Monique Cavalcante

Sou jornalista e trabalho em assessoria de comunicação. Pós graduada em Arte, educação e tecnologias contemporâneas pela Universidade de Brasília, onde sigo pesquisando a fotografia como forma de expansão da consciência crítica e transformação da visão de mundo em contextos de fragilidade social. Nas horas livres, bicicleta, plantas, reciclagem e animais. Você me encontra nos cafés da cidade, lojas de bugiganga e 1,99 ou no twitter; @Nica_Cavalcante, Facebook e Flickr.



Truques e segredos da blogosfera

Bom, pra começar, tenho que dizer que não há truque, nem segredo. Mas você não veio parar aqui a toa. Vamos postar detalhes que, ainda que pareçam irrelevantes, tornam-se pedrinhas do caminho quando não observados.

É preciso ter em mente que, assim como aqui no mundo físico, na blogosfera as pessoas estão em busca de temas relevantes para a vida delas. É um troca, você faz bem pra mim, eu te acompanho.

Procure informações precisas, mantenha seu blog sempre atualizado. Se optar por transformá-lo em um diário on line, deve pensar em dois fatores importantes: Primeiro, você está mesmo disposto a escrever sobre sua vida? Algumas pessoas do seu cotidiano poderão tornar-se leitores fieis do seu blog, o que torna sua intimidade um livro aberto. O segundo ponto é: Se quer seguidores fiéis, procure fazer do seu desabafo uma espécie de momento de descontração para quem estiver lendo. Sua melancolia dificilmente fará sucesso.

O que de fato vai orientar seu trabalho é o seu público: Um blog, se bem estruturado, é capaz de elevar sua imagem profissional, aumentar as vendas de uma empresa, fidelizar clientes. O segredo está na segmentação do público. Existem hoje cerca de 133 milhões de blogs, para cair nesse mercado é necessário investir na sua tribo. Quem vai ler e aprovar o conteúdo é o seu leitor: escreva para ele.

Um post é capaz de fazer estourar a venda de alguns produtos, e tem o mesmo poder destrutível de torná-los esquecidos nos estoques. Inclusive, sabemos que as campanhas eleitorais bem sucedidas souberam fazer uso estratégico da web 2.0.

As empresas e equipes antenadas no potencial das mídias sociais já possuem – ou estão providenciando, equipes especializadas em gerenciar seus blogs. As agências de mídias sociais também dão um help nessas horas, seja pondo a mão na massa ou prestando consultoria para as futuras equipes social media.

Outro fator relevante é caprichar no português, para evitar que seu leitor precise ficar indo e vindo na tentativa de entender o que você disse ou tentou dizer. Os ciberleitores estão em busca de objetividade e clareza.

Interatividade

Invista numa conversa: Canso de navegar por blogs onde o cara escreve um post bacana, estimula a participação do público e não responde seus questionamentos. É importantíssimo participar da discussão iniciada pelo seu texto. Se o leitor tem uma visão positiva ou negativa do seu post, está cumprindo – e bem – o papel dele. É seu dever estimular e esquentar o debate. O leitor vai adorar saber que a participação dele surtiu efeito e vai voltar; ele se sentiu em casa. Os outros leitores vão olhar seu post com outros olhos depois de ver que várias pessoas comentaram e participaram. Portanto, seja um bom anfitrião.

Faça seu conteúdo aparecer

Outro fator importantíssimo é seguir as recomendações dos webmasters. Aqui, encontramos estratégias mais técnicas, como o Search Engine Optimization – SEO, que garante o posicionamento do conteúdo do seu blog no mecanismo de busca. O PageRank, forma pela qual o google procura representar a importância que um site representa nas suas buscas. Também, dicas de usabilidade, que garantem a boa navegação do usuário.

Pop-ups?

Tenha MUITA cautela ao utilizar essa ferramenta. São raras as vezes em que esse mecanismo não atrapalha a leitura do post. Além de surgir na frente do texto, é necessário interromper a linha de raciocínio para fechar a ‘mosca da sopa’. Se resolver utilizar, opte por um pop-up amigável, com a opção de “fechar” bem visível, para que a pessoa não clique num link do site na tentativa de fechá-lo; sempre acontece isso comigo.

Lead X SEO

Se você é jornalista e utiliza seu blog para divulgar notícias, encontre uma maneira de casar a construção do lead com as técnicas do SEO. Afinal, você utiliza a web para divulgar seu conteúdo e precisa dela para divulgá-lo. Essa estratégia fará com que seu blog seja referência nos buscadores, sempre que procurarem temas abordados nas suas editorias.

