Roberto Tostes

Publicitário e escritor. Trabalho com comunicação, estratégias web e projetos editoriais. Ligado em internet, design e fotografia.



A Kloutificação das Pessoas, Kafka e o Sr.K

Estão aparecendo agora na internet programas como Klout e similares que mesmo sem você saber identificam seus hábitos, colocando etiquetas e rótulos de avaliação social.

Autorizando ou não o uso de seus dados nas redes sociais seu perfil pode ser kloutificado. Numa escala de 0 a 100 você ganha um índice e um perfil conforme seus seguidores de twitter, amigos no facebook e conexões do linkedin.
Conversacional, Explorador, Iniciante, Especialista e outros. Logo enquadram você em algum destes tipos e numa escala de valor com um índice.

Você passa a valer algo conforme a força da intensidade com que divulga informações e influencia pessoas. Sua capacidade de difusão é avaliada e dissecada em números e estatísticas.

A curiosidade e o alterego acabam estimulando a busca de altos índices pessoais. Meu K é maior do que o seu. Preciso aumentar meu K.

Assim corremos o risco de virar reféns de um diagnóstico baseado em parâmetros incertos e discutíveis.

O impacto da atuação nas mídias sociais ainda é uma incógnita. Podemos observar as ondas e identificar seu potencial, mas saber criá-las é outra história.

Um oceano é feito de mares, ondas, variações climáticas, algo complexo e imprevisível.

A impressão que passa é a de que se tenta agarrar o futuro de qualquer maneira. Não podemos esperar, quase atropelamos o tempo em vez de deixar as coisas acontecerem.

No livro – O Processo – de Franz Kafka um cidadão chamado Joseph K. é investigado por algo que nem sabe do que se trata, engolido por uma máquina burocrática interminável.
Ele deixa de ser dono do seu tempo, preso, investigado e julgado de forma fria , esmagado pelo poder do estado.

Perdidos entre tantas informações, distrações e excesso de informação, esquecemos o valor do vazio.

Saber viver o presente é dar espaço para a mudança, o inesperado, o que não planejamos.

Os sistemas, softwares e equipamentos parecem não querer perder tempo, mas é exatamente disso que precisamos, de momentos de ócio, lentidão, dúvida.

Se cairmos em um modelo de métricas, valores e perfis como estes, a espontaneidade das mídias sociais pode acabar numa armadilha sem saída.

O bom dessas redes é dar liberdades aos peixes e não o contrário.

@robertotostes


Nosso Karma Digital

Vivemos atualmente diante de um real enigma:  aparelhos digitais que tentam nos decifrar e devorar.

web está nos devorando lentamente e ainda não tomamos consciência disso.

Cada vez mais vamos deixando  rastros digitais espalhados pela internet.

Os sites que freqüentamos, músicas que escutamos, o  que lemos, vídeos que assistimos,  as coisas que compramos, mensagens e diálogos que trocamos e compartilhamos nas redes sociais.

Querendo ou não estamos envolvidos numa espécie de karma digital. Nosso presente e passado recentes  podem estar indexados em mecanismos de busca, spyware, cookies, qualquer sinal digital que nos identifique.

Avançados recursos de softwares de análise e pesquisa  estendem cada vez mais os seus tentáculos como medusas que tentam solidificar nossos perfis,  gostos e hábitos de compra para prever nossos próximos passos.

Para muitas religiões o karma é um registro das nossas decisões e atos. Ele envolve  o que receberemos de volta pelo que fizemos, em algum momento de nossa  existência.

Em nossa vida virtual também digitalizamos nosso karma a cada momento: nos produtos que compramos, nas empresas, marcas, produtos, ideias e cultura que consumimos.

As grandes empresas da web sabem disso e agora já não querem somente produzir e vender mas principalmente dominar nossos ambientes digitais, reduzindo a concorrência e aumentando nossa dependência, podendo até restringir nossa liberdade de escolha.

