Tiago Nogueira

É Gerente de projetos e Designer de Produtos Digitais, com 8 anos de experiência nas áreas de Tecnologia da Informação, Educação, Comunicação Digital, Design de produtos, Marketing e Gerência de Projetos. Premiado e reconhecido internacionalmente através do Worldskills. Empreendedor, editor do Blog Web Diálogos, sobre comunicação e tecnologia. Pioneiro no uso de mídias sociais na publicidade em Alagoas. Autor de 6 artigos científicos sobre redes sociais na internet. É professor e palestrante. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas. Já liderou equipes e possui experiência em Micro e Grandes empresas. Gosta de planejar ações, gerenciar projetos e desenvolver metodologias de trabalho.



Facebook Home: uma falha tentativa de ganhar o mundo mobile

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Que o Facebook é uma excelente plataforma de rede social, disso ninguém duvida. Mas suas tentativas de incorporar outros cenários tem sido cada vez mais difícil, especialmente o mercado móvel. Ano passado fomos surpreendidos pela aquisição do Instagram. Meses depois, especulou-se a compra do Whatsapp. O sonho do Facebook é ser tão fluído no dia a dia das pessoas que elas nem notariam que estavam utilizando a plataforma. O novo redesign da rede social (ainda indisponível para a maioria dos usuários) reflete uma postura de fazer o usuário perder cada vez menos tempo operando a plataforma e, de fato, passar mais tempo produzindo conteúdo e interagindo.

O Facebook estourou praticamente na mesma época que os smartphones começaram a ganhar mercado. Apesar de evoluírem no mesmo período, o Facebook manteve-se perigosamente distante desse cenário. Hoje tenta recuperar o tempo perdido, mas parece ter chegado tarde. Home – o widget para Smartphones Android lançado semana passada pela Facebook – não cumpre o que promete. Foi um dos aplicativos que mais rapidamente desinstalei desde que comecei a usar smartphones. A situação foi tão frustrante que, atordoado, cheguei a imaginar que era um problema de BIOS (Burro Ignorante Operando Sistema). Mas uma rápida busca por críticas na web me deixou mais confortável. Não era o único.

Com uma pífia avaliação média de 2,3 estrelas (num máximo de 5), chovem críticas negativas ao Widget. Desde problemas de desempenho até… bem, até o fato de ser ruim mesmo (meu caso). Simplesmente 47% dos usuários deram nota mínima ao Aplicativo (uma mera estrelinha). Isso quer dizer que quase METADE das pessoas que usaram o Facebook home detestaram a experiência. Sua interface é bonitinha, mas ordinária. Aqui o Gizmodo lista uma série de problemas em relação ao software. Mas pra mim, o fato de ficar simplesmente “por cima” da interface original de meu smartphone e impossibilitar a instalação de outros widgets (que são a melhor coisa de um smartphone Android) foi simplesmente a gota d’água.

Você pode dizer que é “apenas a primeira versão”, mas eu posso te afirmar que não há lugar (pelo menos nos próximos 3 ou 5 anos) para MAIS UM sistema operacional móvel. Por mais que afirmem que essa não era a proposta do Facebook Home, fica aquela sensação do “se pegar, pegou” – como uma tentativa de tomar por Blitzkrieg o mercado mobile. Esse ano ainda teremos uma batalha épica entre Microsoft e BlackBerry pelo 3º lugar do mercado Mobile, empresas que estão há anos tentando se reinserir neste cada vez mais concorrido mercado. Mas se o Facebook deseja realmente entrar nessa disputa, precisa comer muito feijão com arroz ainda.


Métricas personalizadas (ou “métricas que fazem sentido”)

Medir o trabalho de comunicação é algo complicado. Embora na internet existam sistemas que permitam rastrear basicamente tudo o que o usuário faz na plataforma, cada vez mais apelo para trabalhos personalizados na área de web analytics. O que quero dizer com isso é que o bom e velho Google Analytics no modo básico já não é suficiente para determinar a qualidade de um produto web.

Número de visitantes é algo importante? Sim. Bounce rate? Também. E tempo de navegação? Nossa, muito importante! Mas sabe o que é bacana mesmo? Compreender a navegação do usuário. Trabalhe com métricas personalizadas, faça cruzamentos. Um exemplo bacana de métrica para ecommerces é, por exemplo, a proporção entre número de novos visitantes e novos cadastros. Faça esse teste. Pegue a sua base de dados e veja se a proporção está crescendo ou diminuindo. A partir desse dado, você pode perceber que sua estratégia de conversão de usuários pode estar errada. Quem sabe o box de cadastro seja muito discreto ou o formulário contenha muitos campos. Mais uma vez, faça um teste A/B para identificar melhores soluções (Não conduzir esse tipo de teste? O design.blog tem um post muito interessante sobre o tema). Você fez uma campanha no Facebook? Observe o desempenho dos visitantes adventos dessa rede social e compare com a média do site.