Agregadores de conteúdo

E por falar em disseminação, é interessante contar com a colaboração dos agregadores de conteúdo. Esses sites fazem uma ponte entre você e seu público-alvo. O usuário chega na sua página, conhece seu conteúdo, compartilha, assina o feed e pronto, está devidamente fidelizado. =)

Estimule o compartilhamento

Como citado acima, o compartilhamento em mídias sociais é essencial. Seu leitor não precisa copiar o link do seu post e entrar em cada conta social para divulgá-lo. Ele simplesmente dedice se vai retwittar, ou se vai compartilhar no Facebook, Orkut, Google Buzz, enviar por e-mail. Facilite a vida de quem está louco para compartilhar seu post.

Feeds

E, para fechar, utilize o Social Bookmarks e Feeds para ajudar na disseminação dos conteúdos. Assim, seus usuários terão acesso aos seus posts, sempre fresquinhos, e não vão precisar ir até seu blog para acessar o conteúdo. O seu blog vai até eles. Uma mão na roda.

Faltou algum truque ou segredo? Poste no comentário! =P

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Netiqueta, pela boa convivência virtual

Para falar de netiqueta, vamos contar com alguns sábios conselhos da Leci Augusto, pesquisadora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.

O primeiro alerta é para a comunicação sem a presença dos olhos nos olhos. Parece simples, mas um bate-papo virtual exige menos de nós, em vários aspectos. O que parece complicado de dizer olhando nos olhos fica fácil de ser dito via computador. Por isso é muito importante que estejamos atentos e digamos às pessoas somente o que diríamos olhando em seus olhos. Hum?

Falar dos outros. Essa mania feia que parece não sair de moda é ainda mais delicada na internet. As vezes, numa rede social, você comenta algo sem citar nomes e quando menos espera a pessoa viu e sacou que era com ela. Fica feio, e a consequência é um trato delicado e quase irreparável.

Assuntos pessoais. Não é recomendável tratar de temas íntimos em grupos na internet. Primeiro pela impessoalidade da ferramenta, é necessário ter um texto muito bom para que consiga expressar com fidelidade o que está sentindo. Deixe para tratar esse assunto numa mesa de bar, ou café, com aquele velho amigo de confiança.

Bom humor ou ironias. Esses também requerem um tratamento todo especial. O bom humor pra não ser mal compreendido e invasivo, a ironia para que seja entendida como ironia. Colaboram nesses momentos os emoticons, eles conseguem substituir bem nossas expressões, né? :)

Curto e Grosso. É um ditado popular, claro. Mas na web é interessante que você seja breve e objetivo. Afinal, alguém parou para ler seu texto – na vida real essa pessoa teria parado para te ouvir: Não é legal parecer um papagaio falador.

Pontuação. Um dos temas mais importantes da netiqueta. A vírgula é capaz de alterar completamente a semântica do contexto:

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de rastos à sua procura. (o valor que a mulher tem)

Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de rastos à sua procura. (o valor que o homem tem)

Navegando pelas mídias e redes sociais, as vezes me pego lendo e relendo determinados trechos. Sempre na tentativa de entender o que a pessoa estava tentando dizer.

“Nunca use dez palavras para expressar o que pode ser dito em cinco”. Quanto maior o texto, menos pessoas vão parar para ler. Seja objetivo!

Terceiros. Sempre que citar pessoas, apresente-as ao leitor: Quem são, o que fazem.

Citações. É lei: Se você copiou e colou um trecho do texto de alguém, ele deve vir entre aspas e você deve citar quem escreveu, aonde escreveu e quando. Se você escreveu seu texto utilizando ideias de outro autor, faça como fiz lá no alto, avise o leitor.

Letras Maiúsculas. Elas sinalizam que ou você está gritando ou falando em voz alta. Autoritarismo não tem vez na web, né? Tenha muito cuidado ao utilizar esse recurso, principalmente nos bate-papos ;-)

Intruso. Utilizar recursos para enviar mensagens para pessoas que não fazem parte dos seus contatos, seja no e-mail ou nas mídias e redes sociais pode ser um tiro saído pela culatra. Eu, por exemplo, sempre recebo no Facebook a mensagem de um rapaz – que não está na minha rede de amigos, divulgando um show que não tem nada a ver comigo. Acho um abuso, nunca abri para ler.