Contra estas empresas que vão querer cada vez mais nos monitorar, controlar e  tentar atender a nossos mais variado desejos, temos que usar a nosso favor a estratégia  e o poder de sermos únicos e diferenciados.

Em 1968 uma revolução estudantil tomou as ruas com os dizeres “a imaginação no poder”. Atualmente a  web é quem ocupa cada vez mais espaço nas nossas vidas.

Imagine então:  a favor de quem?

@robertotostes


Narciso e os Espelhos Sociais

Diz a lenda que Narciso era um jovem muito belo mas que não se sentia atraído por ninguém. Um dia ao debruçar-se sobre o lago apaixonou-se pela própria imagem. Não conseguiu mais parar de olhar seu reflexo e acabou morrendo assim.

Em tempos de mídias sociais multiplicamos nossa imagem em sofisticados espelhos. Nossas fotos  povoam os facebooks e orkuts, nossos comentários e opiniões espalham-se pelo twitter, msn e outros e programas de mensagem instantâneas, nossos diários  ocupam blogs, vídeos pessoais podem chegar ao youtube ou vimeo. Compartilhamos álbuns e memórias pessoais na web mais do que na vida real. Como se nos dividíssemos em múltiplas personalidades.

O que sobra da identidade original de alguém que a torna pública e cuja vida digital ultrapassa a real? Quem domina o verdadeiro alter ego? Como concorrer com avatares de centenas ou milhares de amigos e relacionamentos que não param de crescer e multiplicar? Corremos o risco de virar celebridades de nós mesmos, com os riscos da vida irreal e da fantasia de um fã que se alimenta de sua própria imagem.

Não podemos fugir da vida digital, ela nos cerca inexoravelmente, mas precisamos também da penumbra e do silêncio, dos espaços reservados – de intimidades, dúvidas e segredos. Digitalmente evoluímos em informação e conectividade e permanecem os desníveis sociais, políticos, econômicos. Onde fica o ponto de equilíbrio? Somos tão sociais, eficientes e interligados no cotidiano?

Espelhos podem se repetir infinitamente, uns aos outros, uns dentro dos outros. São imagens replicadas sem nada a acrescentar. Espelhos que repetem espelhos não levam a lugar nenhum.

Se não tomarmos cuidado, estes milhões de perfis e bios na web podem virar uma grande colcha de retalhos de identidades superficiais e repetitivas, voltadas para o próprio umbigo.

Nada é tão próximo quanto a vida real, o susto do inesperado, o coração que dispara, a respiração no ouvido, um frio na barriga, o corpo que sua, uma lágrima que rola, a palavra sussurrada, o toque da pele, o olho no olho que tanta coisa diz.

Precisamos dialogar e refletir sobre isso, agir de forma diferente, e não deixar Narciso submergir no lago.

@robertotostes


Uma Estratégia Banana para as Mídias Sociais

Apesar das dezenas de sabores, texturas, cores e aromas existentes, resolveram criar algo diferente para o mercado de frutas na floresta.

Após muita pesquisa, elaboração e expectativas bolaram um nome legal para chamar a atenção: banana.

Alguns gostaram, outros não, mas assim ficou decidido. Amarela, comprida, gosto exótico, sem caroço, fácil de descascar.
Então veio a hora de definir a estratégia de lançamento no mercado mundial. Ouviram então muitas opiniões:

Mr. Facebook disse: Aqui é o melhor lugar para mostrar a cara. Todos vão gostar e contar pros outros animais.

Twitter boy afirmou: A forma mais rápida de ficar conhecida é por mim!

Dr Google deu a dica: O importante é mostrar a banana no topo das árvores. Todo mundo vai ver e ficar curioso.

A tribo do YouTube falou:  Só nós vamos saber mostrar tudo que a banana tem, ao vivo e a cores.

Os estrategista de marketing ficaram pensando e discutindo e ninguém chegou a uma conclusão. O que fazer primeiro e como, e como juntar tudo isso na mesma campanha.

