Categoria: Cibercultura

Filhos da Democracia

Boa tarde, leitores! Hoje começarei a divulgare os esboços do meu artigo científico: “O Brasil e a Agenda Social da próxima década: Previsões e possibilidades de um país em desenvolvimento em face aos novos meios de comunicação.” Quando estiver pronto e publicado, irei disponibilizar em PDF para download. Ah, mais tarde eu libero o resumo do primeiro dia da Info@trends. Até mais!

Sugiro para o enriquecimento do debate: http://techboogie.blogspot.com/2010/06/meus-problemas-com-geracao-y.html

FILHOS DA DEMOCRACIA

Em 2010 o Brasil chega à sua sexta eleição presidencial direta seguida. A primeira eleição direta depois dos anos da ditadura ocorreu em 1989, onde Fernando Collor de Mello assumiu a presidência do Brasil. De lá pra cá, 21 anos se passaram. Os nascidos do final da década de 80 e do início da década de 90 estão, hoje, suplantando a força de trabalho ora exercida pelos seus pais. Essa nova população ativamente econômica nunca viu seus direitos fundamentais serem caçados pela ditadura, viveu numa época de relativa estabilidade econômica e pode colocar sua opinião a qualquer momento na maior rede de conexões do mundo: a internet.

O Brasil do século XXI, entretanto, ainda sofre com vários dos mesmo problemas que a geração anterior passou: mortalidade infantil ainda é alta em muitas regiões brasileiras (principalmente na área rural), o índice de analfabetismo no Brasil ainda é bastante elevado (isso se não levarmos em consideração os analfabetos funcionais), além dos altos índices de desigualdade social. O novo país, bem como o novo cidadão, é um poço de contradições – ou melhor, sempre foi.

Esse cidadão é faz parte da primeira geração a tomar posse da força de trabalho no novo milênio. Ela é conhecida – erroneamente, como veremos mais tarde – como geração Y.

“Esta geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram de presentes, atenções e atividades, (fomentando a sua auto-estima) de seus filhos. Estes cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de telefonia celular para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores. Enquanto grupo crescente, tem se tornado o público-alvo do consumo de novos serviços e na difusão de novas tecnologias. [...] Preocupados com o meio ambiente e causas sociais, essa nova geração tem um ponto de vista diferente das gerações anteriores que viveram épocas de guerras e desemprego, com o mundo praticamente estável e mais comodo(sic) a liberdade de expressão, esses jovens conseguiram se preocupar com valores esquecidos como vida pessoal, bem-estar e enriquecimento pessoal.” (Wikipedia, acessada em 19/jun/2010)

Os problemas de se adotar o modelo da Geração Y é que ela foi criada baseando-se no cidadão estadunidense. Enquanto alguns fatores foram importantes para eles, como ausência da guerra fria, boom da internet, etc. Os fatores aqui no Brasil são diferentes: fim da ditadura, crescimento das telefônicas, implantação do neo-liberalismo, etc.

Não podemos nos basear num único termo. Não existe a chamada geração Y para todo o mundo: ela foi um cenário disponível apenas para os países desenvolvidos. Mesmo assim, é necessário avaliar cada país individualmente, de acordo com sua cultura e características intrínsecas. Uma vez avaliadas essas características, podemos começar a imaginar o cenário brasileiro na próxima década, cuja maioria da população adulta será formada pelos filhos da democracia.


Resumão Info@Trends: segundo dia

Olá pessoal. Sem aquela pretensa de querer resumir tudo o que aconteceu na Info@Trends, vou apenas falar sobre os insights que eu tive na palestra, bem como os pontos que eu considerei importantes nos painéis. Quem tiver interesse em ler notícias sobre a info@trends, sugiro visitar o próprio site da info.

Bem, se você chegou ao segundo parágrafo, imagino então que tenha insights interessantes também para contribuir com a discussão, então, sem mais bla bla bla, vamos lá.

A nova revolução industrial com Chris Anderson da Wired

Com certeza a palestra mais aguardada da Info@Trends, mas ficou com um tom um pouco de dejavu para quem já leu os Livros de Anderson.

Logo no começo da palestra ele falou uma coisa muito interessante [parafraseando]: “A tragédia da américa é que falamos apenas uma lingua…” Ora, muito interessante, não? Óbvio, alguns diriam, mas é um pouco mais profundo que isso: enquanto alguns termos estrangeiros entram no Brasil com facilidade, o mesmo não ocorre nos E.U.A. Nós traduzimos muito conteúdo estrangeiro e criamos nossos próprios memes, trabalhando num nicho cultural que difere para cada nação. Os próprios verbos “twittar” e “deletar” são estrangeirismos que nós abrasileiramos (sim, nós brasileiros somos ótimos com neologismos). Onde quero chegar com isso? Que muitas pessoas simplesmente recebem notícias e insights estrangeiros e querem aplicar o modelo aqui no Brasil sem ao menos analisar as diferenças culturais entre os dois países. Da mesma forma que nós aportuguesamos as palavras estrangeiras, o mesmo deve ser feito com o pensamento acerca das mídias sociais e das novas tecnologias no Brasil. Sugiro o excelente artigo da Gizmodo “O iPad é sim revolucionário, mas faz pouco sentido no Brasil” (http://www.gizmodo.com.br/conteudo/made-brazil-o-ipad-e-sim-revolucionario-mas-faz-pouco-sentido-no-brasil) para vermos um exemplo de um mecanismo estrangeiro sob uma ótica crítica (não que eu concorde com tudo exposto no artigo, mas é um prato cheio de insights interessantes).

Continuando: Para Chris Anderson A última década foi sobre encontrar novas mídias e modelos sociais inovadores na/para web. A próxima década será como nós, após dominarmos essas ferramentas, as aplicaremos ao mundo real. Podemos fazer uma pergunta interessante aqui: O próximo Livro de Anderson trata-se de falar sobre uma cauda longa física? Isto é, os conceitos do mercado de nichos aplicados a produtos físicos? Se sim, nenhuma novidade: apenas uma continuação de algo que mais cedo ou mais tarde aconteceria – a grande sacada será em como transformar isso num modelo de negócios de sucesso.

Citei que os flash mobs são um bom exemplo do que Chris Anderson falava, uma vez que utilizamos as redes sociais, isto é, os bits, para criarmos movimentações reais, isto é, em átomos. Acho que é disso que tudo se trata. Criarmos maneiras eficazes, utilizando as ferramentas de comunicação e criação para modificarmos nosso mundo tangível, uma vez que “agora as correntes mundiais de suprimentos estão abertas para o indivíduo” (Chris Anderson).

Assim, nós temos que na cauda longa, os produtos que vendiam pouco, quando somados, eram responsáveis pela maior parte das vendas. Nessa nova versão da cauda longa, teremos muitas pessoas produzindo um pouco, que, somadas irão PRODUZIR muito. A nova revolução industrial trata-se não das vendas, mas da manufatura dos produtos: “Hoje qualquer um pode ter uma fabrica na China produzindo para si” (Chris Anderson)

@mtrpires: “Ferramentas baratas de prototipagem + democratização dos meios produção = 3 evolução industrial” Chris Anderson #infotrends

@Icrez: RT @Cardoso: A china está relegada a ser o distrito industrial do mundo. Designed in cal… #infotrends // discordo e muito dessa tese.

Para mim, o mundo será como uma Fábrica gigante, onde todo mundo será produtor e consumidor dessa fábrica. Entendamos: não existem mais distritos nem localidades especiais; tudo será integrado.

@Tiago_Nogueira #InfoTrends Você poderá morar no Brasil, trabalhar em Conjunto com um Australiano, produzir na China e vender nos E.U.A.

Sim, essa citação é minha. Fiquei um pouco chateado, pois o twitter @infoaovivo deu essa citação sem colocar meus créditos (e um monte de gente retwittou). Mas isso não vem ao caso no momento. Continuando…

Considero o seguinte: O mundo será Open Source no futuro. Não haverá mais segredos de industria, as informações se tornarão obsoletas numa velocidade ainda mais voraz (veroz, adoro neologismos) e o preço de quase todas as coisas diminuirá a longo prazo.  Mandei uma pergunta para o Chris Anderson para saber como seria um mundo após a terceira revolução industrial, pena que não deu tempo dele responder.