Funcionário. Essa eu aprendi na prática. Se você trabalha em algum lugar, é importante que se lembre que mesmo na rua, festa ou final de semana, você permanece sendo uma extensão daquele ambiente. Evite fazer comentários que possam causar injúria no seu ambiente de trabalho. Você não é obrigado a pensar como a empresa, mas também não precisa gritar o que pensa aos quatro cantos do mundo. Não compensa, acredite.

Respeite as regras e procedimentos de cada sistema.
Lembre-se de que o fato de “poder” fazer determinada ação, não significa que você “deve” fazê-la. Leci Augusto

Apoio. Sempre que gostar de algum trabalho ou texto na web, diga ao autor o que sentiu; comente, participe. Você poderá servir de combustível para a continuidade desse belo trabalho. É bom receber feedbacks.

Feedbacks. Pegue leve, utilize o caminho do meio. Sempre que for dizer o que pensa de algum trabalho ou profissional, seja franco e comedido. As palavras têm o dom de construir e destruir.

Então, para finalizar o bate papo de hoje, fiquemos com os Dez Mandamentos da Ética na Internet:

* Não use o computador para prejudicar as pessoas.

* Não interfira no trabalho de outras pessoas.

* Não se intrometa nos arquivos alheios.

* Não use o computador para roubar.

* Não use o computador para obter falsos testemunhos.

* Não use nem copie softwares pelos quais você não pagou.

* Não use os recursos de computadores alheios sem pedir permissão.

* Não se aproprie de idéias que não são suas.

* Pense nas conseqüências sociais causadas pelo que você escreve.

* Use o computador de modo que demonstre consideração e respeito.


O Futuro do Marketing Interativo

(Re)Encontrar caminhos adequados para o desenvolvimento é uma constante prática das empresas antenadas no mercado. E para acompanhar todas as tendências mercadológicas, é interessante investir em ações de markerting; boa maneira de agregar a imagem da empresa à satisfação do usuário.

De acordo com a HSM management, 2005, esses são os principais desafios das empresas que estão em busca de acompanhar o crescimento e conseqüente fragmentação do mercado:

-Na era do marketing de massa, a fonte primária de valor para a maioria das empresas eram seus produtos ou suas marcas: Hoje, a fonte de valor começa a transferir-se para a interface com o consumidor.

-O foco de marketing, antes concentrado no desenvolvimento de marca com base na publicidade, moveu-se para as operações capazes de trazer retornos de curto prazo, financeiramente mensuráveis.

-Os esforços de vendas das empresas que eram caracterizados pela política do tamanho único transformaram-se para atender às demandas dos consumidores por soluções diferenciadas e serviços com valor agregado. Os profissionais de marketing foram obrigados a evoluir de um mundo em que o consumidor tinha de engolir o que o fabricante lhe impunha para outro bem diferente em que o cliente não só customiza o produto, como impõe o prazo que bem entende.

A partir desse estudo, fica claro que a interface com o consumidor é a peça chave das produções contemporâneas, o que demanda uma nova tendência de mercado: a interatividade.

Eu, enquanto consumidora, vejo como ultrapassadas as empresas que não têm um web site bem arquitetado e amigável. Ainda, as que não investem em canais de comunicação com o público alvo, seja em centrais de atendimento ou mídias sociais. Quero ser ouvida.

Então, para que uma empresa encontre vantagem diferenciada no mercado, é preciso que ela entre no mercado.

Esse gráfico ilustra as formas de interatividade das empresas praticantes do marketing atual: Tendências do futuro do marketing

Esse gráfico foi retirado do livro Marketing Interativo

A leitura dessa gravura indica que a empresa deve praticar formas diversificadas de marketing. Levando em consideração que as formas tradicionais, ainda predominantes, não devem deixar de existir. O que se pretende é valorizar as novas possibilidades de interatividade – os novos espaços, as novas mídias, novas ferramentas, novas atividades.

Aqui estão algumas ferramentas capazes de diversificar os canais de interatividade e estimular a prática do novo marketing:

- Consumidor digital; compreender o comportamento do consumidor no ambiente digital. Esses, com o surgimento das redes sociais, aprenderam a exercer cada vez mais poder sobre as empresas.

- Redes sociais; grupo de pessoas, ou organizações, conectados por um conjunto de relações sociais – trabalho, amizade, áreas de interesse. Essas devem ser usadas de acordo com o perfil dos usuários, buscando-se identificar maneiras de serem utilizadas do ponto de vista mercadológico.