Enquanto essa reunião acontecia e não acabava nunca, um chimpanzé sorrateiro entrou no depósito de bananas – que apesar de todo o sigilo – alguém esqueceu destrancado.

O bicho olhou curioso para aquele monte de pencas de banana, provou uma e se fartou com aquela nova delícia. Animado pela novidade, foi comendo uma atrás da outra. Chamou os amigos e em alguns minutos as bananas estavam soltas pela floresta correndo de mão em mão e sendo apreciada por todos os animais.

A equipe de lançamento ficou meio espantada mas acabou curtindo o sucesso da fruta. Chegaram a conclusão que a melhor estratégia mesmo é ter um bom produto e cair no gosto da macacada, que de mão em mão e galho em galho foi quem garantiu o sucesso da banana que tinham nas mãos.

@robertotostes


A guerra pelo poder na internet já começou faz tempo

Já foram muitos combatentes nesta arena nos últimos 20 anos, com diversas marcas e empresas  que já entraram e saíram de cena

Nos anos 90 a internet era mais lenta e limitada e o browser mais popular chamava-se Netscape. Aí a Microsoft tornou o Internet Explorer nativo no  Windows e exterminou o navegador que dominava os mares virtuais da época.

Em 1996 um software que permitia as pessoa trocar mensagens instantâneas chamado ICQ tomou o mercado. Bill Gates mais uma vez não sossegou até criar seu clone, o MSN, lançado em 1999 e que acabou derrubando novamente a concorrência.

Com a popularidade dos programas de código aberto – open source , o domínio da Microsoft começou a ruir, principalmente na grande rede. Parte da equipe que desenvolveu o pioneiro Netscape acabou lançando em 2004 o navegador Mozilla Firefox. Com a força da colaboração coletiva e do código aberto,  ele conquistou os usuários, superando com leveza e rapidez seguidas versões do Internet Explorer.

Na virada do século vimos nascer o Google, que ocupou a liderança do mercado de busca da internet com eficiência e objetividade. Investindo direto no mundo virtual eles criaram produtos como Gmail, Picasa, Blogger, Orkut e outros. A empresa ainda comprou o YouTube e desenvolveu um navegador próprio, o Chrome, baseado no Firefox.  Mas por enquanto perderam a batalha dos celulares para a Apple, cujo Iphone surpreendeu a todos, mudando o conceito de smartphone.

O crescimento das mídias sociais permitiu ao Facebook,  criado  em 2004, ameaçar a supremacia do Google em acesso, em tempo de uso e número de usuários. É a Rede Social de maior crescimento nos últimos anos.

Em 2006 surgiu ainda o Twitter, que com sua lógica instantânea de 140 caracteres tornou-se também força mundial em apenas dois anos, graças à sua rapidez e interatividade.

Nos últimos anos a Apple mostrou que inovação é com ela, lançando o iPad e revolucionando o conceito do que entendemos como computador pessoal.

Agora começa um novo round nesta luta interminável. O Facebook declara abertamente sua intenção de dominar o mundo on line  e o Google lança  sua rede Google+, integrando vários de seus aplicativos no mesmo lugar e permitindo a personalização de uso.

A briga é boa, e novas empresas ainda podem surgir do nada. A internet sempre proporcionou esta chance de novas idéias prosperarem e dominarem o mercado.

O lado bom dessa história é que nós, usuários finais, é que vamos decidir na prática, quem permanece na arena. Podemos não ter consciência total  disso mas o poder está em nossas mãos. Temos que saber exigir respeito, direitos, liberdade e uma postura nova frente às pessoas e a este novo mundo global.

@robertotostes


E se Você fosse um Infográfico?

Todo mundo sabe que querendo ou não vai passar praticamente um 1/3 da vida sobre um travesseiro.  E o restante do tempo, o que você tem feito com isso?

Afinal são milhares de anos de evolução da espécie desde o tempo das cavernas e temos  que ter alguma responsabilidade com o planeta e a existência.