@raulzito: “Primeiro foram as indústrias do entretenimento e do publishing que sentiram os efeitos da produção individual voluntaria”

@mtrpires: “O modelo open source da web pode se aplicar a produtos físicos” Chris Anderson #infotrends

@INFOaovivo: “Pela primeira vez na história, criar é fabricar. Você pode passar de inventor a empreendedor em questão de meses”

O mundo será uma corporação, no sentido de trabalharmos todos juntos para reduzir os custos e o tempo de produção. Não haverá necessidade de uma complexa cadeia de propagandas: a própria comunidade É a propaganda. Se tem uma coisa que aprendi aqui na #InfoTrends é que o futuro não é mídia social, mas sim Trabalho Social, Educação Social, Comercio Social, etc.

RT @blogabralosojos: “Se a comunidade participa da criação do seu produto você ñ precisa d publicidade pois participantes são a divulgação”

A internet possibilita uma revolução na educação, mas os colégios e universidades não se adaptaram ainda às mudanças…

@INFOaovivo: Segundo Chris, para descobrir um talento na web, o melhor lugar é a comunidade em que essa pessoa já atua #infotrends

@jacquelinee: tendência: pós em gestão de comunidades #infotrends

@Cardoso: ‘como achar talentos? As comunidades já acharam, é só procurá-las’ #infotrends

@INFOaovivo: Sobre teletrabalho, Chris é 100% favorável. A combinação da crise econômica com a crise ambiental fará disso uma necessidade // é uma pena as empresas brasileiras não pensarem desse jeito.

@Tiago_Nogueira: RT @mtrpires: “Atoms are the new bits” Chris Anderson #infotrends // assim ele encerra sua apresentação.

iPhone, Android e as lojas de aplicativos para chegar ao consumidor

Aqui tivemos alguns pontos muito interessantes, pois o mobile ainda é um terreno muito pouco explorado pela comunicação social, mas é uma grande tendência. Aqui tive um insight interessante: fazer com que o consumidor trabalhe prazerosamente para a empresa. Pensando a grosso modo, é isso que empresas como facebook e a Google fazem. Nós, consumidores, somos os principais empregados dessas empresas, gerando dados e, ao mesmo tempo, receita. O segredo é: como fazer isso para as aplicações de todas as empresas? Como criar uma interação que aumente a produção de uma empresa? Algo para se pensar…

@Tiago_Nogueira: #infoTrends App da Nestlé de Receitas já tem mais de 70 mil downloads para Iphone em menos de um ano.

Para se trabalhar com mobile, a atualização com freqüência é um principio fundamental para os apps.

@INFOaovivo: Um aplicativo simples para o mobile custa, em média, R$50.000 #infotrends

@tiago_nogueira: #infoTrends : Fazer apps sem pensar nas classes C/D é #fail a longo prazo na certa.

@INFOaovivo: Apesar de os smartphones estarem concentrados nos grandes centros, universalizar o acesso é um objetivo, diz Guilherme (Mowa)

@codigodigital: Murilo Barbosa, Diretor de marketing e cartões da Gol: mais de 70% de vendas da gol é feita pelo website #infotrends

@beingmkt: O SMS ainda é a plataforma mais usada para mobile, mais de 95% dos celulares usam esta tecnologia #infotrends

@fcarbonare: Consenso: a rede 3G é um problema. Apps devem prever funcionalidades offline. Por isso o @SPRestaurantes tem o mapa offline // concordo

Milhas para fazer pagamento? Ouvi algo por alto, mas acho uma ideia fantástica! É será muito interessante se todas as empresas tiverem um sistema de pontuação, onde o usuário possa recuperar seus pontos por outros produtos/serviços, não somente da empresa em questão, mas também de empresas parceiras.

Os benchmarks em realidade aumentada

Outra tecnologia ainda muito pouco utilizada, mas que tem um forte potencial. Ponto alto foi a comparação com o Ipad. Ainda há muito para se descobrir com a realidade aumentada.

@tiago_nogueira: Atingir os sentimentos do consumidor com novas tecnologias é uma meta a ser alcançada em qualquer área.

@Cardoso: Eu acho realidade aumentada um hype, mas quando acalmar gerará uma ferramenta interessante, ao contrário do SecondLife

Tiago_nogueira: A Lusa estampou a realidade aumentada na manga da camisa. Na pré-venda, vendeu o equivalente a 75% de todas as vendas no ano passado.

@Cardoso: 500 mil visitaçòes no infográfico da Torre Eiffel do Estadão. Dado o trabalho, é um excelente número. #infotrends

Pois eu só vou achar realidade aumentada realmente legal quando ela ficar mais ou menos assim: http://www.gizmodo.com.br/conteudo/mcdonalds-em-2020

@Cardoso: Realidade Aumentada criando outdoors virtuais em São Paulo. Chupa Kassab! #infotrends

Micropagamentos: agora vai?

E grande barreira ainda é o custo de logística para os cartões de crédito nas pequenas transações…

@Cardoso: Mesa sobre Micropagamentos. Deve ter a ver com o AdSense… #infotrends // ou deveria…

@lucasazborges: Para o Cinemark a inviabilidade do micropagamento está relacionada as altas taxas das operadoras de cartões #infotrends

Como medir o engajamento nas redes sociais

“Engajamento é: pessoas falando espontaneamente da sua marca”

@Helton: #infotrends até 2011 será investido mais de 1 bilhao de dolares no mercado americano de marketing de engajamento e de conversão

Envolver todas as áreas da empresa (marketing, vendas, Relações Públicas…) é importante para gerenciar as redes sociais, uma vez que cada área pode se especializar num contexto diferente.

Para quem ainda não pegou: A comunicação em mídias sociais é um investimento longo prazo. Muitas empresas pensam em aumentar os ganhos (leia-se: lucros) com as sociais. O fato é que é necessário também usá-las para reduzir os riscos.

@lucasazborges: “Quem não entrar agora nas redes sociais terá problemas futuros com as novas gerações” #infotrends

@INFOaovivo: “Não há a opção das empresas ficarem de fora das redes sociais”, diz Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.Life #infotrends

Redes sociais substituem pesquisas de verdade? // tenho dúvidas… Pesquisas e monitoramente são coisas completamente diferentes. Uma das maiores vantagens do monitoramento é a capacidade de conseguir insights para a estratégia da empresa.

“Não contrate uma ferramenta achando que ela vai resolver seu problema.”

@lucasazborges: “mídias sociais exigem estratégias consistentes. Não se pode estar nelas apenas pelo espaço” #infotrends

RT @marthagabriel: Prometido, cumprido ;-) Minha palestra “SEO e Social Search” no #infotrends >>> http://bit.ly/dqoRkS #seo

O poder dos vídeos virais

Principal insight: Um vídeo campeão de audiências é diferente de um vídeo viral: O campeão de audiências tem views, o viral tem fãs. Mede-se um vídeo viral pela quantidade de buzz que ele cria, não pela quantidade de visualizações que ele teve. Para o viral, mais vale ser comentado do que ser visto. Entender: Não existe “receita de bolo” para fazer um vídeo viral. Entender [2]: Não é o Youtube que te dá audiência. É você quem dá audiência ao youtube.

@Cardoso: não adianta pagar “formadores de opinião”, se o vídeo for ruim ou bobo NÃO VIRALIZA. #infotrends

@fabianopereira: Não se deve fazer vídeo pro #youtube, mas sim para audiência. @Mackeenzy #infotrends

“Você pagar a um blogueiro para colocar seu vídeo, é afirmar que seu vídeo não é legal

@fabianopereira: Tem gente querendo uma pureza sobre os virais que não rola mais na atualidade, o povo gasta uma grana, sim! #infotrends

Viral não precisa ser necessariamente um vídeo tosco. Acho o vídeo (viral) do Instituto Galvão é muito bem feito. O fato é: o viral é diferente porque sempre nos causa uma nova sensação, sempre tem algo de “novidade” por trás dele.

@fabianopereira: Na verdade, as grandes empresas se apropriaram de um recurso que nasceu espontaneo. #viral #infotrends [Falando sobre o uso de vídeos criados por usuários pelas empresas]

Questão para se pensar: Um vídeo de sucesso feito para a mídia tradicional pode ser considerado um viral?