- Redes de relacionamento; proporciona troca de conhecimento e boas condições para atendimento e interação. Essa ferramenta possui inúmeras vantagens e pode tornar-se fator estratégico para crescimento e consolidação da marca.

- Blogs; possibilita a discussão de assuntos recentes, coleção de links, prestação de serviço e disseminação de conteúdo. A empresa tem a possibilidade de identificar oportunidades na blogosfera e tirar proveito desse ambiente.

- Microblogs; mistura de blogs com redes sociais e comunicadores instantâneos. A grande vantagem está na possibilidade de interação entre as citações e comentários, participação e colaboração dos usuários on line. O Twitter, por exemplo, está se tornando uma ferramenta fundamental para ações de comunicação de empresas e excelente fonte de informação, opinião dos clientes – cada vez mais engajados nos serviços.

E-branding; marcas on line, marca virtual, e-marcas pontocom, cyberbrand ou e-brand. Possibilitam interatividade e envolvimento do consumidor.

Second Life; ambiente virtual e tridimensional de simulação da vida social e real. Mesmo sendo uma ferramenta mais voltada para o entretenimento.

As informações desse post foram retiradas do livro Marketing Interativo: A utilização de ferramentas e mídias digitais – 2010.



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Quem vai pagar a conta?

Se o custo da produção digital gira em torno de zero, qual é a base de cálculo ideal para determinar preço de produtos e serviços? Alguns especialistas te aconselhariam a não utilizar nenhum e te convenceriam a doar, simplesmente.

Estamos vivendo um período em que a disseminação de conteúdo e a produção coletiva são os carros chefes de empresas e equipes.  É o caso do google, que começou como um buscador revolucionário e hoje oferece inúmeros serviços eficazes e gratuitos; basta que se abra uma conta google.

Cris Anderson, escritor e jornalista inglês,  em seu livro ”Free”, mostra que o futuro dos negócios na web gira em torno da oferta gratuita; a cultura do grátis. Ele aposta no comportamento anárquico dos internautas, onde são os próprios indivíduos que ditam comportamento e consumo de determinados produtos.

Gratuito não é diferente de lucro

Anderson lembra que mesmo com ofertas gratuitas é possível obter lucro. Não é a toa que o Google cresceu tanto nos últimos anos e está entre as melhores empresas de se trabalhar.  No caso dessa empresa, o lucro é obtido a partir de anúncios e publicidade.

Em entrevista ao jornal O Globo,  ele cita a Banda Calypso como um bom exemplo de junção do grátis X lucro.  A banda permite que camelôs vendam seus CDs e DVDs a preço de custo, praticamente zero. A iniciativa, segundo ele,  ajuda a popularizar o nome da banda. O lucro vem dos shows,  da venda de ingressos.

Experiência não tem preço – vale ouro!

Saindo um pouco dos produtos e serviços, lembremos dos colegas blogueiros sempre dispostos a dividir experiências do cotidiano. Eu, que tenho fascínio por fotografia, passei a tarde me deliciando com os post da Claudia Regina [@claudiaregina], que no seu blog Dicas de Fotografia divide absolutamente tudo – ou quase – o que vive na profissão de fotógrafa. Desde dicas de iluminação, comportamento, até maneiras de calcular seus trabalhos. Conhecimentos valiosíssimos para quem está começando, tateando, ou simples amadores de plantão.

Nessa linha, aposto nos tutoriais. Poxa vida, tem coisa mais bacana que ter um site especializado e pronto para atender suas dúvidas? Mais, pronto para te ensinar o passo a passo daquele resultado que você tanto espera? Santos tutoriais! No Design Tuts, por exemplo, além dos tutoriais fresquinhos, o site ainda abre o canal para que você peça para que eles ensinem o que precisa. É mole?

Parte boa é que todo mundo se ajuda e ninguém fica no anonimato. Os profissionais aparecem, divulgam seus trabalhos e ainda te dão aquele empurrãozinho rumo ao sucesso.

E por falar em sucesso, 2011 te espera de braços abertos!
Até a próxima! =)

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Aceita-se visitas mobile?

Esse final de semana entrei numa sorveteria de iogurte muito linda aqui da Capital e ao lado do caixa tinha um chamado assim: Seja nosso franqueado! Acesse nosso site.

Sim, eu fiquei interessada em acessar o site, afinal, o convite era sedutor e a franquia é muito linda, limpa e agradável. Peguei meu telefone, abri o navegador e fui ao encontro do site. Nada feito.