Este teste vale como um check up infográfico instantâneo dos seres urbanos que povoam nossas cidades. Considere bem o que tem feito de sua vida ultimamente e veja em qual dos perfis abaixo você se encaixa e seu respectivo diagnóstico cinematográfico :

1 ) HOMMO  ERECTUS OU FEMME ENAMORABILIS
Ok, vocês tem um papel fundamental na preservação da espécie, sem contar no financiamento das escolas particulares e na indústria de fraldas e festas infantis. Mas gente, vamos maneirar um pouco nos hormônios e pensar em coisas mais existenciais ou filosóficas.  Não é penso, logo tomo um susto.  Invistam um pouco em seu intelecto e vejam que boas coisas podem sair disso. Que tal trocar Sex and the City por qualquer Woody Allen, mesmo que você corra o risco  de virar um noivo neurótico ou noiva nervosa. Vale a pena.

2 ) HOMMO  MAURICINHUS OU FEMME FASHION
Tudo é uma questão de estilo. A roupa, o visual, o cabelo, até a atitude. Vocês atuam frente a um grande espelho universal. Tudo é olhar e pose. Mais do que a moral vale a estética e o cuidado com as aparências para o evento da moda. Parado aí! Melhor se enturmar com a nova realidade e chegar junto do povão. Que tal encarar umas tarefas básicas tipo uma pia cheia de louça suja, varrer o chão ou dar uma limpada geral na casa? Relaxem, sorriam mais e aprendam a agir como pessoas. Esta é a única forma de continuar “in”.  Troque o Diabo veste Prada por Vinhas da Ira e vire um cinéfilo cult. Se bobear vai ficar como Scarlet, que O Vento Levou.

3 ) HOMMO APRESSADUS OU FEMME  CONSUMMIS
Eu quero. Este é o verbo que movimenta suas existências. Quanto mais rápido melhor, não importa o preço.  Vale tudo para atender necessidades imediatas e consumir o que está bombando na mídia  ou conquistar a melhor posição profissional. Hierarquia, trabalho em equipe e experiência para que? O negócio é se dar bem. Mas atenção, a casa pode cair e suas versões de Wall Street vão entrar num clima de Apocalipse Now. Então, o melhor é curtir as coisas simples da vida e fugir em um barquinho enquanto a tardinha cai.

4 ) HOMMO CONECTUS OU FEMME FACEGIRL
Sua adrenalina é feita de uma caixa de mensagens cheia, torpedos no celular e bate papos intermináveis nos chats da vida.  Vocês esqueceram da vida lá fora e está difícil de desconectar. É hora de sacudir o esqueleto em busca de uma endorfina real. Troque seu Ipad, Iphone ou smartphone por um chiclete e saia correndo sem parar como Forrest Gump.  É isso ou o Poderoso Chefão vai tomar conta de sua vida virtual e real.

5 ) HOMMO INVISIBILIS OU FEMME NORMALLIS
“Não sei” para você é verbo e decidir qualquer coisa é sempre complicado. Se volta e meia andam dizendo que você parece com alguém não sei quem ou terminam a relação dizendo que você é uma pessoa muito legal, a coisa tá pegando.  Procure um cinema poeira para assistir Easy Rider ou Telma e Louise antes de virar um vampiro de romance bestseller.  Libere logo seu lado James Dean ou Marylin Monroe escondido nos porões de sua alma.

6 ) HOMMO SENSIBILISSIMOS OU FEMME ANSIOSIS
Qualquer coisa é motivo de choro. Toda hora acham que vai ter enfarte. É emoção demais para uma simples carcaça. Haja tranqüilizante para esta montanha russa. Viver é correr perigo mas  tudo tem limite. Sensibilidade demais também atrapalha. Saia do Pânico e deixe a Premonição no caminho. Escolha um bom filme de Truffaut e conheça o homem que amava as mulheres.

