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Como desenvolver uma página no Facebook

Começando com um pouco de teoria

O Facebook é, sem dúvida, a maior rede social do mundo. Sua ascensão é exponencial e muito à frente de seus concorrentes, com centenas de milhões de usuários em sua base. E seu grande trunfo foi desenvolver uma plataforma fácil e abrangente para que desenvolvedores pudessem utilizar as vantagens da socialização a seu favor.

Logo, é possível desenvolver um website completo dentro do Facebook, com menus, animações, hiperlinks, e mais ainda, com interações diretas com perfis, preferências do usuário, seus amigos, etc.

Antes de tudo é necessário entendermos a diferença entre ter um PERFIL e uma PÁGINA no Facebook. Ao contrário do nosso amigo Orkut que apenas permite a criação de perfis, independentemente de ser uma empresa ou uma pessoa, o Facebook saiu na frente por saber diferenciar estes dois tipos de perfis.

Um PERFIL refere-se a um indivíduo, uma pessoa que possui gostos, preferências, amigos, trabalhou em lugares, etc. Para ser amigo de um perfil, é necessário solicitar uma amizade e esperar que o mesmo lhe aceite.

Já uma PÁGINA refere-se a um ambiente público (qualquer pessoa pode visualizar sua página na internet, independente de estar logado no Facebook) onde é possível criar “abas” personalizadas, construindo um menu com páginas informativas através de “aplicações”, as Facebook APPs.

Com muita frequência vemos muitas empresas ainda com o costume do Orkut, possuírem apenas perfis no Facebook. Isso traz muitas desvantagens, tais como:

  • É necessário autorizar as pessoas que solicitam amizade com seu perfil empresarial;
  • Não é possível construir um menu personalizado, nem inserir APPs no seu perfil;
  • As informações do seu perfil terão características de uma pessoa, ou seja, imagine um perfil de empresa onde você tenha que preencher informações como: sobre mim, lugares onde trabalhei, estudei, gostos musicais, família, etc.
  • Não é possível aproveitar os recursos de anúncios que o Facebook oferece muito menos acesso aos relatórios de visitas detalhados (e gratuitos);
    Perfis possuem um número limite de amigos;
  • Algum dia o Facebook pode remover seu perfil empresarial sem aviso prévio.

Mas a boa notícia para quem já começou por este caminho do perfil é que, há pouco tempo, o Facebook liberou uma fantástica ferramenta que simplesmente transfere todos os amigos de um perfil automaticamente para “curtidores” de uma página.

Saiba mais em: https://www.facebook.com/pages/create.php?migrate

Um pouco mais de teoria (é importante)

Há alguns meses atrás, o Facebook disponibilizava como ferramenta de construção de “abas” uma linguagem própria chamada FBML (Facebook Markup Language). Mas era possível também desenvolver um APP (http://www.facebook.com/apps/directory.php) utilizando páginas hospedadas em seu próprio servidor, sendo apenas “puxadas” para dentro de um IFRAME.

Só que o FBML, por ser uma linguagem própria do Facebook, também possuía diversas limitações e regras, como por exemplo, a impossibilidade de você usar jQuery, fora uma leve curva de aprendizado. Então recentemente a linguagem foi extinta e agora só é possível desenvolver páginas personalizadas utilizando os Facebook APPs.

Então basicamente para construirmos nosso site no Facebook precisaremos:

  • Ter pelo menos 25 pessoas curtindo sua página (com esse número mínimo podemos atribuir uma URL personalizada. Ex.: www.facebook.com/minhapagina);
  • Construir páginas HTML já fatiadas e hospedadas em um servidor próprio que serão “puxadas” através da URL absoluta;
  • Estratégia e criatividade (não basta apenas dizer que tem uma página no Facebook pra fazer pinta de bacana, faça com estratégia).

Agora sim! Mãos à obra!

A parte mais trabalhosa de todo o processo de construção sem dúvida é produzir cada página que será a “aba” do seu menu. O restante será apenas configurar cada uma delas como um APP e em seguida atrelar à página desejada (uma mesma APP pode ser atrelada a diversas páginas ao mesmo tempo desde que você seja o administrador delas).

O primeiro passo é montar o layout de cada página respeitando as medidas e limites de onde elas serão inseridas no Facebook, conforme modelo abaixo:

Basicamente o layout do Facebook disponibiliza uma área com largura limitada (a altura é livre) com um IFRAME que irá exibir dentro de si cada página do menu.

Recomendo que ao criar suas páginas em seu próprio servidor, separe cada uma em uma pasta com seu respectivo nome. Ex.: /home, /contato. Mais na frente veremos por quê. Não tenha restrições, pode usar jQuery, linguagem de programação, Flash, o que bem entender. Tudo o que rodar dentro de um IFRAME funcionará sem problemas.