A página demorou um tempinho para abrir, e quando abriu ficou congelada, toda branca. Sabe por quê? O site da franquia, tão bacana quanto a loja, foi construído em flash, o que inviabiliza o acesso via iPhone. Nesta semana, quem tentou acessar a promoção da Coca-Cola teve o mesmo problema e ficou na curiosidade.

Veja que em 2010, a venda de Iphones cresceram 80% no Brasil, o que representa uma quantidade razoável de usuários mobile on line:

Geralmente tenho problemas ao acessar sites quando estou utilizando a internet do celular. Pergunto: Quantas pessoas têm o mesmo problema? Quantas deixam de acessar e divulgar conteúdos por esse mesmo motivo? Quantos sites deixaram de fazer parte do favoritos de alguém por conta desse detalhe?

Penso no projeto inicial de construção de um site; aquela hora em que são levantadas todas as hipóteses de acessibilidade e usabilidade, na tentativa de construir uma página amigável e atraente. Se seu site não está preparado para receber visitas de usuários mobiles – a que mais cresce atualmente – esse trabalho todo vai para o ralo quando o visitante se depara com uma página em branco, inacessível.

Estava dando uma lida no post da Ana Paula Gilsogamo, no Mobilepedia, onde ela apresenta uma pesquisa da Morgan Stanley que demonstra o crescimento do acesso à internet via tefefone celular. Note que a internet móvel já cresceu mais do que a de desktop:

De acordo com a pesquisa, isso ocorre devido a popularização dos smartphones, e-readers e tablets, e, o crescimento das redes 3G e 4G. A conclusão do estudo é que nos próximos 5 anos o acesso via internet móvel vai predominar.

Como tornar seu site acessível aos usuários mobiles?

Pedro Bachiega nos dá boas dicas de como arquitetar a informação do seu espaço virtual. Ele aponta para a necessidade de identificar o modelo de celulares que mais colaboram com acessos mobiles, daí seguir para a construção, atendendo as restrições desses aparelhos. É claro que você não vai conseguir agradar a gregos e troianos; mas ainda assim, é possível tornar seu site bem mais acessível.

De acordo com Pedro Bachiega, é possível tornar seu site mais amigável seguido essas recomendações:

# Descobrindo as características do celular que está visitando seu site, você pode simplesmente apresentar seu site com uma coluna de conteúdo e sem imagens para celulares com telas pequenas ou posicionar melhor os elementos para telas maiores.

# Muitos celulares usam navegadores nativos, mas os mais modernos usam versões mais sofisticadas de mini-browsers do Opera, Safari e Internet Explorer. Geralmente esses mini-browsers têm sua própria renderização do conteúdo para adequar ao tamanho da tela, mas isso muitas vezes é apenas um zoom out ou uma minituarização do site. Pode também ser preciso descobrir esses casos para fornecer versões diferenciadas.

# Celulares geralmente tem problemas com cores e até imagens em background, assim como restrições totais ou parciais de tipos de conteúdo e Javascript, então sempre é recomendado aplicar estilos simples tomando cuidado com tonalidades de cores e usar o mínimo de Javasript ou mesmo descartá-lo.

Outro fator importante é criar no seu site um mecanismo de reconhecimento de acesso via telefone celular com redirecionamento automático para a versão seu site mobile. Essa iniciativa já garantiu recorde de acesso no Lance Net.

Bachiega também recomenda que estejam disponíveis opções para a troca da visualização “mobile” para a versão “full” ou “desktop” (ou vice-versa) nas páginas, para o caso do usuário ter um celular com melhores características que possibilitem uma boa navegação e visualização do site normal, como o iPhone, por exemplo.

É simples? Não. Mas é necessário. É bom lembrar que o site mobile dificilmente vai ter o mesmo nível de acessibilidade e usabilidade dos computadores. Mas é possível [e importante] disponibilizar seu conteúdo tanto para usuários sentadinhos em desktops, quanto para os que estão na fila de banco, tomando sorvete, café, ou até mesmo na praia, pegando um solzinho.

Abra-se, vai!
Nós, usuários mobiles, merecemos =)


E os blogs? Vão bem, obrigada.

Os blogs vão bem

Hoje vamos aproveitar a chegada do mês de dezembro para falar sobre a evolução dos blogs no decorrer do ano de 2010.

De acordo com pesquisa de mercado da Technorati, o cenário deste ano é bem positivo para os blogs. Bloga-se mais que no último ano, mas a atualização de conteúdo acontece com menor freqüência. Afinal, são poucos os que vivem para bloguear; as atividades paralelas têm tomado muito tempo de quem produz conteúdo.