7 ) HOMMO CORDIALIS OU FEMME BOAZINIS
É legal vocês serem tão bacanas e dizer sim a tudo mas uma hora isso irrita também. Quando foi a última vez que você disse não de forma séria? O agente OO7 de Sean Connery sofreu pra caramba com o satânico Dr No e você não deve continuar mais vendo reprises de seriados bobos com a sensação de que as coisas vão continuar como estão. Pode começar a discordar de tudo que eu disse. Mas depois é melhor tomar um porre de filmes de Bergman para descobrir sua verdadeira persona.

8 ) HOMMO ENERGETICUS OU FEME ACADEMIS
Nem o Stallone na série Rocky aguenta um pique anabolizante e aeróbico desse todo dia. Vitaminas, corrida, gordura transcorporal, é demais! Chega de por alface no cérebro e de fugir das calorias inúteis. Se eu fosse você, em vez de entrar no pique daquele coelho correndo de forma paranóica é melhor entrar na onda do chapeleiro maluco e deixar Alice curtir o país das maravilhas.  Melhor comprar logo um hot dog e ficar sentado à beira do caminho olhando o povo passar.

E agora?

No final das contas ninguém é normal e todos são loucos. Se após descobrir seu infográfico pessoal e ler as dicas você ainda sente um Estranho no Ninho, melhor procurar um analista, terapia alternativa ou ler mais horóscopos.
A vida não é filme mas o cinema pode nos fazer sonhar mais, chorar ou rir durante algumas horas. Tudo vai acabar dando certo, de uma forma ou outra, desde que a humanidade no final não acabe chegando ao Planeta dos Macacos.
Fim.

@robertotostes


Processos criativos: crie mais e melhor

Criativos somos todos. Os pequenos saltos da evolução vieram de momentos insanos, em que resolvemos fazer algo diferente. Assim, os macacos pelados acabaram conseguindo correr, navegar, voar até viajar ao espaço. Só não nos entendemos muito bem com a Mãe Terra, mas ainda temos chance de consertar isso.

As ideais estão por aí, disponíveis para todos. Individualmente, ou  coletivamente, abra um espaço para elas.  Basta arriscar, novas soluções e formas não só nos processos artísticos/funcionais/elaborativos,  mas na própria vida.

Processos criativos tem algo de parto, e nunca se sabe na hora  o que vai aparecer primeiro, a cauda ou a cabeça do bicho.

Pode ser rápido, imperceptível ou chegar como um caminhão te atropelando.  Ideias surgem assim, instantâneamente, como um sonho caído no chão.
Seja como for, não perca a chance.  Rabisque, grave, desenhe, anote, fotografe.  Não pense.

Ninguém é dono  das ideias. Elas tem vida própria e cabe a nós apenas entender o que querem dizer. Elas tema algo mágico que precisa ser cuidado e guardado.

Seguem três  dicas para exercitar e melhorar o resultado de seus processos criativos e aproveitar melhor o que pode surgir deste mundo das ideias:

1) O valor de fazer.
Tem que exercitar, deixar o processo germinar. Não é questão de  encontrar uma ideia ou outra. O fazer é mais importante do que o resultado, sem se preocupar com o tempo. A observação e a prática criam o melhor espaço para fazer acontecer.

2) Juntando pedaços
As partes nem sempre aparecem em ordem.   Aprenda a separar, achar o tom, a estrutura. Uma coisa puxa outra e tudo acaba se encaixando.  Você vai  acabar descobrindo a forma e o tamanho da coisa.

3) A arte do acabamento
Todas as artes passam por um trabalho longo de molde e aperfeiçoamento. É  a parte mais trabalhosa, cansativa,  onde se faz e refaz , cria-se forma, ritmo, estrutura.  É importante  terminar e perceber quando o trabalho chegou ao fim.

A criação tem  este toque, de gerar de vida e deixar a coisa viver por conta própria. Começar e terminar é a principal arte.

Alguns tem ideias aos montes, outros menos. Mas o  que acontece com elas  é que define o futuro das criações e dos criadores, sejam artistas, cientistas, filósofos ou pessoas comuns.

