam mais informações sobre o produto.

Afinal, como funciona o Retargeting Marketing? A ferramenta trabalha elaborando uma espécie de lista de visitas no site de compras, podendo segui-los depois para qualquer outra página e expor novamente seus anúncios. Cada vez que a marca aparece, ela ganha força ao deixar o possível cliente atentado novamente.  Sendo prático, o Retargeting Marketing funciona como um pequeno empurrão de volta em direção a um carrinho de compras abandonado.

E você, já percebeu o Retargeting Marketing durante sua navegação na web? Achou interessante ou se sentiu assustado com a ‘perseguição’? Deixe-nos a sua opinião.


#Tutorial: Criando alertas de notificações de Facebook para desktop em tempo real

Bem, como  título explica com bastante objetividade, este é um tutorial de como fazer alertas de notificações de Facebook aparecerem em seu desktop em tempo real. É um recurso muito útil para quem lida com fan pages que precisam de monitoramento rápido, mas não podem arcar com um setor ou ferramenta de monitoramento. É uma excelente saída para pequenas agências e freelancers.

Com este tutorial, você será receberá notificações de suas fan pages em tempo real, sem a necessidade de visitá-las periodicamente para verificar se algum usuário interagiu. Gostaria de agradecer ao grupo Entusiastas da Social Media pela discussão que acabou gerando este tutorial, especialmente à Maria Fernanda, que me apresentou ao Hyper Alerts.

Agora, sendo mais direto, vamos ao passo à passo:

PRIMEIRO vamos precisar do aplicativos Feed Notifier instalado no seu sistema operacional. Tem versão dele para windows (completa) e extensão do Chrome (com menos recursos). Aqui vamos trabalhar com a versão windows. Baixe e instale e execute, é free. Você perceberá que ele dispara alertas cada vez que um feed é atualizado. Mas o que isso tem a ver com o Facebook? Calma, vamos chegar lá.

SEGUNDO, vá até a página que você deseja puxar as notificações e abra o painel administrativo. Lá você terá a sua área de notificações, certo? Agora clique no link “ver todas”.

Agora as coisas começam a ficar interessantes. Após clicar em “ver todas”, a primeira opção que lhe aparecerá é: “Receber notificações via RSS”. Clique com o botão direito no link RSS e copie seu endereço.

TERCEIRO: volte para o feed notifier. Perceba que ele é um ícone da taskbar do Windows, portanto talvez ele fique oculto em certos momentos. Clique com o botão direito e 5 opções aparecerão. No momento só nos interessa uma: “add feed”.

É só adicionar o link:

Avance pelas próximas opções, onde você poderá determinar o intervalo de atualizações (polling interval). Minha sugestão é que você altere a medida de tempo para minutos e coloque um intervalo de 5 minutos entre as atualizações. Você também pode configurar cor do box, título do feed, etc.

FINISH! agora você receberá de 5 em 5 minutos atualizações das notificações do Facebook, podendo acompanhar sempre que novas notificações surgirem.


Page 1 of 20123451020...Last »