Só de você “infectar” pelo menos outra pessoa, já estamos trabalhando com um viral.

@TahiDegmont: Gente, viral não pode ser medido por número e sim pela sua capacidade de propagação. Isso já não é óbvio?

A rede só faz sentido se for para construir relacionamentos. Do que vale milhões de views e poucos comentários?

@rosampaio Acho mais viável fazer um vídeo que conquiste pessoas e acabe sendo viral do que pagar pela “viralidade”

Stark – O carro movido pelo design

Acho que poucas pessoas entenderam o potencial dessa apresentação. Ao falarmos num carro “movido pelo design” temos uma grande inversão de valores em jogo: o usuário não está mais atrás de algo que satisfaça uma necessidade física.

Praticamente quase todas as nossas necessidades físicas básicas já estão sendo nutridas naturalmente. Temos camas confortáveis em nossos lares, não precisamos mais sair para caçar ou colher: temos alimentação em abundância e até mesmo nossa necessidade por sexo, como advento das redes de relacionamento, está sendo nutrido.

O grande insight é: não estamos mais atrás de realizações físicas: procuramos a realização do nosso ego, de nós mesmos enquanto indivíduos pensantes e únicos. Ao se criar algo partindo do design, todo um leque de questões, que vão desde o conforto do usuário até suas características culturais, é levado em consideração. O objetivo não é mais a funcionalidade: é a sensação de prazer ao se utilizar o produto.

É hora de criar aplicativo para iPad?

Ainda estou esperando um tablet descente com Android para fazer uma boa comparação.

@INFOaovivo: “Mercado está 10 vezes mais aquecido do que antes de setembro/08, quando a App Store foi lançada”, diz Ricardo Longo

@fabianopereira : O #ipad vai chegar aqui num valor muito alto, será que não ficará restrito ao topo do topo da piramide social? #infotrends // por isso acho que os tablets no brasil serão marcados pelo Android.

Quem já viu o case do IpEd da china? http://ow.ly/20qoA

@fabianopereira: Aplicativos devem virar web apps, hospedadas nas nuvens. #infotrends

Na minha opinião: Quando o usuário tem uma experiência ruim num site pelo Ipad, ele coloca a culpa no site, não no Ipad.

Polêmicas nas redes sociais – Você ganha ou perde com elas?

Um excelente debate para relaxar um pouco ao mesmo tempo em que se aprende e têm-se bons insights [vide caso da Marina que ocorreu hoje]. @Cardoso, que conheci aqui na Info@trens, se mostrou uma excelente pessoa (além de polêmico).

@jacquelinee: A polêmica as vezes não passa de uma opinião (Cardoso) #infotrends

O melhor remédio para evitar as polêmicas é levar na brincadeira e deixar o meme acabar por si só.

@jacquelinee: cyberbuilling de empresas: ou vc responde bem, ou ignora (Cardoso) #infotrends

@ILONAMARIA: Cyberbulling, ou vc reponde muito bem, ou ignora. O erro é responder mais ou menos. @cardoso no #infotrends

@deborafortes: @Cardoso discorda q vc tem de sentar e chorar com os vídeos mal-sucedidos. Vc pode fazer algo de impacto que reverta

@fabianopereira: “Não me xingam no twitter pq eu dou block e pronto.” Cardoso – #infotrends

@fabianopereira: “Developer q criou a app de firefox q bloqueia o termo Justin Bieber é acusado de nazismo.” http://bit.ly/bUBEvS

@jacquelinee: Posso entrar na sua casa e xingar a sua mãe? Não, né? Então, o meu blog é a minha casa – @cardoso #infotrends

Porque rompi com o Google

Acho que essa entrevista tinha mais potencial. Se tivessem aberto o leque para todos os problemas de privacidade que tivemos, seria um grande painel. O tema estava bem desatualizado além do debate ter sido bastante apaixonado, com poucos dados factuais. Ponto alto para as redes sociais open source: excelente jogada.

@fabianopereira: “Eu fechei minha conta no google, só uso a busca e os mapas, com cuidados de preservar minha liberdade.” Alexandre Oliva – #infotrends

@jacquelinee: Aaaaaah, ele rompeu com o Google mas ainda usa a busca e os mapas. Tipo ficadinha com ex, mas sem compromisso #infotrends

Ao fim da apresentação: @jacquelinee: “Procura meu nome aí “, -alexandre oliva. ONDE? NO GOOGLE? #infotrends

O comportamento da classe C na web

Excelente palestra, trazendo bons dados e tendências para a classe dominante na web, embora haja de forma diferente das classes A/B.

@escola_comunic: Lan houses representam aproximadamente 40% do tráfego na web. #InfoTrends // legal observar o aspecto de “Guri” dos donos de lan-house, ajudando na navegação dos usuários.

@escola_comunic: Classe C é frequentadora assídua das redes sociais, que são uma porta de entrada para esse público na web. #InfoTrends

E-commerce não é apenas comprar na internet. É qualquer experiência que leve o usuário a consumir em qualquer lugar: @escola_comunic: 62% dos jovens pesquisam na Internet antes de ir à loja física fazer a compra. Isso também é e-commerce, não?

@escola_comunic: Usuários que estão há mais tempo na Internet tendem a comprar mais na web. #InfoTrends

@INFOaovivo: “Na Magazine Luiza, 42% dos pedidos online já são da classe C” Francisco Rodrigues #infotrends

@INFOaovivo: Renato Meirelles, do Data Popular, diz que a maioria dos internautas não sabe o inglês. Não sabe o “informatiquês”. #infotrends

Como vender mais no Twitter

Basicamente, o twitter não serve para “vender”, mas sim para auxiliar nas vendas e ajudar na comunicação com os clientes. As vendas do twitter são indiretas e o microblog se mostrou polivalente na hora das promoções, principalmente para a Azul.

“Um erro nosso foi não seguir ninguém” – Fato: seguir os clientes faz com que você tenha uma ideia do perfil dos seus consumidores, além de te dar uma ideia do que se está em voga no momento.

@adrianodias: Duas companhias aéreas, e duas companhias telefônicas no painel do #infotrends. A nata dos mais “queridos” das redes sociais

Vender mais com o Twitter não significa “vender” ao pé da letra.

Atendimento pelo Twitter não substitui atendimento pelo telefone (callcenters)

@escola_comunic: “Não adianta você ter o Twitter, receber reclamações e não conseguir resolver”. Cristiana Rodrigues / TIM

Considerações Finais

Do info@trends em geral, podemos tirar um insight interessante:

As mídias sociais não são mais uma novidade, viraram um paradigma.

Isso mesmo. Muitos pensavam em termos de twitter, facebook, Orkut, mas poucos entendiam que o que estava acontecendo, na verdade, era um relacionamento. Relacionamento este que estava sendo moderado por uma ferramenta (aí sim entra Orkut, facebook, etc). O importante não é utilizar as ferramentas de mídias sociais, mas sim estimular a sociabilidade entre os usuários, dar voz aos internautas e progredir com a interação das marcas com os clientes.

Acho que, com a incrível velocidade que as mudanças tecnológicas estão passando, nós ainda precisamos nos adaptar aos novos modelos econômicos que estão surgindo. A info@trends veio justamente para alertar sobre essas mudanças. Agora cabe à nós interagirmos e aprendermos essas novas mídias/tecnologias e usarmos sabiamente. E você? O que achou da info@trends?

Fotos e imagens: http://info.abril.com.br/noticias/blogs/infoaovivo/, http://blogdaredacao.zip.net/ e http://entreaeb.files.wordpress.com/


Resumão Info@trends: primeiro dia

Bem, estou agindo um pouco estranho, pois eu postei primeiro o segundo dia e só agora que vou postar o primeiro. Perdoem essa pobre alma que passou 5 horas viajando para chegar em São Paulo e só parou no Hotel para deixar as malas. Estava muito cansado no primeiro dia e não deu para fazer o resumo. Preferi fazer o resumo do segundo dia antes porque meus insights estavam mais recentes e não queria perdê-los, assim como já perdi alguns do primeiro dia. De qualquer forma, abaixo segue o resumo dos tweets que considerei mais importantes durante o evento, vamos lá.