Esse é só um tipo de exemplo. A depender de sua situação, faça mixagens, mescle, configure metas no Google Analytics, observe o que faz  sentido. Outro ponto interessante também é procurar benchmarks para que você possa entender melhor as métricas. Afinal, 60% de bounce rate em sites com poucas páginas não é algo absurdo. Mas esse valor num portal de notícias é a morte.

A interpretação de dados é, portanto, tão ou mais que a própria informação. Então, quebre um pouco a cabeça e veja quais métricas fazem sentido para você e sua empresa. Dessa forma você poderá tomar decisões melhores e mais rápidas.

 


#UI: Pequenos grandes detalhes…

Em minha breve atuação como Interaction Designer, acabei procurando e encontrando alguns bons blogs de inspiração para os projetos em que trabalhei. Aqui, listo duas fontes de “pequenos grandes detalhes” que são como aquela cereja no topo do bolo. Muito bom para ajudar nas inspirações e é parada obrigatória caso você esteja tendo uma crise criativa.

Little Big Details

O primeiro da lista e que dá nome ao post é um tumblr com rápidas postagens (Duh! é um tumblr, afinal!) geralmente diárias, vale à pena conferir.

Usabila Discover

Ainda não entendi direito a proposta deles, mas aparentemente é um pinterest com inspirações de usabilidade. De qualquer forma, estou acompanhando e já solicitei meu convite :)

E vocês? Qual a fonte de inspiração em UI, UX, Usabilidade e AI?


7 vídeos para entender o que é Gamificação

Seja no trabalho, na escola, ou até mesmo no dia-a-dia, a verdade é que estamos percebendo cada vez mais a Gamificação em nossas vidas. Há quem discorde, mas os mecanismos de jogos funcionam como excelentes modos de aumentar o desempenho de determinadas funções, através da motivação por recompensas e exibição de status de evolução. Já mostramos um vídeo aqui, 7 maneiras pelas quais os jogos recompensam o cérebro, com alguns princípios de gamificação, mas agora segue abaixo uma seleção de 7 vídeos para você entender melhor o conceito:


#SLIDES: Planejamento de Comunicação Integrada

Mídia Digital e Tradicional; Online e Offline; Paga e Grátis. Esta apresentação de Alexandre Bessa faz um apanhado geral dos conceitos de comunicação integrada, com foco no planejamento de ações. É interessantíssimo ver o levantamento de informações que ele faz, certamente você deve gastar 30 minutinhos do seu dia vendo esta apresentação.


Como organizar uma equipe de Mídias Sociais


Mídias Sociais não é tão simples como pode parecer para os que não trabalham na área. Estes muitas vezes deduzem que as atividades resumem-se em “postar no ‘face’ e no Twitter”. Essa opinião também se deve, em parte, à marginalização como algumas empresas e “profissionais” tratam essas atividades.

Mídias sociais vão muito além de atualizar páginas. Trata-se de uma construção evolutiva de relacionamento que envolve planejamento de conteúdo, periodização, análise e praticamente um SAC (só que mais eficaz).
Para se formar uma boa equipe, é preciso pessoas qualificadas e apaixonadas pelo que fazem, seja escrever, criar conteúdo dinâmico e /ou lidar com pessoas. Veja alguns cargos que, para nós, são necessários na formação de uma equipe:

Planner
Responsável por analisar a marca/empresa antes de se iniciar as atividades. É ele quem identifica o público e diz qual a melhor maneira de lidar com ele, direcionando o estilo de conteúdo.

Editor/Conteudista
Com base no relatório do Planner, o editor/conteudista é o responsável pela atualização e qualidade do conteúdo. Conteúdo diz respeito a tudo o que possa ser publicado na página: texto, imagem, vídeo, enquete, promoção.

Analista
É aquele que acompanha tudo o que vem sendo feito e reconhece o que está dando certo e o que não está. É ele o responsável pela elaboração dos relatórios que despontam o crescimento online do cliente, o melhor horário das postagens, o conteúdo que mais deram certo.

Em Mídias Sociais, é importante ressaltar que interação é palavra-chave. Quanto mais a equipe souber extrair de seu público suas reações e responde-las adequadamente, melhor qualitativamente ela será considerada.

Acrescentaria algum cargo na equipe que não falamos aqui? Deixe-nos sua opinião.


Campanha Eleitoral 2012 no Facebook: boa prática ou invasão?

Nas eleições de 2010, pudemos perceber os candidatos políticos – mesmo que poucos – fazerem sua campanha nas mídias sociais, principalmente no Twitter. Já este ano, parece que eles se deram conta da importância das plataformas digitais, e boa parte estão investindo pesado, especialmente no Facebook, onde o número de usuários e possibilidades de interação é maior.