Criando um APP

Monte um HTML com o CSS, tudo prontinho no seu servidor já publicado on-line. Agora vamos à nossa área de desenvolvedor (http://facebook.com/developers) para criar um novo APP:

Clique no botão “+ Set Up New App”:

Dê um nome para seu APP (página) e leia os termos do Facebook antes de continuar:

Depois de validar o captcha, iniciaremos a configurar nossa APP.

Nesta primeira orelha de configurações você preenche as informações gerais de sua APP como descrição, idioma, e-mails de contato, etc. Você também pode usar um ícone personalizado no formato 16×16 pixels, em GIF ou PNG. Se não quiser preencher tudo, podemos seguir para a próxima orelha.

Nesta segunda orelha de configurações saberemos qual nosso “Application ID” (guarde este número, pois usaremos mais à frente). No campo “Site URL” coloque a URL principal do seu site. ex.: http://www.meusite.com.br. Caso use subdomínios, preencha o campo “Site Domain”:

Agora é a etapa mais importante, vamos configurar a integração da sua APP com a página do Facebook. Em “Canvas Page”, você definirá um nome único para sua URL de APP que também poderá será acessada diretamente, sem precisar da página do Facebook. Ex.: http://apps.facebook.com/minha_pagina

Em “Canvas URL” você deverá preencher com a URL completa da página hospedada em seu servidor. Lembra que recomendei colocar cada página em uma pasta? O motivo é que a URL não poderá citar um nome de arquivo como por exemplo: http://meusite.com.br/home.php, mas sim uma pasta. Para evitar que o Facebook exiba um alerta sobre mudança de protocolo seguro, coloque também a URL segura da página de seu servidor. Ex.: https://
meusiteseguro.com.br/home.php

Em “Tamanho do IFrame” é importante definir a opção “Auto-resize” para que o IFRAME da página não tenha uma barra de rolagem. Mais à frente veremos a solução deste problema.

Mais abaixo, em “Page Tabs”, você definirá o nome da “aba” que ficará no menu e repetir as URLs do seu servidor inseridas no passo anterior em “Link da guia” e “Secure Tab URL”:

As demais orelhas de configuração são opcionais e mais avançadas, logo clicaremos em “Salvar Alterações” e seguiremos para o último passo que será atrelar a APP a uma página que você seja administrador. Clique em “Application Profile Page”:

Estamos na página independente da APP. É aqui que faremos o processo final de atrelar a APP à página no Facebook. Clique em “Adicionar à minha página”. Serão listadas as páginas que você administra. Basta clicar no botão de cada página que você queira inserir a APP como aba e pronto!

O procedimento é burocrático, mas necessário, e você deverá repetir todo o processo para cada nova aba de seu menu. Qualquer alteração feita nas páginas, no seu próprio servidor será refletido automaticamente na página do Facebook.

Houston, we have a problem!

O Facebook por padrão estipula uma altura fixa para o IFRAME que “puxará” suas páginas. Logo, você vai perceber que uma barra de rolagem será gerada devido ao excedente de altura. Por sorte ele também oferece a solução com uma função própria em Javascript que ajusta automaticamente a altura do IFRAME conforme a altura do conteúdo da sua “aba”. Insira o código abaixo logo após o <body> de cada página:

<div id="fb-root"></div>
<script type="text/javascript">
        window.fbAsyncInit = function() {
            FB.init({
                appId  : ID_DA_SUA_APLICAÇÃO (Application ID),
                status : true,
                cookie : true,
                xfbml  : true
            });
            FB.Canvas.setAutoResize(); //set size according to iframe content size
        };
        (function() {
            var e = document.createElement('script');
            e.src = document.location.protocol + '//connect.facebook.net/en_US/all.js';
            e.async = true;
            document.getElementById('fb-root').appendChild(e);
        }());
    </script>

Não se esqueça de inserir seu “Application ID” que você anotou anteriormente no parâmetro appId.

Por enquanto é isso. No próximo artigo veremos como utilizar informações do perfil do usuário que visita sua página para torná-la mais atraente, sociável e permitir uma navegação totalmente personalizada e estratégica.

Até lá!

Texto originalmente publicado no Imasters no dia 26/05/2011, por Arthur Paredes, Sócio Diretor da Plus! Agência Digital


A música do futuro

Há quanto tempo você não ouve alguém dizer que vai comprar um cd?E há quanto alguém te disse que ia baixar ou baixou uma música? Se pra quem nasceu nos anos 80 ver um disco era a coisa mais normal, num futuro bem próximo as crianças vão achar engraçado alguém ter pago caro por um cd que vinha com um livreto. Dizem que o disco (LP) tem qualidade superior ao mp3, mas aos olhos (e ouvidos) adolescentes isso parece nostalgia pura.