O poder do conteúdo gerado (e moderado) pelo usuário, com Jimmy Wales

“Culture is getting SMARTER”(Jimmy Wales). Precisa dizer mais alguma coisa? É incrível como as mentes antenadas nas tendências pensam de forma semelhante, pois é seguindo esse pensamento que, no dia seguinte, Chris Anderson pode desenvolver o conceito de 3º revolução industrial. A cultura está ficando mais inteligente. Nós não estamos mais na era das mídias sociais, estamos na era pós mídias sociais. Já aprendemos a nos socializar, a conversarmos com estranhos, nos envolvermos em discussões, colaborarmos, tudo isso já deixou de ser novidade: agora é banal. Não no sentido de ser ruim, mas no sentido de estar tão presente que nem lembramos mais que há 10 anos era algo considerado impossível.

Resumindo à grosso modo, a palestra de Jimmy serviu para que ficássemos deslumbrados com a possibilidade de aplicar o conceito de cauda longa ao mundo Wiki.O principal objetivo não é mais a criação de uma enciclopédia online, mas de uma biblioteca, dividida em sessões. Com propaganda.

@INFOaovivo :Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, sobe ao palco e brinca dizendo CALA BOCA GALVAO. #infotrends

#infotrends Jimmy Wales: “Lostpedia has 6.981 articles” // aqui já podemos entender muito bem o poder das comunidades

Wikipedia não é uma biblioteca, um YouTube (não vemos vídeos engraçadinhos de gatinhos). A comunidade não permite, diz Wales #infotrends

#infotrends Jimmy Wales: Wikipedia só tem 35 empregados.. todo o restante são voluntários

#infotrends Jimmy Wales: Wikipedia já foi banida na China.. hoje está de volta como o 53º site mais popular da China (em outros países, a Wikipédia fica facilmente entre as 10 primeiras posições)

#infotrends Jimmy Wales: “Cada país tem um número de artigos por categoria COMPLETAMENTE diferente um do outro

#infotrends Jimmy Wales: Wikia, um modelo de negócios.

#infotrends Jimmy Wales: tráfego do Wikia já ultrapassou o do New York Times

Jimmy Wales: “Os 4 primeiros resultados da pesquisa por ‘Muppet’ são links de conteúdo gerados por usuários”

Jimmy Wales: O wikia atrai os fãs mais aficcionados sobre cada tema.

Jimmy Wales: Quando você permite que a comunidade tenha o domínio, muitas coisas interessante acontecem

ElineKullock : #infotrends Jornais são as vítimas da vez mesmo: Jimmy mostra q pessoas passam mais tempo na Wikipedia do que no site do NYT.

Jimmy Wales: Dicas para responder comentários agressivos: seja você mesmo, não dê repostas falsas e coloque sua opinião

Jimmy Wales: Crie uma comunidade para sua ideia. Deixe a comunidade tomar o controle.

sdomally : O acesso à informação é um direito humano básico (Jimmy Wales).

Educação: Como os estudantes podem usar a wikipedia corretamente? Como verificar a qualidade da informação? // Entender a Wikipédia de forma crítica, bem como todo o conteúdo gerado pela internet, será um diferencial para a educação na web.

@INFOaovivo: “Não seja tendencioso na moderação, mesmo não gostando dos comentários”. “A chave é dar poder aos usuários relevantes…”

MarceloBranco : Jimmy Wales: “Devemos estimular os alunos a utilizarem wikis e blogues e o valor da colaboracao deve ser incorporado nas escolas”

O interesse na wikipedia vem da cultura, do interesse dos participantes na area.

As pessoas precisam de um espaço para se expressar. A colaboração não será uma moda passageira.

Jimmy Wales: Não concordo que a oferta seja maior que a demanda na internet. Penso o contrário

INFOaovivo :Sobre temas polêmicos, a comunidade rejeita alguns. Debates políticos não são permitidos nos servidores da Wikipedia, diz Wales #infotrends

As empresas não estão vendo o poder de compartilhar o conhecimento. Mas, antes de compartilhar, é necessário um planejamento.

Jimmy Wales: Enciclopédias são o primeiro lugar para se pesquisar, não o último.

@Cacodepaula: É isso: “No final, o que interessa é conteúdo de qualidade”

Facebook x Orkut – como falar com cada público

“Orkut decolou no brasil antes das redes sociais decolarem no mundo”

“O brasileiro está mais predisposto às redes sociais”

Orkut:56% dos usuários são brasileiros

Comunidades: de maio 2009 a março 2010: crescimento de 23% nas comunidades virtuais;

85% dos internautas navegam nas comunidades. (independentemente se twitter, facebook ou orkut)

“Socialmedia é a porta de entrada”

james_rdv: 31% dos usuários do orkut acessaram o Facebook e passaram pelo Twitter #infotrends

INFOaovivo:Quem acessa a internet atualmente, entra por Social Media. Usam orkut, Facebook e Twitter. 800% de crescimento no Facebook, diz IBOPE

MarceloBranco : As classes C e D sao responsaveis p 51% da internet no #bra e as midias sociais sao a porta de entrada. #infotrends http://myloc.me/8k7fp

a_guerreiro : Orkut afirma ter 30MM de views por dia na pagina de logout. #infotrends

“Hoje todas as marcas tem uma comunidade AMO/ODEIO”

Até agora nenhum segredo. Interação ainda é chave do sucesso nas mídias sociais.

Nos smartphones, o Facebook é bem melhor…

james_rdv: Acesso móvel no orkut e Facebook. Google tem aplicativo para orkut, além de SMS. Baixa penetração do smartphone é uma barreira #infotrends

escola_comunic : Cross-media: dos usuários do Orkut, 31% estão também no Facebook e 32% no Twitter. #InfoTrends

james_rdv : Privacidade. Scraps fechados no orkut precisam ser testados, mas 1/3 dos usuários ainda estão na interface antiga. #infotrends

Quanto mais experiente o usuário, maiores as preocupações com privacidade. [Problemas a longo prazo?]

utilizar as redes sociais para supreender o consumidor. Atender aos seus desejos de nicho

mgrego : Havia uma comunidade no orkut chamada “Doritos de 5 kg já”. O fabricante viu e criou a embalagem de 5 kg – diz Ximenes do Google #infotrends

Cada comunidade deve ser conversada de forma diferente. Não basta copiar e colar o link do site.

Não adianta replicar o que se aparece na sua homepage. As estratégias têm de ser diferente

A estratégia da Skol nas redes sociais

Skol - Mídias Sociais - Redes Sociais

INFOaovivo: Não existe “10 regras” para conseguer êxito nas redes sociais. Para uma marca aparecer, precisa oferecer conteúdo diferenciado.#infotrends // acho que importante é entender que mídias sociais não se resumem à atividades no computador.

  1. awareness: usuários que foram imppactados pela mídia mas não interagiram
  2. Interaction/participation: Usuários que interagiram pelo menos mínimamente com a marca
  3. Engagement: Participa efetivamente da construção social da marca
  4. Conversation: usuários dialogam com iniciativas da marca na internet
  5. Afinidade (brand lovers) recomendam a marca para amigos, atuam como defensores da marca

GustavoGiglio : avaliar o engajamento pela profundidade da interação” q bom ler isso #infotrends

a marca deve ser capaz de ouvir e dialogar com o consumidor.

investir em conteúdo é incerto. Mas após várias tentativas, quando o resultado vier, será muito mais positivo.

Integrar: todos os assuntos e conterúdos da marca para alimentar a comunidade

Estabelecer: diálogo com os visitantes e engajá-los com a marca dentro e fora das fronteira do site

INFOaovivo : Para garantir engajamento dos usuários nas redes sociais, marcas devem estimular a participação deles, diz Bertrand Cocallemen. #infotrends

@james_rdv: Palavras mágicas na tela: integrar, estabelecer, valorizar e estimular. Sua comunidade merece atenção e carinho. #infotrends

escola_comunic : Case: após Carnaval na Bahia, blog postou fotos de latas Skol no fundo do mar (lixo). Empresa fez mutirão p/ promover limpeza. #InfoTrends

Anúncios para sair do quadrado

Novas mídias - Comunicação digital

verificar qual é a caixa. se for boa, ficar.

pensar fora do quadrado é pensar fora do paradigma das mídias de massas

Pensar fora do quadrado também é pensar na convergência das mídias

Para começar a pensar fora do quadrado, não pense que existe um quadrado.