Outra boa nova é que os blogs continuam sendo um valioso meio para promover negócios, é o que afirma 62% desses blogueiros autônomos. E essa autonomia parece ganhar força: A pesquisa revela que apenas 3% dos blogueiros o fazem em associação com meio de comunicação para o qual trabalham.

As rodas de amigos são sadias para o ramo, é nelas que surgem as grandes influências para os temas abordados. Boa maneira para estimular a criatividade, hum? Além delas, os temas tratados nos blogs vizinhos também têm grande relevância na escolha das pautas; nesse caso, os mais influenciados são os blogs de empresas.

E, por onde andam esses blogueiros?

A Technorati concluiu que essa turma passa grande parte do tempo interagindo em atividades on-line e lendo sites sobre mídias sociais. E passam mais tempo nesses sites de mídias sociais que lendo outros blogs. Observe que a interação é o carro chefe.

Um dado curioso revelado pela pesquisa é que no compartilhamento de postagens, nossos blogueiros priorizam seus seguidores das mídias sociais. Ou seja, acredita-se que o público fiel está conectado contigo além das fronteiras do blog. Aqui, as mídias socias são vistas como ferramenta eficaz de marketing. Legal é que essa tendência é recíproca, o público fiel também tende a comentar seus textos nas mídias sociais. Se você é blogueiro e notou que a quantidade de comentários do seu blog andou reduzindo, não se preocupe =)

Consumidores na blogosfera

A blogosfera não substituiu a mídia tradicional. Mas, em pouco tempo, tornou-se mais firmemente estabelecida como fonte de informação e confiança para o consumidor. A Technorati concluiu que esse nível de confiança tem diminuído nos meios de comunicação tradicionais. Por exemplo, no quesito recomendação de produtos e compras, o consumidor prefere ouvir o conselho dos blogs e blogueiros que costuma acompanhar.

Portas abertas

O mar está para peixe. Se você é criativo e tem conteúdos quentinhos na ponta da língua, a hora é agora. O consumidor está de portas abertas para saber o que você tem a dizer, e divulgar seu conteúdo pelo simples fato de ter gostado.

Como vimos acima, mesmo não postando todos os dias é possível manter a fidelidade e confiança do cliente. Talvez essa seja uma boa resposta para a velocidade de informação adotada pela grande mídia, atualizada segundo a segundo. Quantidade ou qualidade? Você é quem decide.


seunome@facebook.com, já pensou?

O Facebook lançou seu mais novo serviço, Correio eletrônico concebido com base no chat.

O serviço, que demorou cerca de um ano para ser desenvolvido, trás novidades que prometem facilitar a vida do usuário: O grau de prioridade das mensagens na caixa de entrada levarão em conta o nível de interação com os remetentes, ou seja, aqueles contatos fazem parte do seu dia a dia. Outra boa novidade é que com esse serviço os spams estão com os dias contados – ele promete filtrar os e-mails não solicitados. “Se alguém quiser enviar-me um e-mail e eu quiser recebê-lo no Facebook, isso vai funcionar”, garantiu Andrew Bosworth, engenheiro do projeto.

As mensagens recebidas seguirão a mesma lógica da caixa de entrada do Facebook. Aparecerão sempre linkadas às conversas anteriores, possibilitando ao usuário uma visão geral dos temas discutidos via e-mail, como num bate-papo.

Os e-mails serão divididos em pastas, para que não se misturem os remetentes dos amigos com os chegados de empresas e serviços da web, bacana né?

Também será possível integrar serviços como SMS e mensagens do Facebook. Se você – ao ler essa mega novidade, logo se lembrou do Gmail, esse gráfico vai mostrar a realidade dos fatos:

O Gmail é [quem diria] o terceiro e-mail mais utilizado nos Estados Unidos, com apenas 15% do total de usuários, perdendo espaço para o Yahoo, que lidera com 44% e Hotmail, com 30%.

Aqui, outro gráfico que tem tudo a ver com a novidade anunciada.

Vejam que a utilização do serviço de e-mail caiu nos últimos meses. Você acha que redes sociais tem absolutamente tudo a ver com isso? Eu diria que sim.

Agora, imagine você: a rede social que mais cresce – Facebook, com serviço de e-mail feito com todo carinho para agilizar seu dia a dia?