A tecnologia anda na velocidade da luz e isso reflete diretamente no nosso comportamento e decisões. Estamos na época da cultura em pastilhas. Um cantor vai lançando singles  pra não sumir da mídia e testando quais funcionariam num disco,assim como faziam os artistas na década de 30 ao lançar vários compactos,com uma ou duas músicas, e só depois reunir os maiores sucessos e lançar um disco. Mas ao contrário daquela época em que um cantor geralmente pertencia a um ritmo, hoje vemos a reinvenção da pastilha, agora há diferentes cartuchos para diferentes gostos ou até mesmo uma mistura de sabores numa só embalagem.

Não há nada mais comum do que alguém seguir um Rolling Stones e Britney Spears ao mesmo tempo no twitter. Assim como é normal ter um amigo roqueiro e uma amiga patricinha. Os artistas usam as novas ferramentas pra parecerem próximos e não só pra anunciar shows,como era antigamente, mas pra conversar,contar aflições e dar a falsa impressão de ele é gente como a gente. A maior vantagem para eles é que nunca se sabe até onde vai a ficção. E ninguém no fundo quer saber. Enquanto o ídolo postar links pra baixar músicas exclusivas, tá tudo bem.  Mas até que ponto o sentimento de proximidade pode influenciar comportamentos de consumo? Infinitamente. Uma coisa é uma celebridade fazer um comercial de sabonete dizendo que ele é bom, outra é um “amigo virtual” celebridade postar no facebook que adorou tomar banho com esse sabonete.

As mídias sociais são hoje um grande laboratório pra se testar tendências. Apesar de Madonna vir fazendo isso nas boates de Nova Iorque há algumas décadas, com elas a eficácia é infinitamente melhor. Principalmente quando usadas pelos novos artistas que por estarem acostumados desde o berço com a internet, são mestres em usá-la a seu favor. Tanto que o Google homenageou Lady GaGa  por ser a personalidade que mais se destaca nos seus serviços.

Ela é a pessoa mais seguida no twitter (são quase 10 milhões de seguidores),campeã de views dos vídeos do youtube(quando se junta todos os vídeos, são mais de um bilhão de visualizações). Os números impressionam,no entanto seu último álbum, The Monster  fame, vendeu  só 6 milhões de cópias e mesmo assim foi o mais vendido de 2010,prova de que não se compra tantos CDs quanto no tempo de Michael Jackson e que nunca se usou tantas ferramentas de comunicação ao mesmo tempo, para universalizar um personagem.

É por isso que qualquer um pode ter sucesso instantâneo, como a Rebecca Black,uma adolescente americana, que alguns meses conseguiu ter mais de 120 milhões de views no youtube do vídeo da sua música Friday, só porque ela é tida como “a pior do mundo”. A internet pode até não ter substituído a TV (ela apenas é uma evolução e complemento dela), mas é visível que hoje uma é dependente da outra e  parece que as emissoras (principalmente as brasileiras) não sabem como lidar com isso. Alguns programas são mais assistidos no seu site do que na TV. As pessoas estenderam a idéia de multitarefa das ferramentas de comunicação à vida. São mil-coisas-ao-mesmo-tempo-agora. E isso reflete nos artistas também.

Nada (ainda) substitui o talento, só que agora foi acrescentado mais um: o de se autopromover, ganhando assim propaganda grátis e como as músicas podem ser baixadas gratuitamente, estar numa grande gravadora não é mais garantia de sucesso. Por isso elas estão sendo obrigadas a mudar de posição, agora exigem porcentagens no lucro geral do artista porque ninguém vive mais de venda de discos e sim dos shows,de anúncios publicitários,dos licenciamentos de artigos (como jogos eletrônicos) e pra que haja essa venda, antes tem que haver sucesso no itunes,no youtube,na internet em geral para atiçar a vontade de comprar ou sair de casa e pagar uma pequena fortuna pra ver o tal show.

A cada dia novas plataformas de divulgação e venda de música surgem, iniciou com o artistshare [http://www.artistshare.com/home/default.aspx ] e atualmente há inúmeros projetos legais de distribuição de música pela internet, gratuitas ou não,como o Grooveshark [ http://grooveshark.com/ ] e no Brasil, o LastFm [ http://www.lastfm.com.br/ ] e ainda em fase Beta,um projeto interessante é o Escute [ http://www.escute.com/musicstore/ ].

As comunicações estão cada vez mais instantâneas e como tudo no mundo, isso pode ser bem usado ou não.

Música boa ainda é música boa, o que mudou foi a forma de chegar ao ouvinte.