Pensar fora do quadrado é utilizar tudo o que existe. Todas as mídias. Entender as mídias sociais é entender a sociedade.

estratégia barata na internet é estratégia ruim

@jacquelinee: Você não tem seguidores, tem fiscais! Sérgio Valente #infotrends

@jacquelinee: Não tô nem ai pro Twitter. Esses caras tão me seguindo? Nada, eles tão me observando! Sérgio Valente #infotrends

escola_comunic :”Rede social é balela. O que existe é a sociedade em rede. É preciso observar o comportamento humano”. Sérgio Valente, pres. DM9 #InfoTrends

As empresas devem pensar tanto nas novas mídias como nas antigas. Agir com convergência, já diria Henry Jenkins

“Interatividade não é uma coisa apenas de mídia digital”

digital não tem de ser a agencia, tem de ser o pensamento.

“agência pós-digital. Faz ações em qualquer mídia, mas sempre pensando digital”

deborafortes: Sergio Valente: nunca assisti a um jogo da Copa com tanta gente. Tava todo mundo tuitando no jogo #infotrends

@escola_comunic: “O digital não é mídia nem ferramenta: é uma atitude que permite ao ser humano se relacionar”. Guga Ketzer #InfoTrends

O mesmo conteúdo em mídias diferentes tem efeitos, interpretações e impactos diferentes.

escola_comunic: “Pensamento velho é o monomidiático. É achar que o consumidor só tem um canal de comunicação”, Sérgio Valente, pres. DM9. #InfoTrends

O Ipad vai matar o papel?

Alguns tipos de informação sofreram migração, da mesma forma que alguns publicos. Pensando em massificação, só a longo prazo.

Para matar o papel, o Ipad tem que se tornar “banal” como o papel é.

o aparelho mais usado para leitura virtual ainda é o notebook.

fabianopereira “Mais de 50% da leitura de ebooks ainda é feita em notebooks” Sergio Herz. #infotrends

escola_comunic : iPad x papel: dos norte-americanos que compraram e-book, só 23% disseram que o custo-benefício valeu a pena. #InfoTrends

O problema na hora de escrever no computador é que quase ninguém passou pela alfabetização digital

blogabralosojos “A livraria hoje é uma experiência, um programa de lazer. Isso não vai morrer” Sérgio Herz da Livraria Cultura #infotrends

escola_comunic Há 3 meses, 36% dos usuários de iPad achavam e-book melhor que o livro. Esse índice agora caiu para 29%.  #InfoTrends

ilonamaria “A loja traz uma experiéncia diferente da internet. Vc deixa de ir ao restaurante porque tem delivery?” SérgioHerz no #infotrends

Eleições na web: as táticas para ganhar o voto do internauta

A internet é uma demanda reprimida. A internet é muito mais capaz de mobilizar militâncias que ganhar meramente votos. Ela devolve o caráter do voluntariado à sociedade na democracia. A campanha se torna descentralizada na web. A nova campanha deve estimular a participação do eleitor. O candidato não tem mais poder sobre sua própria publicidade (positiva ou negativa) na web. A campanha na web expõe muito mais o candidato aos acerto, mas também é verdade que o mesmo ocorre com os erros.

“Tu te tornas eternamente responsável pelo aquilo que twittas” -  Gil Castilho

A Internet servirá mais como espaço para organização dos debates que para decidir as eleições.

Ao lançar o Twitter, a Dilma conseguiu mais de mil seguidores em menos de 30 minutos.

A internet muda a qualidade da campanha frente aos meios de comunicação antigos. A web não é apenas um reflexo da sociedade, é um espelho também.

É uma falácia achar que a internet pode ganhar uma eleição.

@deborafortes: A internet muda a qualidade da democracia. O público tb pode interferir na campanha, diz @MarceloBranco no #infotrends

10 coisas que deram errado no Twitter

@jalprestes: “Saímos de um mundo em que um fala para todos e todos falam para um”

“se beber, não twitte”

“Estamos em um momento muito rico para quem preza pela liberdade e qualidade de informação”.

Política de redes sociais: todo mundo pode falar pela empresa?

INFOaovivo: Hoje a IBM tem 15 mil blogs. Qualquer funcionário pode criar um blog ou wiki, diz Mauro Segura, da IBM #infotrends (via @deborafortes)

Se a empresa não tem uma cultura de colaboração, não serão as redes sociais que farão isso.

escola_comunic : Dos 400 mil funcionários da IBM, 80 mil participam de redes sociais. Há 15 mil blogs de funcionários da IBM e 50 mil wikis. #InfoTrends

Redes sociais e cultura andam separados? discordo.

RT @INFOaovivo: “Vcs ñ saem p/ tomar café e fumar?” A Geração Y responde isso para usar as redes sociais no trabalho… #infotrends

“Como Você controla isso [as redes sociais]?” “Aí é que tá: você não controla.”

marthagabriel: Se houver espaço p/ as pessoas falarem dentro da empresa, elas recorrerão menos ‘as redes sociais p/ falar da empresa

escola_comunic : Debatedores entendem que redes sociais não derrubam produtividade pq colaborador improdutivo se distrai com outras atividades. #InfoTrends

DemetriusJayme: “Funcionários que tem liberdade para acessar internet e redes sociais são 9% mais produtivos”.

fabianopereira : “Uso de ferramentas de redes sociais na #ibm não tem controle – A moderação é pela auto-gestão.” Segura, IBM – #infotrends

A geolocalização como arma de marketing

INFOaovivo : A privacidade está na mão dos usuários. As pessoas gostam de mostrar onde estão, diz Rafael Siqueira; Stocco diz que a geolocalização veio para ficar e o usuário tem que cuidar da privacidade. Rafael Siqueira diz que o segredo do Foursquare foi mexer com o ego da pessoa.

A Revolução do 3D

fabianopereira :O diferencial é a qualidade, não a novidade. – Lucio Pereira #infotrends

blogabralosojos “A Sony ñ acredita que o 3D é 1 onda ou moda passageira. Por um motivo mto simples: a gente vive em 3D, o mundo real é 3D” #infotrends

@fabianopereira: Projeção: 12% do mercado americano será de TV´s com #3d – Rafael Cintra. #infotrends

@james_rdv: José Dias: Caminhos das Índias foi convertido para 3D e não ficou tão bom #infotrends

3d e 2d são duas coisas completamente diferente, então? Dois públicos, duas experiências diferentes? Não estamos falando de uma tecnologia que vá substituir outra, estamos falando de uma nova cultura.

O SEO na busca social

Quem tiver interesse nos slides, pode acessar em http://www.slideshare.net/marthagabriel/seo-e-social-search-by-martha-gabriel

@MarketingON: Nada é novo, só estamos fazendo de forma diferente…@marthagabriel #infotrends #SEO

@james_rdv: A busca é uma ferramenta que permeia todas as outras. Paradoxo da escolha x long tail #infotrends

@fabianopereira: 39% dos usuários acreditam que os primeiros na busca do google (primeira pg) são lideres de mercado. #infotrends

@fabianopereira: Código, conteúdo e estrutura – pilares da modificação e otimização #SEO #infotrends

@fabianopereira: #Mkt + #TI + #design: pilares das landing pages vencedoras. #infotrends

Evitar encurtar as URLs

@reillyrangel: Dicas valiosas de @MarthaGabriel sobre relevância na Web – http://tinyurl.com/28je78q #infotrends

@BrunoLoureiro: Martha” vc tem q entender de pessoas, a tecnologia é apenas um detalhe” #infotrends

@james_rdv: “Toda banda larga será inútil se a mente for estreita” #infotrends

As oportunidades dos social games

@james_rdv: Games Sociais! 32% dos usuários do facebook no Brasil participaram de algum game social

@james_rdv: Anuncaintes estão observando esse mercado. Farmiville tem várias promoções interessantes. #infotrends // Visibilidade = oportunidade

@james_rdv: Social Media é muito mais do que um post de blog ou promoção em rede social. #infotrends // é interação da forma mais ampla.