As obras e as artes apresentam os dois lados da moeda.  Querem dizer algo e  querem ser entendidos de alguma forma.  Todos precisam da emoção e do entendimento das pessoas.

E no final das contas, nada supera a objetividade e a simplicidade.  A natureza  nos ensina isso, todos os dias.

@robertotostes

Referências:
http://the99percent.com/articles/7001/10-Awesome-Videos-On-Idea-Execution-The-Creative-Process
http://designinstruct.com/articles/creativity/the-important-role-of-hard-work-in-talented-people/


Como criar um mini viral no twitter: #Sexyé e #broxanteé

Não sei detalhes de como começou, mas como já seguia @marcelorubens , pipocou ontem na minha tela uma de suas tuitadas com a genial tirada:

#sexyé – e na mesma caixa – #broxanteé. Vejam as variantes que a ideia permite neste curto espaço de 140 caracteres:

Como eu estava conectado, vi que de repente a coisa começou a se propagar. Claro, que o Marcelo Rubens Paiva é um cara conhecido, e tem mais de 35.000 seguidores.

Mas veja como as pessoas entraram no clima e começaram a retuitar suas próprias versões de #sexyé #broxanteé:

Resumindo, a sacada geral para ter criado este miniviral no twitter foi:

- Criar uma idéia legal, provocativa, com humor;

- Instigar as pessoas a retuitarem e participarem com suas próprias colaborações;

- Usar as palavras certas com # para manter a unidade da coisa;

Não tenho o número geral de efeito viral, mas pelo twitter acompanhei #sexyé se espalhando em questão de minutos, segundos.

Não é genial? Coisas simples costumam ter muito mais efeito do que estratégias e criações  super elaboradas. Não tenho número e estatísticas ou dados de TT, mas da para perceber o potencial da coisa.

Se quiserem ver mais pesquisem no twitter a tag #sexyé. Vão descobrir muita coisa e muitas frases legais que as pessoas “anônimas” também criaram.

Enfim, são coisas que acontecem na internet e vivem surpreendendo a gente.  Aproveitem para seguir o cara @marcelorubens que tem boas ideias e ótimo conteúdo.

@robertotostes


A arte de contar histórias na era digital

Segundo muitos antropólogos, a arte de contar histórias sempre fez parte do cotidiano do homem. É uma conexão essencial entre a pessoa que conta e quem ouve. Nossa mente detecta padrões e significados nas formas da natureza, como um rosto, uma flor e até em sons. As histórias servem também para compartilhar informações, memórias, visões do mundo e de grupos de pessoas.

Elas são universais, o modo como as contamos é que muda conforme a tecnologia. Todas as novas mídias  trouxeram alguma contribuição em  termos de variação da narrativa.

A  revolução da imprensa permitiu grandes tiragens dos impressos e  o surgimento de jornais, novelas, romances. Com a invenção do cinema desenvolveu-se uma linguagem cinematográfica. Por causa da televisão, surgiram as histórias mais curtas, “sitcoms”, cuja estrutura básica permanece até hoje ainda nas séries de tevê paga.

Com a produção de mídia em massa e em escala industrial e global, passamos a ter uma grande variedade de opções: revistas, jornais, filmes, músicas, teatro, tevê, quadrinhos.

A Internet é a primeira mídia real que pode agir como todas estas mídias. Ela usa texto, imagens, áudio, vídeo e outros recursos. Não é obrigatoriamente linear ou limitada, graças ao vasto espaço da web e seus hyperlinks. É por natureza uma mídia participativa, instigando os usuários à interatividade, à resposta, ao comentário, à continuidade.

Apesar de ter servido inicialmente para transmitir formatos já conhecidos de mídia, a web já começou a mostrar que é uma linguagem com características próprias.

Com recursos multimídia e milhões de pessoas acessando com conexões rápidas, compartilhamento de arquivos, jogos on line, novas formas de vender e divulgar artistas/produtos e  a força das redes sociais, ela já começa também a afetar a forma tradicional de contar histórias.