Escrito por Gideon Salviano

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O papel das Mídias Sociais na dinâmica da Coopetição

Por Thiago Leite*

Hoje vivemos diversos paradigmas que intensificam a competição (como a globalização), mas também temos de outro lado aqueles que promovem maior cooperação (por exemplo, a web 2.0). Para quem acompanha o mercado de tecnologia da informação no Brasil, bem como a ascensão da economia criativa, podemos observar a proliferação de um grande número de novos empreendimentos.

Atualmente o PIB brasileiro é composto principalmente por Serviços. Em outras palavras, somos uma economia onde as empresas dependem principalmente de conhecimento e informação para se manterem competitivas. As redes de relacionamento por sua vez constituem fator fundamental enquanto disseminadoras e amplificadoras das informações para as empresas.

Se antes estas redes se limitavam a parcerias entre empresas com competências diferentes que se complementavam e não tinham qualquer relação de rivalidade, agora a coopetição, isto é, a cooperação entre empresas que normalmente competem por um mesmo mercado, passa a ser uma vantagem competitiva e em alguns casos até mesmo condição básica para a sobrevivência das mesmas. A razão deste fenômeno é que com a velocidade das mudanças e a queda das barreiras do mercado (globalização, internet…), os pequenos empreendimentos estão mais vulneráveis à ameaça de grandes players conquistando seus espaços de outrora. Unir-se e fortalecer uns aos outros, para que possam continuar competindo de maneira sustentável no futuro.

É preciso repensar a lógica de competição e cooperação entre os microempresários que estejam compartilhando de um mesmo segmento. Afinal de contas, dificilmente um pequeno empreendimento tem sequer capacidade de atender à demanda de um mercado inteiro sozinho. Uma vez que dividir o mercado é inevitável, então que seja com pares igualmente competentes.

Com as mídias sociais os empreendedores e inovadores podem estreitar laços colaborativos muito além de suas redes locais da mesma forma que acontece com a competitividade. O potencial de amplificação das informações mencionado anteriormente ultrapassa barreiras geográficas e permite a troca instantânea. O LinkedIn está repleto de exemplos!

Portanto procure outros empreendedores dentro do seu ramo, crie redes, forme laços, troque informações e estimule o processo de inovação dentro do mercado. A web facilita essa interação e se no seu ramo ainda não há, crie! Convença seus pares a fazer parte deste novo momento. Como Gil Giardelli costuma repetir frequentemente em suas palestras: “Você é o que você compartilha!”.

E você, conhece alguma rede de empresas/empresários de um mesmo setor que troquem informações e compartilhem conexões através de alguma mídia social? Poste nos comentários!

*Thiago Leite é gestor e fundador da LikeMe.dia, empresa de consultoria em mídias sociais e presença online.

Siga no Twitter: @thiagovnc

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Imagem via Bluroof


As redes sociais e o marketing viral

Muitas vezes, antes de tomarmos algumas decisões, ou quando queremos tirar dúvidas, pedimos um conselho e buscamos aproveitar ao máximo as experiências vividas por outras pessoas. Geralmente, o conselheiro é alguém próximo e, de preferência, confiável. Essas pessoas fazem parte da nossa rede social tradicional e geralmente são nossos pais, tios, amigos, primos, etc. Hoje, através da internet e das tecnologias digitais, as relações sociais ampliaram e indivíduos de vários lugares do mundo passaram a dividir informações, ideias e gostos sem precisar sair de casa.

Sites mais famosos como Twitter, Orkut, Facebook e YouTube são exemplos de redes sociais do mundo digitalizado, onde, através deles, podemos ampliar nossos laços sociais, propagar e receber várias informações em um espaço de tempo muito curto. E, como todos devem saber, tempo é dinheiro. O problema é que, na web, tempo vale mais do que dinheiro. Para entender melhor essa questão é necessário compreender o que muitos chamam de “efeito viral”.

Primeiro, devemos entender o poder de propagação que ferramentas como Twitter e Facebook possuem. Ao tratar de mídias e redes sociais, presume-se que pessoas estão conectadas entre si, que barreiras foram transpostas e que os laços estreitaram. Suas ideias se propagam através de aceitações ou, no pior dos casos, rejeições mútuas. No fim, o brasileiro pensará como o japonês e ambos permanecerão compartilhando e propagando suas opiniões pelo mundo virtual a fora. A mensagem é transmitida e passada adiante, chegando a um número impressionante de usuários.