Segredinho: Andei lendo por ai que esse projeto chama-se Titan e, internamente, foi apelidado de “assassino do Gmail”.

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Auto-censura e preconceito nas mídias sociais

Xenofobia, homofobia e preconceito racial.  Três expressões de conceito parecido que conotam e estimulam o apartheid.

Quando montamos nosso espaço nas redes sociais estamos, no mínimo, em busca de visibilidade. Ali, organizamos nossa salinha, as cores do espaço, sempre com frases bem boladas capazes de representar nosso perfil na web – ainda que sejam fakes.

Como na vida real, na rede social temos uma vitrine a zelar. Cuidamos com todo carinho para que nossa reputação mantenha-se lustrada, afinal, ninguém gosta de ser criticado, ou pelo menos a maioria.

O fato é que  montar o parlatório na web e ter uma legião de ouvintes é  infinitamente mais simples que na vida real. Primeiro por que ninguém precisa estar disposto a saber o que você pensa. Você escreve, a pessoa lê e curte , retweeta, encaminha sempre que gosta. O que facilita, e muito, a liberdade de expressão.

Mas, como em tudo na vida, há que se respeitar os limites; os seus próprios, afinal, quem fala o que quer escuta o que não quer [tem coisa pior que escutar o que não quer?]. E os limites dos que o escutam o que você tem a dizer.

É ai que entra o limite, também, da liberdade de expressão.  Respeito, zelo, consciência e Leis existem e devem ser constantemente observados.  Dai o valor da auto-censura: Capacidade de avaliar, julgar e podar os próprios atos.

Recentemente, chegou às nossas caixas de correio e redes sociais longos textos manifestando apreço aos  nordestinos. Eram, na verdade, a reação popular aos comentários preconceituosos que a jovem Mayara Petruso postou no Twitter e Facebook. Nos posts, ela responsabilizava nordestinos pela vitória da primeira presidente do Brasil, Dilma Rousseff. A infeliz manifestação ganhou apoio de poucos xenofóbicos e trouxe inúmeras consequências negativas à jovem.

Esse é um bom exemplo de alguém que não zelou da própria vitrine, disse o que pensava sem calcular as consequências e demonstrou falta de conhecimento das leis brasileiras – mesmo sendo estudante do curso de Direito.

O preconceito não cabe no conceito de sociedade. Para viver de forma tranquila em qualquer comunidade, real ou virtual, é necessário obedecer regras. Mais importante ainda, respeitar as diferenças, opções e liberdade de expressão de cada pessoa.  Se seus manifestos estão nas redes sociais, é ainda mais relevante ter zelo com o que pretende dizer; cada salinha virtual tem milhares de paredes e janelas com olhos e ouvidos – Prudência!

Então, para finalizar,  aqui vai um dos objetivos fundamentais da nossa Carta Magna, que tem a igualdade como um dos nossos princípios =)

Art. 3º – Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Até a próxima, pessoal!

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Unfollows trocados

Tenha calma, foi apenas um unfollow!

Tenha calma, foi apenas um unfollow!

Quem já ouviu um ditado do Gandhi que diz assim: Olho por olho e o mundo acabará cego. [?] Pois é com ele que vamos iniciar nosso bate-papo de hoje.

O que te faz seguir uma pessoa no Twitter? Antes que me responda, arrisco a seguinte resposta: ter a Time Line recheada de tweets interessantes, certo?

É bem comum que você também opte por seguir seus amigo, não é mesmo? Então, vamos para a parte prática: Sabe aquele amigo chato que você adora? Ele é chato pra caramba, dá um fora atrás do outro, mas é um cara indiscutivelmente inteligente e culto.

Digamos que você seja um cara mais bem articulado, que vive rodeado de amigos, todos te adoram, mas você não é tão inteligente e culto como o amigo chato.Ambos têm conta no Twitter. Você utiliza o seu da maneira que acha melhor: Nos seus 140 caracteres, avisa à turma da web que está indo tomar um banho, lanchando, saindo para namorar, estudar.

O amigo chato, utiliza o Twitter dele para disseminar conhecimentos. O cara é bem chato pessoalmente, mas super popular no Twitter. Entende tudo de música, literatura, política, poesia, tem boas sacadas, coisa e tal.Você o segue por dois motivos, um por que o cara é seu amigo, mas principalmente por que ele twitta temas relevantes que colaboram, e muito, com seus conhecimentos e cultura. Ele também te segue, mas por que são amigos, somente. Você, efetivamente, não é o perfil que seu amigo costuma seguir no twitter.