@james_rdv: Eu: jogos sociais cabem em qualquer área da sociedade. treinamento, marketing, educação, culinária… #infotrends

@james_rdv: Para esse ano, o orçamento para jogos sociais é de 1,5 bilhão de dóalres #infotrends

@INFOaovivo: Enquanto aplicativos do orkut, como a Mini Fazenda, cresceram 300% em 2010 #infotrends

@james_rdv: Usuários têm que encontrar valor no jogo. Como amigos, história… Motivação. #infotrends // cultura também

Games Sociais, o próprio nome já diz, em cada sociedade, existe um conjunto de características diferentes que fazem um jogo ter sucesso ou não.

@INFOaovivo: O modelo de negócios da Mentez é 90% com a venda de conteúdo premium para o usuário e 10% com publicidade. #infotrends

A propaganda tem de ser vista, no game, como conteúdo para os jogadores.

@BrunoLoureiro: Media idade dos jogadores de social game é 35 anos, diz tripoli. supresa. Tem mais mulheres, segundo tahiana #infotrends

@james_rdv: No final, você pode oferecer educação e entretenimento. Sem descartar o lucro. Social games são fantásticos. #infotrends


Netiqueta nas empresas

Antes de começar o artigo gostaria de lembrar que netiqueta não é uma questão de censurar o pensamento dos funcionários da empresas. O verdadeiro objetivo dessas pequenas normas de educação online é a de tornar mais polida toda e qualquer discussão que se ocorra na internet.

Com o boom das redes de relacionamento e das mídias sociais em geral, muitas empresas estão ficando preocupadas com o que seus funcionários andam fazendo mundo (virtual) à fora. Antigamente as empresas adotavam a política de que o funcionário deveria ser um dentro da empresa e, fora dela, poderia ser outro. Bem, isso não poderia estar mais distante da realidade atual.

Juntamente com a convergência de mídias, hoje vivemos uma convergência do próprio ser humano. Não existe mais a divisão de personalidade, de você ser um no ambiente de trabalho e de ser outro pessoalmente. Quando trabalhamos com mídias sociais, a primeira coisa que aprendemos é que a interação é o principal componente de qualquer campanha de marketing que se faça na web. A mudança que estamos vivendo é bem essa: não existe mais a separação entre marketing e conversação. Não existe mais a separação entre o trabalhador e sua vida pessoal.

Sendo assim, tanto o funcionário como a empresa precisam ceder um certo espaço para que a convivência possa continuar harmônica entre as duas partes em suas mídias sociais. Muitos funcionários cometem sérios deslizes no meio virtual porque, em parte, não sabem até onde pode ir aquele “simples comentário”. É muito mais uma questão de conscientização do funcionário e do empregador sobre as possibilidades que suas opiniões online podem ter sobre o ambiente de trabalho.

Houve também um caso de demissão na última empresa em que trabalhei. O funcionário mandou um email (usando o servidor de email corporativo) lavando toda a roupa suja dele com a direção. Foi muito infeliz sua atitude, pois não somente ele ficou queimado, mas muitas pessoas viraram alvo de fofocas nos corredores por causa da sua atitude.

Educar os funcionários para os perigos e problemas não somente das mídias sociais, mas do uso da internet em si é um grande passo para um uso bem mais cômodo e seguro da web na empresa. É necessário saber onde se deve cobrar dos funcionários mas também saber onde deve-ser ceder para que eles possam ter sua devida liberdade com sua vida pessoal.

Para ajudá-los, pesquisei alguns links sobre netiqueta para ajudá-los, boa sorte!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta

http://www.icmc.usp.br/manuals/BigDummy/netiqueta.html

http://www.safernet.org.br/site/prevencao/glossarios/netiqueta


Fichamento: “O que é o virtual?”, Pierre Lévy

LÉVY,Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 1999.

“O que é o virtual?” é uma excelente obra do grande filósofo da Informação Pierre Lévy, que desenvolve de forma bem argumentada questões sobre Virtualização, Atualização, Potencialização e Realização. Virtualização, para Lévy, não se realiza, como imaginávamos, apenas dentro das máquinas computacionais, mas sim num processo de questionamento e problematização dos meios. O Virtual existe.

Lévy contrapõe um quadrívio ontológico, contrapondo as partes: Ordem da criação: Virtualização Vs. Atualização e; Ordem da seleção: Potencialização Vs. Realização. Atualiza-se o Virtual; Realiza-se o potencial.

Virtualizar é: Remontar um inventivo de uma solução a uma problemática, é o questionamento. O Virtual EXISTE.

Atualizar é: a resolução de um problema, Uma solução. É a resposta aqui e agora. O Atual ACONTECE.

Potencializar é: Um conjunto de possibilidades predeterminadas. O Potencial INSISTE.

Realizar é: Um conjunto de coisas persistentes e resistentes. É uma queda de potencial. O Real SUBSISTE.

Os Acontecimentos pertencem ao conjunto da Criação. As substâncias pertencem ao conjunto da seleção.

O potencial e o virtual são pólos latentes, enquanto o Real e o Atual são do Pólos Manifestos.

“O Real seria da ordem do ‘tenho’, enquanto o virtual seria da ordem do ‘terás’, ou da ilusão” (Pág. 15)

“A palavra virtual vem do latim virtualis, derivado por sua vez de virtus, força, potência. Na filosofia escolástica, é virtual o que existe em potência e não em ato.” (Pág. 15)

“Em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real, mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes.” (Pág. 15)

“O possível é exatamente igual ao real: [mas] só lhe falta a existência. A realização de um possível não é uma criação, no sentido pleno do termo, pois a criação implica também a produção inovadora de uma idéia ou de uma forma. A diferença entre possível e real é, portanto, puramente lógica [e/ou temporal].” (Pág. 16)

“A atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades.” (Pág. 17)

“A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização [... é] uma mutação da identidade, um deslocamento do centro de gravidade ontológico do objeto considerado: em vez de se definir principalmente por sua atualidade (uma ‘solução’), a entidade passa a encontrar sua consistência essencial num campo problemático.” (Págs. 17-18)

“A atualização ia de um problema a uma solução. A virtualização passa de uma solução dada a um (outro) problema.” (pág. 18)

“A virtualização é um dos principais vetores da criação da realidade.” (Pág. 18)

“O virtual, com muita freqüência, ‘não está presente’.” (Pág. 19)

“[...] o imponderável hipertexto não possui lugar.” (Pág. 20)

“O fato de não pertencer a nenhum lugar [... não] impede a [sua] existência.” (pág. 20)

“A virtualização reinventa uma cultura nômade, não por uma volta ao paleolítico nem às antigas civilizações de pastores, mas fazendo surgir um meio de interações sociais onde as relações se reconfiguram com um mínimo de inércia.” (Pág. 20-21)

“Quando uma pessoa, uma coletividade, um ato, uma informação se virtualizam, eles se tornam ‘não-presentes’, se desterritoralizam. Uma espécie de desengate os separa do espaço físico ou geográfico ordinários e da temporalidade do relógio e do calendário. É verdade que não são totalmente independentes do espaço-tempo de referência, uma vez que devem sempre se inserir em suportes físicos e se atualizar aqui ou alhures, agora ou mais tarde.” (Pág. 21)

“O virtual [não] é [apenas] imaginário. Ele produz efeitos.” (Pág. 21)

“Mas, para os que não andam de trem, as antigas distâncias ainda são válidas. [...] De maneira análoga, diversos sistemas de registro e de transmissão (tradição oral, escrita, registro audiovisual, redes digitais) constroem ritmos, velocidades ou qualidades de histórias diferentes.” (Pág. 22)

“A invenção de novas velocidades é o primeiro grau da virtualização” (Pág. 23)

“A aceleração das comunicações é contemporânea de um enorme crescimento da mobilidade física. [...] as pessoas que mais telefonam são também as que mais encontram outras pessoas de carne e osso.” (Pág. 23)

O Efeito Moebius: além da desterritorialização, um outro caráter é frequentemente associado à virtualização: a passagem do interior ao exterior e do exterior ao interior.” (pág. 24)

“Como a das informações, dos conhecimentos, da economia e da sociedade, a virtualização dos corpos que experimentamos hoje é uma nova etapa na aventura de autocriação que sustenta a nossa espécie.” (pág. 27)