Agora imagine pessoas do mundo inteiro recomendando seus produtos. Isso é possível, e as redes sociais estão aí para provar! No entanto, é preciso atentar para possíveis problemas. Cuidado para não ser intrusivo, deve-se ter cautela na hora de difundir sua mensagem e deixa-la fluir naturalmente sem correr o risco de prejudicar sua marca ou nome. Com muita criatividade e consciência, qualquer empresa pode divulgar seus serviços para um bom número de pessoas, afinal de contas, a internet está aí para oferecer ferramentas de publicidade que cabem no bolso.

Texto enviado pela leitora Elayne Pontual – Estudante de jornalismo da UFAL

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As muitas faces do e-mail marketing

Ferramenta de comunicação direta sobrevive à evolução tecnológica e pode chegar ainda mais longe.

Dentre todas as ferramentas e formas de relacionamento que aparecem e desaparecem com a internet, o e-mail marketing é uma das mais versáteis e longevas. Reinventando-se sempre com o surgimento de novas tecnologias, a ferramenta de comunicação dirigida tem se mostrado cada vez mais eficiente.

E-mail marketing é um sistema de publicidade direta que consiste em enviar um anúncio na caixa postal eletrônica (isso mesmo, e-mail) do cliente ou consumidor. Via de regra, uma mensagem com anúncio é disparada para uma grande lista de endereços, denominada mailing. A ferramenta é uma forma de se atingir o consumidor diretamente e, se possível, promover a venda do produto a partir da mensagem enviada.

Comparando grosseiramente, enviar um e-mail marketing para um grupo de consumidores é como enviar vários vendedores de porta em porta a diversos consumidores de uma vez só. E, por apresentar um custo relativamente baixo, é uma das ações preferidas por departamentos de marketing pelo mercado afora.

Dentre todas as vantagens que o mailing oferece, podemos destacar a agilidade dos sistemas de disparo, a facilidade de mensuração de dados (como leitura das mensagens, verificar se alguma delas foi apagada, qual delas produziu o chamado call to action, ou seja, direcionou o cliente ao site da oferta), além de contar com a discrição e a privacidade de uma caixa postal.

Além disso, pode-se dizer que o processo de comunicação com o consumidor acontece passo a passo, e não em tempo real como no caso das redes sociais, o que possibilita ações organizadas e um relacionamento menos “inflado” com o consumidor: é um diálogo mais aberto, melhor argumentado e, ainda, poupa sua empresa de enfrentar a ira coletiva de consumidores no Twitter, por exemplo.

Mesmo com tantos pontos benéficos, o sistema de e-mail marketing ainda enfrenta alguns tabus com relação a seu passado recente. Quando a internet dava seus primeiros passos rumo à popularização, algumas empresas passaram a disparar e-mails aos montes, lotando caixas de e-mail e criando antipatia com leitores e clientes. Assim surgiu o conceito de spam, fazendo inclusive com que sistemas de webmail desempenhassem a missão de filtrar mensagens comerciais identificadas.

Para agravar a questão dos e-mails comerciais, algumas empresas independentes se tornaram fornecedores de mailing. Os endereços são obtidos de diversas formas, desde o preenchimento espontâneo de e-mail em fichas (lembra quando você avaliou o serviço do hotel ou daquela balada? Então…) até a transferência ilegal de listas entre empresas, sem o consentimento do usuário. Fatos como estes afetam, em parte, a credibilidade dos e-mails comerciais.

A internet 2.0, aquela das redes sociais, promoveu uma nova forma de se utilizar a rede mundial: compartilhamento de conteúdo. Nesse período, que ainda presenciamos na tecnologia 3G, é comum promover relacionamento com clientes por meio da geração de conteúdo – escrevendo textos, fornecendo dicas, explicando ao cliente como aproveitar melhor o produto que adquiriu. Com isso, o envio de mensagens comerciais simples deu lugar a uma nova forma de comunicação digital, o envio de newslettersque significa “folha de notícias”. Criado especialmente para se divulgar por e-mails, esse aprimoramento pode conter artigos, dicas úteis ao consumidor, oferta de novos produtos lançados… tudo ao mesmo tempo.

Combinado com o envio de newsletter, o e-mail marketing amplia suas potencialidades, utilizando-se de situações oportunas no dia de hoje:

- Referência de informação – a internet é, hoje, o meio mais utilizado pelo público para adquirir informação, deixando para trás a televisão e sua mensagem “mão única”, sem direito de resposta;

- Interesse do consumidor – o usuário que solicita envio de newsletter faz isso porque existe interesse prévio;

- Atualização por e-mail – os feeds são uma forma que o usuário encontra de obter informações diárias. É como uma assinatura de jornal, mas referente ao conteúdo de um único site. E vai diretamente por e-mail.