Podemos descrevê-la como um tipo de ficção/história em que você agora pode ir muito mais a fundo do que oferece um programa de tevê ou um filme.

Isto pode acontecer com um  livro/ história / game que vira uma série, gera filmes, seriados, produtos, com participação do público / audiência que define/ remodela histórias. Informações, extras, filmes teasers que podem criar  expectativas, divulgar rumores, e criar demanda antes mesmo do “produto final”.

Mesmo com toda tecnologia, as pessoas ainda querem mergulhar nas histórias. Elas querem ser envolvidas em tramas, enredos, desafios, aventuras, entrar nestas realidades e jogar, como se estes mundos fossem parte real delas mesmas.
Como criar histórias com estes novos recursos e manter leitores/espectadores atentos?

Autores/roteiristas/ escritores  em filmes/videogames/livros/publicidade/tecnologia estão  experimentando novos recursos nesta “arte de contar histórias”, adaptando-se à era digital de web e interatividade.
E você, já pensou nisso?

@robertotostes

fonte: Tradução Livre de Artigo na Wired sobre o livro  The Art of Immersion


7 razões para escrever e blogar

Se você já é ou  pretende ser blogueiro(a), é uma decisão pessoal e de momento. Mas a prática de postar e blogar pode fazer muito bem à mente e ao coração. Veja algumas das boas coisas que escrever e blogar podem trazer para você:

1. Aprender a pesquisar e descobrir coisas novas

Pesquisando fontes, lendo, vendo e até ouvindo, qualquer um aprende a achar informação boa, de valor. É uma pratica de mineração em que se quer saber sempre mais. Você acaba descobrindo autores, livros, filmes, gente. É um universo aberto e incansável para explorar.

2. Tornar-se mais solidário e atento

Ao escrever e publicar em blogs você se preocupa em divulgar conteúdo de valor. Os seguidores e leitores aparecem, sem compromisso. É uma troca dinâmica e aberta. Não é um discurso solitário, você se expõe  e ouve comentários, sente a reação de cada post, avalia acertos e erros. Há uma troca e interação real.

3. Desenvolver sua argumentação

Os blogs e  a web em geral tem reforçado a importância da boa comunicação. Conteúdo é fundamental, mas a forma de apresentá-lo, também. Clareza, criatividade e simplicidade são os melhores recursos na hora de comunicar. Com a prática você exercita sua técnica e acerta mais o alvo.


4. Organizar melhor as ideias

Enquanto você pesquisa e checa fontes,  desenvolve seu conceito inicial, complementa e aperfeiçoa. Ninguém inventa tudo sozinho. Boas referências e artigos similares vão dar o rumo para seu texto. E você sempre termina sabendo um pouco mais do que antes.

5.  Descobrir mais  sobre si mesmo(a)

Por buscar, falar e opinar sobre o que lhe interessa ou chama a atenção, você acaba conhecendo melhor a si mesmo, sua personalidade, seus sonhos. Você escolhe e defende idéias, estuda pessoas, acontecimentos. Aos poucos você encontra sua forma de expressão, seu próprio tom e estilo.


6. Achar inspiração com textos

Em dias que você pode se sentir sem idéias, inseguro(a) ou desmotivado(a), pode reler bons posts ou coisas que você já leu, escreveu ou guardou. Muita gente escreve bem  por aí, e bons textos são sempre  uma boa referência e inspiração, mesmo que lidos de novo.

7.  Tornar-se um escritor(a) melhor

A escrita continua valendo muito na web. Mesmo com poucas palavras precisamos nos expressar bem. Praticando, aprendendo e interagindo com seus público/leitores, você se tornará um(a) escritor(a) melhor, na forma e no conteúdo.

Enfim, vale a pena escrever e blogar!

@robertotostes

Tradução livre – do artigo de Arsene Hodali no Problogger


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