“Graças às máquinas fotográficas, às câmeras e aos gravadores, podemos perceber as sensações de outra pessoa, em outro momento e outro lugar. Os sistemas ditos de realidade virtual nos permitem experimentar, além disso, uma integração dinâmica de diferentes modalidades perceptivas. Podemos quase reviver a experiência sensorial completa de outra pessoa.” (pág. 28)

“O organismo é revirado como uma luva. O interior passa ao exterior ao mesmo tempo em que permanece dentro.” (pág. 30)

“Ao se virtualizar , o corpo se multiplica.” (pág. 33)

“O texto é um objeto virtual, abstrato, independente de um suporte específico.” (pág. 35)

“Escutar, olhar, ler equivale finalmente a construir-se.” (pág. 37)

“O aparecimento da escrita acelerou um processo de artificialização, de exteriorização e de virtualização da memória que certamente começou com a homonização” (pág. 38)

“O armazenamento em memória digital é uma Potencialização, a exibição é uma realização.” (pág. 40)

“Um pensamento se atualiza num texto e um texto numa leitura (numa interpretação).” (pág. 43)

“Se ler consiste em selecionar [idéias e] em esquematizar, em construir uma rede de remissões internas ao texto, em associar a outros dados, em integrar as palavras e as imagens a uma memória pessoal em reconstrução permanente, então os dispositivos hipertextuais consistem de fato uma espécie de objetivação, de exteriorização, de virtualização dos processos de leitura.” (pág. 43)

“A partir do hipertexto, toda leitura tornou-se um ato de escrita.” (Pág. 46)

“No mundo digital, a distinção do original e da cópia há muito perdeu qualquer pertinência. O ciberespaço está misturando as noções de unidade, de identidade e de localização.” (pág. 48)

“Enquanto objeto virtual, a moeda é evidentemente mais fácil de trocar, de partilhar e de existir em comum que entidades mais concretas como terra ou serviços.” (pág. 52)

“A economia repousa largamente sobre o postulado da raridade dos bens. A própria raridade se funda sobre o caráter destruidor do consumo, bem como sobre a natureza exclusiva ou privativa da cessão ou da aquisição. [...] Como a informação e o conhecimento estão na fonte das outras formas de riqueza e como figuram entre os bens econômicos principais de nossa época, podemos considerar a emergência de uma economia da abundância, cujos conceitos, e, sobretudo, as práticas, estariam em profunda ruptura com o funcionamento da economia clássica.” (pág. 55-56)

“O conhecimento e a informação não são ‘imateriais’, e sim desterritorializados” (pag. 56)

“Por que o consumo de uma informação não é destrutivo e sua posse não é exclusiva? Porque a informação é virtual.” (pág. 58)

“As reservas de possíveis, os bens cujo consumo é uma realização, não podem, portanto, ser separados de seu suporte físico.” (pág. 59)

“O trabalho assalariado é uma queda de potencial, uma realização, por isso pode ser medido por hora.” (pág. 60)

“A virtualização nos faz viver uma passagem de uma economia de substâncias para uma economia de acontecimentos.” (pag. 61)

“Todo ato registrável cria, efetivamente ou virtualmente, informação, ou seja, numa economia da informação, riqueza. Ora, o ciberespaço é, por excelência, o meio em que os atos podem ser registrados e transformados em dados exploráveis.” (pág. 63) [Comentário: A isso se baseia completamente toda a estrutura do Google]

“A partir da linguagem, nós, humanos, passamos a habitar um espaço virtual.” (pág. 71)

“O tempo humano não tem o modo de ser de um parâmetro ou de uma coisa (ele não é, justamente, ‘real’), mas o de uma situação aberta. Nesse tempo assim concebido e vivido, a ação e o pensamento não consistem apenas em selecionar entre possíveis já determinados, mas em reelaborar constantemente uma configuração significante de objetivos e de coerções, em improvisar soluções, em reinterpretar deste modo uma atualidade passada que continua a nos comprometer. Por isso vivemos o tempo como problema.” (pág. 71-72)

“Mais que uma extensão do corpo, uma ferramenta é uma virtualização da ação.” (pág. 75)

“A gramática dizia respeito à articulação interna da língua, à manipulação das ferramentas lingüísticas e escriturais. A dialética, em troca, estabelece uma relação de reciprocidade entre interlocutores, pois não há esforço argumentativo que não subentenda uma espécie de paridade intelectual. [...] a retórica designa a arte de agir sobre os outros e o mundo com auxílio dos signos.” (pág. 82)

“Ora, o modo clássico de reconhecimento dos saberes – o diploma – é ao mesmo tempo: 1, deficiente: nem todos têm diploma, embora cada um saiba alguma coisa; 2, terrivelmente grosseiro: as pessoas que têm o mesmo diploma não têm as mesmas competências, sobretudo por causa de suas experiências diversas; e 3, não padronizado: os diplomas estão vinculados a universidades ou, no máximo, a Estados, e não há sistema geral de equivalência entre diplomas de países diferentes.” (pág. 91)

A VIRTUALIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA E A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO

“Nós, seres humanos, jamais pensamos sozinhos ou sem ferramentas. [...] toda uma sociedade cosmopolita pensa dentro de nós.” (pág. 95)

“Pode-se falar de uma inteligência sem consciência unificada ou de um pensamento sem subjetividade?” (pág. 95)

A INTELIGÊNCIA COLETIVA NA INTELIGÊNCIA PESSOAL: LINGUAGENS, TÉCNICAS, INSTITUIÇÕES

“Chamo ‘inteligência’ o conjunto canônico das aptidões cognitivas, a saber, as capacidades de perceber, de lembrar, de aprender, de imaginar e de raciocinar.” (pág. 97)

“Antes de mais nada, jamais pensamos sozinhos, mas sempre na corrente de um diálogo ou de um multidiálogo, real ou imaginado.” (pág. 97)

“As ferramentas e os artefatos que nos cercam incorporam a memória longa da humanidade. Todas as vezes que os utilizamos, recorremos portanto à inteligência coletiva.” (pág. 98)

“Pela biologia, nossas inteligências são individuais e semelhantes (embora não idênticas). Pela cultura, em troca, nossa inteligência é altamente variável e coletiva.” (pág. 99)

AS QUATRO DIMENSÕES DA AFETIVIDADE

“Sem afetividade, o sistema considerado retorna à insensibilidade, à exterioridade e à dispersão ontológica do simples mecanismo. Um espírito deve ser afetivo, ele não é necessariamente consciente.” (pág. 104) [Comentário: a afetividade é a chave para o século XXI]

A OBJETIVAÇÃO DO CONTEXTO PARTILHADO

“Como um dos principais efeitos da transformação em curso, aparece um novo dispositivo de comunicação no seio de coletividades desterritorializadas muito vastas que chamaremos ‘comunicação todos-para-todos’.” (pág. 113) [Comentário: apesar de concordar com Lévy, devo colocar um ponto em questão: nem toda a comunicação na internet se reflete de muitos-para-muitos. Os blogs são, de certa forma, ainda, uma comunicação um-para-muitos, e a Wikipédia, apesar de ser todos-para-todos, não funciona assim em tempo real.]

“O ciberespaço em via de constituição autoriza uma comunicação não mediática em grande escala que, a nosso ver, representa um avanço decisivo rumo a formas novas e mais evoluídas de inteligência coletiva.” (pág. 113) [Comentário: Wikipedia]

“Como se sabe, os meios de comunicação clássicos (relacionamento um-para-muitos) instauram uma separação nítida entre centros emissores e receptores passivos isolados uns dos outros. As mensagens difundidas pelo centro realizam uma forma grosseira de unificação cognitiva do coletivo ao instaurarem um contexto comum.” (pág. 113)

“No ciberespaço, em troca, cada um é um emissor e receptor potencialmente em num espaço qualitativamente diferenciado, não fixo, disposto pelos participantes, explorável. Aqui, não é principalmente por seu nome, sua posição geográfica ou social que as pessoas se encontram, mas segundo centros de interesses, numa paisagem comum do sentido ou do saber.” (pág. 113) [Comentário: aqui Lévy é extremamente visionário, o mundo, como se sabe hoje, será estruturado através das áreas de interesse, não mais através do meio em comum. É o mercado de nichos crescendo, são as comunidades sendo exploradas, é o homem criando um novo homem, mais semelhante à sua imagem que à de Deus.]