Embora o quadro seja bastante favorável, muitas empresas utilizam o e-mail marketing de maneira inadequada, seja por mau uso das potencialidades da ferramenta, seja por erro de planejamento, seja pela causa que for. Mas, à medida que o conhecimento é adquirido, a tendência é que esse poderoso sistema seja incluído nas prioridades comerciais das empresas, misturando velhas e novas formas de abordagem com técnicas de publicidade, relações públicas e até jornalismo.

A chave do bom uso é o relacionamento. Segredo confesso, elaboramos poucas e boas dicas para você e sua empresa (ou você, freelancer) utilizarem melhor a ferramenta de e-mail marketing.

1 – Deixe que o cliente forneça seu endereço

Evite comprar listas de e-mail; você não sabe de onde elas vêm nem que tipo de público está relacionado.Você pode obter o endereço do cliente diretamente em sua página na internet ou divulgar no boca a boca – via vendedores, por exemplo.

2 – inserir conteúdo na mensagem

Nunca chegue de mãos abanando: ofereça sempre algum conteúdo ao seu leitor. Se o produto é adubo, fale sobre horta, jardinagem e compostagem orgânica. Se é vestuário, fale sobre moda e dê dicas de beleza. Use e abuse da newsletter e do blog para conseguir bons resultados.

3 – produzir relacionamento

Além de escrever, ler também é muito importante. Aceite as dicas de seus consumidores. Publique um blog, onde ele pode manifestar sua opinião a respeito de algo que foi feito. Incentive-o ao diálogo. No mundo 2.0, não basta ser visto para se lembrado: é preciso interagir também.

Texto escrito por:

João Paulo – Redator, comunicólogo, publicitário. Só pra dizer um pouco de tudo que faço com gosto e paixão.

Siga no Twitter: @jmartinspereira | Contato: jpmartinspereira@yahoo.com.br

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O que o marketing digital pode aprender com a comunicação das ruas

A comunicação natural e instantânea das ruas tem muito a ensinar ao marketing digital que ainda está engatinhando nas suas primeiras ações pela internet.

Muitos anos antes dos “virais” da internet um camelô bom de papo ou de show já fazia sucesso nas esquinas atraindo passantes à sua volta, engolindo facas, mostrando produtos milagrosos ou fazendo piadas com medição instantânea de audiência.

O marketing popular sempre teve origem no gesto teatral, de circo, humor, improviso e intuição. Nenhum lugar tornou-se mais apropriado para esta mídia do que a própria rua, a praça. Demasiado humano, diria Nietzche com sua ironia filosófica.

No mais antigo mercado de rua do Rio, a SAARA, o mascate partia nos anos 40 para o interior com suas mercadorias embaladas em duas caixas enormes de madeira. Todo mês ele visitava um vilarejo, usando uma matraca para chamar a atenção, vendendo produtos, trazendo notícias das grandes cidades e mensagens de parentes e conhecidos.

Com o crescimento urbano desordenado o camelô conquistou seu espaço, como formigas na rua, montando e desmontando barracas portáteis, dia após dia. “Feedback” para eles  é poder comprar a quentinha com bife de panela, arroz e feijão. “Conceito” é preço barato e mercadoria boa para vender. “Estratégia” é saber evitar e fugir rápido do rapa.  Cliente para eles ainda se ganha na unha e no grito.

O menino no sinal em cima de um banquinho e nariz de palhaço precisa pintar a cara e dar show de malabarismo para ganhar uns trocados.

Nos ônibus o homem-bala sorri enquanto equilibra sua mercadoria,  nas curvas e buracos que fazem o ônibus sacudir e frear. Vende o que pode em segundos e mergulha de novo no asfalto.

Nas praias vendedores ambulantes querendo ganhar um lugar ao sol, criam personagens para se tornarem conhecidos e íntimos,  usando suas mercadorias como adereços para performances teatrais encenadas em areias lotadas de gente.

Sol a pino ou chuva braba, a web segue crescendo e bombando abrindo suas teias sobre as metrópoles conectadas, e enquanto isso os camelôs, ambulantes, artistas anônimos e meninos de rua  continuam ativos e se adaptam aos novos tempos. Como qualquer empreendedor ou start-up eles não querem patrão, querem ser donos do próprio nariz e garantir uma grana no fim do mês.

Marketeiros de plantão, vamos dar um tempo e ficar ligados no que essa comissão de frente  vai continuar a inventar para se virar  e sobreviver. Para ser criativa e ganhar as gerações x,y,w e z a internet ainda tem muito que aprender com os lances de marketing que acontecem em cada esquina. A internet 4G vem aí, mas o camelô 3D também.

Siga-me no Twitter: @robertotostes

Visite meu blog: http://www.robertotostes.com/

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Desafio Mestre SEO 2010 – Nuvenus Chovendus

Desafio Mestre SEO 2010 – Nuvenus Chovendus

No dia 07 de dezembro de 2010 a empresa Mestre SEO lançou um desafio para profissionais de SEO brasileiros. Nele os participantes concorrem ao primeiro lugar na pesquisa do google para “Nuvenus Chovendus” que será feita no dia 14 de janeiro.