Toda essa historinha que ainda não chegou ao fim, foi para contextualizar os dois lados de uma relação que no Twitter, e somente no Twitter, não é recíproca. Os tweets do seu amigo têm algo a colaborar contigo, mas o amigo não pensa o mesmo a seu respeito.

Na semana passada um rapaz que sigo twittou assim: Retribuindo o unfollow da @fulana. Imediatamente me perguntei: Poxa, será mesmo necessário? Eu te sigo se tu me segues? Logo, seus tweets são relevantes para mim se os meus forem pra você. Se os meus tweets não interessam a você, os seus não interessam a mim. Será essa a proposta do Twitter, onde não é preciso ser seguidor para ser seguido?

O que me fez refletir esse tema foi esse modelo de reciprocidade adotado pelos queridos passarinhos. Ninguém é igual a ninguém, você pode ser importante para mim mesmo sem saber que eu existo, foi assim que nasceram os fãs.

Viva a diversidade, mas vou contar um segredo a vocês: em um ano de conta, nunca verifiquei quem são meus seguidores. No máximo, quando rola uma interação bacana e vejo que a pessoa me segue, a adiciono, mas não por protocolo de amizade. Se você está achando que não estou falando a verdade, vou logo explicar o motivo: Se eu souber que sou seguida por um amigo, ou colega do trabalho que acho inteligentíssimo e tenho o maio respeito, e, da noite para o dia ele me dá um unfollow é certo que esse tema vai se transmutar em pulga e se alojar, rapidamente, atrás da minha orelha. Vou lembrar disso toda vez que cruzar com essa pessoa. Afinal, quem não gosta de ser interessante para os outros?

Nessa mesma linha, deixar de ser seguido por alguém que você admira no twitter dói e fere a vaidade. Somos todos descendentes de Narciso, não tenham dúvidas.

Voltemos, então, à conclusão da historinha lá de cima. Se num dia de faxina, seu amigo acorda inspirado e resolve abrir mão de tudo o que não contribui com ele, limpa as gavetas, a casa, e resolve fazer o mesmo no twitter; dar uma geral da Time Line e nessa você entra pelo ralo, não se irrite, foi apenas um unfollow. Seu amigo ainda gosta de você, só não acha que seus 140 caracteres têm algo a contribuir com o dia a dia dele. Justo? Sim.

Se tomado pelo sentimento de injustiça você, imediatamente, retribui o unfollow do amigo chato e inteligente, eu tenho uma pergunta a fazer: Alguém saiu perdendo nessa história; abriu mão de tweets relevantes que muito colaboravam com a vida. Valeu a pena? =)

Melhor era não saber que ele te deu unfollow. A não ser que seja uma empresa e que isso faça parte da avaliação de resultados. Não se zangue. É melhor não saber, para não ter de sofrer, hum?

“Olho por olho e o mundo acabará cego”, foi Gandhi quem falou.


12 maneiras de integrar Twitter, e-mail, Facebook

Este post é uma continuação da série sobre Twitter, E-mail e Facebook

“Uso e-mail para negócios e comunicação pessoal. Facebook para compartilhar diversão. Twitter é uma boa maneira de manter-me conectado com o que está acontecendo no mundo” – Citação tirada da pesquisa Exact Target

1. Divulgar no e-mail e Twitter os jogos, aplicativos e competições desenvolvidos para o Facebook.

2. Divulgar vencedores das competições do Facebook em seu boletim de e-mail – Newsletter.

3. Twittar conteúdos exclusivos enviados via e-mail apenas para ASSINANTES.

4. Promover ofertas exclusivas no Facebook e no Twitter, e torná-la disponível apenas para os assinantes de e-mail.

5. Postar na web o conteúdo dos seus melhores e-mails e divulgar o link da publicação no Facebook e no Twitter.

6. Incluir os botões Curtir e Seguir no e-mail de boletins e promoções.

7. Incluir links para o seu Twitter e Facebook, em e-mails newsletters.

8. Recolher endereços de email dos consumidores que visitam seu site por meio do Facebook e Twitter.

9. Criar um segmento de e-mail contendo seguidores do Twitter e fornecer a eles “informação privilegiada” via e-mail.

10. Enviar por e-mail questões postadas no Twitter e Facebook e respondê-las

11. Estimular os assinantes de e-mail a postarem perguntas no Facebook e / ou Twitter.

12. Incluir vídeos na sua página do Facebook e divulgar o link em seus e-mails e no Twitter.

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