O CÓRTEX DE ANTRÓPIA

“Raciocinar em termos de impacto é condenar-se a padecer.” (pág. 117) [Comentário: ou acompanhamos o ciberespaço agora, transformando-o em fonte de saber coletivo, ou ele reproduzirá a praxe, o mediático, o espetacular, o consumismo: virará uma ‘televisão interativa’.]

[preciso me ausentar agora, mas depois eu completo o fichamento, abraços!]


Cloud computing será padrão até 2020

Numa pesquisa recente realizada pela Elon University, 900 estudiosos das áreas de internet, tecnologia e sociologia concluíram que até 2020 a maiorias das pessoas estará trabalhando em nuvem (Cloud computing). Para 71% desses estudiosos, nossas principais atividades serão realizadas através de serviços baseados na web, como Facebook, Google docs, etc., usando cada vez menos aplicativos de desktop.

Essa é uma questão cada vez mais levantada entre os vários estudiosos da internet. Embora essa pesquisa tenha saído apenas agora, eu já havia previsto que isso ocorreria. Pena que nessa época eu ainda não mantinha o web diálogos para registro…

O que disse foi a um amigo meu. O pensamento poderia ser resumido a um curto parágrafo: “Até 2020, a maioria de nossos aplicativos funcionarão através da web. Não teremos mais sistema operacional em nossos computadores, teremos apenas um navegador de internet. Esse computador que usaremos não terá disco rígido, nem portas USB, nem nenhum outro dispositivo de transferência de dados. Todos os nossos dados estarão na web, em HDs virtuais, que poderemos acessar a qualquer momento e em qualquer lugar. Quando chegarmos nesse nível, banda larga de 1GB será limitante, pois até mesmo programas como o Photoshop e o Premiere serão totalmente on-line.”

Não preciso nem citar mais uma vez os problemas de privacidade e de direito de dados que nós teremos pela frente, nesse momento nós só podemos imaginar. Cloud computing e mídias sociais andarão juntas por um longo tempo, pelo menos até 2020 (isso se o mundo não acabar em 2012, é lógico).

Acredito que hoje nós temos a escolha de colocar nossos dados na nuvem ou não. Mas não tardará até que os fabricantes de Hardware comecem a desenvolver periféricos feitos exclusivamente para cloud computing, uma vez que já foi provado que isso é muito mais lucrativo para as empresas.

E você, vai entrar nessa nuvem? Ou será que devo dizer “céu”?


Mozilla Drumbeat Maceió

“Se você ama a internet, pode se perguntar: a web vai permanecer tão interessante, criativa e inventiva quanto é hoje daqui a 100 anos?” Foi com essa frase que o Mozilla drumbeat Nordeste foi aberto em maceió organizado pela Mozilla Foundation,  a Facima, a SEPLAN e a Associação Artistica Saudáveis Subversivos. As discussões sobre privacidade na web, segurança de informações, sobre a liberdade e a abertura da web foram realizadas por grupos bastante distintos de pessoas, que variaram desde jornalista e programadores até professores e “algumas pessoas legais do governo” (piada interna, desculpem-me! rssrss).

No meu último post, mostrei uma charge sobre os problemas de privacidade no Facebook. Agora conversando com uma colega minha, ela ficou pasma ao perceber que as propagandas vinculadas ao gmail dela continham propagandas sobre o assunto discutido no email que ela estava lendo.

Mas privacidade não é exatamente o problema na internet (na verdade, se penssássemos assim, o problema seria na verdade a ausência dela). A liberdade dos usuários na internet é que é um problema fundamental. Lendo um artigo do André Lemos em seu blog sobre direitos no ciberespaço, percebi, como já tinha dito anteriormente, a necessidade de revermos os direitos dos usuários sobre a política de coleta de dados. Da mesma forma que não somos obrigados a responder às perguntas feitas por empresas de pesquisa, nós deveríamos ter direito a dar nossos dados apenas se nós permitíssimos.

Não quero entrar nessa discussão agora (acredito que depois eu possa fazer até mesmo um artigo muito mais elaborado), voltemos nossa atenção ao drumbeat que ocorreu. Precisamos articular maneira de fazermos a internet permanecer livre para o futuro. Como costumo afirmar: a internet é democratizante, mas não é democrática; no sentido de que ela é uma ferramenta para se atingir a democracia, mas que a democracia ainda não se encontra presente em todo o ciberespaço.

Nesse sentido, devemos relembrar que  não fomos educados para os meios de comunicação do século XX (televisão, rádio, jornal, etc).  A alfabetização digital (eu e meus neologismos…) é necessária não somente nesse país, mas em todo o mundo. Desde o uso correto do teclado até o ensino de políticas de privacidade e segurança para um web mais livre no futuro. Devemos lembrar que a internet ainda está em construção e, se ela será mais controladora ou mais colaborativa, só depende de nós.

P.s.: quem tiver mais interesse em ver questões de privacidade na web, pode olhar aqui, pelo próprio pessoal do drumbeat:  http://www.drumbeat.org/project/privacy-icons/blog


Apple ultrapassa Microsoft em valor de mercado. Porque isso é importante para a comunicação?

A Apple finalmente conseguiu bater a gigante Microsoft. David versus Golias? Nada disso, apenas uma série de acertos por parte do pessoal da maça pecaminosa que vêm dando certo (Ipod, Iphone e agora o Ipad). Os papéis da Apple hoje valem dez vezes mais do quê há dez anos. Isso mesmo, um crescimento de aproximadamente 100% por ano. Poisé, 2010 realmente não está sendo o ano da Microsoft (me pergunto quando foi o último ano que a Microsoft teve…). Agora em Maio, a Google já tinha ultrapassado a Microsoft em vendas de smartphones com seu sistema operacional Android, mais uma derrota para o Windows & cia.

Mas não olhemos por um ponto de vista tão negativo assim… ainda é certo que aproximadamente 90% dos pcs do mundo rodam algum sistema operacional da Microsoft (menos o Vista, ok?), e, se um dia a empresa vier a operar no vermelho, esse dia ainda está distante. Mas o que tudo isso significa? Primeiro: que o Ipad está realmente dando certo. Com uma semana de lançamento, a empresa vendeu 450 mil Ipads, que baixaram cerca de 3,5 milhões de apps.* (isso na versão sem 3G e apenas nos EUA) Segundo: que, apesar do Android ter susperado o sistema do Iphone em vendas, ele não está morto. As vendas do smartphone aumentaram 49% mês passado. Isso é muita coisa.

Para nós de comunicação, isso só quer dizer algo: Melhor nos preocuparmos com os tablets. Eles realmente vieram para ficar. Como podemos pensar a comunicação quando todos tiverem acesso à essa tecnologia? Logo, logo, os smartphones irão sumir do mercado, não porque usaremos somente tablets, mas porque simplesmente não existirão mais celulares, e, convenhamos, é muito mais fácil falar “celular” do que falar “smartphone”. Acho que a nomenclatura de celular irá permanencer, ou então os smartphones terão que ficar ainda mais smarts.

Já foi mostrado que é possível integrar os smartphones com os tablets, mas não sei se isso é realmente uma tendência. Mas o que realmente é um fato é o seguinte: a maioria das pessoas querem apenas um celular/tablet que seja FÁCIL de usar. Nós, usuários avançados, dificilmente iremos nos contentar com um Ipad ou com apenas um Iphone. Eu, por exemplo, não consigo viver sem um teclado físico. Mas temos de pensar em termos de público e de maioria. Os softwares têm que ser intuitivos, a comunicação também. As empresas que investirem em bons jogos usando sua logomarca terão bons frutos para colher à longo prazo. E o custo? Convenhamos, mínimo.

Então, o importante agora é aproveitar a onda dos apps, ou seja, dos pequenos aplicativos para smartphones e tablets, criando interação com o usuário e permitindo que a empresa apareça como uma mediadora dessa comunicação. Agora, uma tendência certa, é a interação entre os smartphones, que hoje é relativamente fraca, mas podemos esperar para um futuro próximo uma interação realmente interessante. Só basta aguardar…

*[ATUALIZADO] Hoje (31 de Maio de 2010), a Apple chegou à marca de 2 milhões de Ipads vendidos (e sim, ainda falta chegar à um bocado de países).


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