Veja como funciona o concurso:

É divulgado um termo, que ainda não existe, para os participantes e esses terão que criar uma página ou site usando esse termo, é claro, utilizando técnicas de SEO.

O termo escolhido deste ano é o “Nuvenus Chovendus” e o significado dele seria um aplicativo para iPad que seria capaz de fazer a previsão do tempo através das nuvens, usando tecnologia de realidade aumentada. E é obvio que isso é mentira, até porque o iPad ainda não possui câmera.

Como participar do Desafio SEO?

Se você é um profissional ou curioso dessa área basta criar um site ou uma página para concorrer, usando o termo do concurso. O desafio ainda está no começo e todos ainda têm chances de ganhar. Então corra!

Quais são os prêmios?

O prêmio principal é um iPad, mas com uma grande divulgação o concurso ganhou muitos patrocinadores que darão ferramentas e hospedagem de 6 meses a um ano grátis.

A soma dos prêmios passa de 20 mil reais, segundo alguns especuladores.

Como tirar proveito do desafio?

O desafio de SEO também pode servir como um grande aprendizado, os sites bem posicionados estão bem otimizados e usando estratégias interessantes.

Os aprendizes de SEO poderão fazer uma analise dos sites participantes como conteúdo, backlinks, otimização onpage e offpage, etc. Aprendendo também com o desafio.

Boa sorte a todos!

Guilherme Garcia,
Estudante de SEO e Webmaster desde 2007.
Também está participando do desafio Mestre SEO 2010 pelo site:
Nuvenus Chovendus


23/12/2010 | SEO Nenhum comentário

O lado negro do “Marketing Digital”

Estou bastante farto desse assunto. JÁ DEU! É um pé no saco.

Moro em uma cidade que apesar de capital, é bastante pequena – Maceió -, aqui as coisas costumam levar um tempo para chegar: foi assim com o Orkut, o Twitter, mas quando chegam… era melhor ter ficado lá fora mesmo. E o mesmo se deu com midiasociaismarketing2.0seomarketingdigital – por que essa firula merece ser juntada e posta num bolo só.

Recentemente estão pipocando alguns “cursos” de todas essas coisas, não sei se é culpa da platéia que é composta, em sua maioria por curiosos, ou pelo nível dos palestrantes, mas o conhecimento adquirido nesses “cursos” e “palestras” é tão raso quando um copo de Whisky com um furo embaixo – os palestrantes são pessoas altamente gabaritadas (pessoas que leram alguns livros).

Ah, não poderia se esquecer das consultorias! Tive a oportunidade de entrar no site de uma dita “consultoria de midia digital” que tinha um site horrível e brega. Adoraria postar aqui, mas como a lei de Murphy nos mostra, posso acabar trabalhando pra eles um dia ou tê-los como cliente. Mas o site é algo nível geocities, 1990.

Já temos ditos “consultores” que vendem serviços de midias sociais, mas o silviço inclui apenas criar e postar nos perfis, ok? Essa coisa de mensuração, engagement, disclosure é bobagem! Ah, também tenho um site feio.

Eu compreendo que marketing é uma arte. E como toda arte envolve técnica e transpiração, marketing também é uma caixinha de ferramentas – a parte científica que os pesquisadores da área fazem. Pensando em um desenhista, ele vai aprender técnicas de desenho, sombra, lado direito do cérebro e etc. Mas o que vai fazer a diferença é a aplicação dessas técnicas, ele irá aplicar as técnicas que aprendeu para traduzir uma ideia para o espectador. Lembrando que, para alguns, Arte é aquilo que lhe toca, emociona ou gere reflexão, de alguma forma.

Trazendo isso ao Marketing, como é uma área com clientes às vezes muito insipientes e sem conhecimento, o cliente está com os olhos vendados. Ele não tem capacidade para distinguir bons trabalhos, boas práticas, do resto. Agora entra em cena o nosso personagem consultor: ele foi contratado para fazer um retrato do cliente, mas o resultado parece mais uma floresta em chamas.

E, logicamente, o cliente nada pode dizer, pois está com os olhos VENDADOS. Técnicas por si só não se traduzem em arte, é preciso CRIAR. Por isso que computadores não fazem arte e nem planos de marketing.

Vocês acham que se pusermos 100 pessoas aleatórias num curso de desenho, que receberão o mesmo conhecimento, ao final do curso, os trabalhos produzidos terão a mesma qualidade? Não. É fato que não são todas as pessoas que tem intuição, experiência, visão e sensibilidade para ser um bom desenhista. Com os artistas de marketing é igual.

Por isso, quando você encontrar um dito “consultor” ou “consultorias” e afins, sem boa presença digital, estratégia e com comunicação e identidades visuais de baixo valor agregado, FUJA! Esse pessoal deveria estar preso – é vigarice!

Siga-me no Twitter: @marcsheep


Blip.fm: Microblog para DJs e amantes da música

Desde a primeira rede social lançada, surgem todos os dias novos serviços quase que especificamente com a mesma plataforma, mas especificidade no conteúdo. E o twitter parece chamar a atenção de novos serviços, várias redes sociais procuram implementar sua plataforma, assim ocorre com o Jaiku, Plurk, Pownse, Identi.caGozub, este ultimo um exemplo de microbloging brasileiro, que possui em seu contexto básico o mini-diário-virtual com publicações de no máximo 140 caracteres.

Já no ramo da especificidade de conteúdo temos o Dailybooth, que possui a mesma plataforma, mas o conteúdo principal difundido por tal serviço fica longe do microbloging Twitter. Agora apresento o blip.fm outro exemplo de especificidade de conteúdo. Também é um microblogging só que para Djs ou para amantes da música, semelhante ao Twitter que permite publicações de músicas através de notas rápidas e que tem como o objetivo responder: O que você está ouvindo agora?

E um primeiro ponto de vista o blip.fm nos lembra uma rádio colaborativa para todos os gostos e todos os gêneros. Na capa do site, onde os updates de todos os usuários são mostrados, você terá uma gama dos diversos gostos musicais. Mas o bacana mesmo é você formar sua estação de música com o seu próprio ritmo e compasso.

O design do Blip.fm é muito agradável. Cada conversa é demarcada com um balão e a imagem do usuário, na capa, você verá as atualizações da rede enquanto ouve as músicas publicadas. No canto inferior existi menu de um player o qual permitir você a controlar as músicas tocadas. Para descontrair um pouco recomendo deixar rolar livremente, e garanto que ouvirá músicas de todos os lugares e gêneros.

Um detalhe interessante e importante é que ao pesquisar por determinada música ou artista, os resultados irão te levar a usuários com publicações sobre o termo da pesquisa.

O serviço possui uma interação com outras redes de nini blogs. Há conectividade nas publicações entre o Blip.fm e o Twitter, Jaiku, Pownce, LiveJournal, Tumblr, Last.fm e FriendFeed

Uma ultima observação sobre o Blip.fm, ao fazer o cadastro, a senha será enviada para o e-mail utilizado, por tanto fique de olho na sua caixa de entrada. Mas fique tranqüilo tem como modificar a senha, para isso vá à settings e substitua pelo de sua preferência!

http://blip.fm/MarceloVictor


Dailybooth: A mídia social das fotos

DailyBooth

Recentemente, fazendo pesquisas sobre Mídias Sociais, encontrei uma web startup muito interessante e com um conceito incrível: O Dailybooth. Essa nova mídia social faz junção de outras duas, uma mundialmente usada e outra já não mais tão utilizada, o Twitter e o Fotolog.net respectivamente.

O conceito é o de microblogging, só que com postagens de fotos que podem ser tiradas diretamente de sua webcam ou através do upload de um arquivo já existente, juntamente com uma pequena mensagem. A interessante é a forma como se dão as respostas a tal postagem, que podem ser feitas a partir de outras imagens gerando assim um efeito de “historias em quadrinho” ou “foto-novelas”, onde uma imagem vai completando a outra.

Outro fato interessante em torno do conceito dessa nova Mídia Social é de que usuários não precisam ser contatos ou seguir um determinado usuário para ter acesso às imagens postadas por tal usuário. Mas para aqueles que quiserem acompanhar mais assiduamente as postagens de um usuário o sistema conta com opção de segui-las.

O Dailybooth conta com ferramentas de integração com mídias sociais como Twitter e Facebook, onde os posts feitos no Dailybooth são exibidos também nessas mídias sócias. A adesão do Dailybooth é muito expressiva em países da Europa, onde o índice de pessoas que fazem uso de telefones com câmeras e acesso à internet é bem maior que os de brasileiros. O número de brasileiros que fazem uso dessa nova web startup é muito inexpressivo ainda, contando com poucos usuários e, na maioria das vezes, morando em outros países Devido a esse fato vale ressaltar como ponto negativo a necessidade de se comunicar em inglês para conseguir alguma interação com outros usuários.

Aqueles que lerem este post e decidirem fazer um teste dessa nova mídia social, peço que poste um comentário contando sua experiência com esse novo conceito de rede social.

Post por Marcelo Victor

http://dailybooth.com/marcelovictor