Pensando de forma informativa, parece ser bom termos páginas de candidatos no Facebook, onde podemos entrar a qualquer hora e saber o que estão fazendo, falando, prometendo. Parece ser mais um canal para propaganda política, mas um pouco melhor: dessa vez podemos interagir, opinar e reclamar. E não estamos falando apenas do Facebook. O Twitter, o Instagram e até o Pinterest estão nessa jogada. Tudo pela aproximação com os eleitores. E não parece ser nada demais, desde que sejam seguidas algumas regras de boa conduta.

Acontece que a política partidária causa caretas em muita gente e posso apostar que em seu feed de notícias (ou mesmo em seu perfil) deve estar cheio de reclamações e imagens compartilhadas avisando que não aguenta mais campanha política no Facebook, que vai excluir pessoas de seu perfil que esteja falando sobre política e que o Facebook não é local para propaganda eleitoral.

Vamos lá, o Facebook é um local onde compartilhamos nossos interesses, que pode ser uma frase de Nietzche, uma foto do que almoçamos hoje ou a narração da novela das 9. Por que querer proibir ou reclamar de pessoas que, dentro de seu direito, compartilham também sua opinião política e intenção de voto?

Fica aqui o questionamento.


Prêmio Cidadão Sustentável – Catraca Livre

O Prêmio Cidadão Sustentável é uma proposta de reconhecer e valorizar as pessoas que realmente estão ajudando a transformar São Paulo em uma cidade mais justa, democrática, saudável e solidária. Resultado de uma parceria entre o portal Catraca Livre e a Rede Nossa São Paulo, o Prêmio é uma oportunidade para discutir propostas e pensar no futuro da nossa cidade.

Após uma primeira etapa, agora o prêmio chega na votação popular final e existe a categoria Tecnologia e Comunicação. E como vocês sabem, neste momento estou profundamente engajado com educação e novas tecnologias de comunicação. Por isso, gostaria de pedir o voto de vocês ao projeto Quadrado Mágico, uma startup de educação que está ajudando milhares de jovens no Brasil inteiro. É um pedido, não uma ordem, tá? :)

De qualquer forma, cliquem aqui para conhecerem os participantes e votarem no projeto que mais se identificarem. E cliquem aqui para conhecerem o QMágico.


O que acontece quando colocamos coisas erradas no microondas?

Uma ação viral de um restaurante mostra o que acontece quando colocamos alguns objetos como uma melancia ou uma garrafa de cerveja no microondas. [SPOILER] Adorei saber que as lâmpadas acedem quando vão pro microondas. [vi no Hypeness]


Como o Google está se tornando uma extensão da sua mente


O Google é o buscador online onde a maioria de nós recorre todos os dias. Imagine então o quanto o buscador número um deve nos conhecer. Semelhante ao que já acontece com o Retargeting Marketing, o que o Google pode fazer com nossas informações pode tanto seduzir quanto assustar. Se pararmos para pensar, o Google já sabe muito sobre nossas vidas. Com base em tudo em que já pesquisamos, nosso e-mail e redes sociais, ele conhece nossos interesses e sabe quem são nossos amigos.

Diante das pesquisas e pretensões que o Google vem mostrando, podemos esperar boas novidades para o futuro. Já imaginou estar digitando a apresentação de um trabalho, enquanto o Google encontra para você artigos, notícias e dados relevantes para a sua apresentação e – o que pode ser melhor – sem você sequer pedir? Ele ainda pode fazer mais: escolher os anúncios que serão exibidos para você, baseados em sua última conversa com seu amigo sobre o que viu na vitrine do shopping.

O co-fundador e atual presidente de Tecnologia do Google, Sergey Brin, diz que a missão da empresa “é usar a tecnologia para mudar o mundo para melhor”. Mas o que isso pode querer dizer? Tornar nossa pesquisa mais fácil, por exemplo? Como explicado no próprio buscador: “o Google sempre apresentará os resultados mais relevantes para sua pesquisa. O local é um dos muitos fatores que usamos para fornecer esses resultados relevantes. Por exemplo, quando você pesquisa por uma rede de restaurantes, pode estar buscando o estabelecimento mais próximo de onde você está”. Dessa forma ele tenta antecipar uma informação que podemos achar útil, que pode até ser algo básico, como a previsão do tempo, mas que facilita a nossa vida.

Os serviços do Google estão se tornando cada vez mais intrusivos, o que não quer dizer necessariamente que isso seja ruim. No futuro, talvez seja difícil nos escondermos, mas será que precisamos? A praticidade encontrada nesses serviços parece valer a pena.

Vale lembrar também que, dois anos atrás, uma declaração do então presidente da GoogleEric Schmidt rodou o mundo. Não pela importância da declaração total, mas por algumas frases utilizadas por ele. Frases como “Nós podemos sugerir o que você deve fazer a seguir, o que interessa a você. Imagine: nós sabemos onde você está, nós sabemos do que você gosta.” Ou ainda: “Não apenas você não vai ficar mais sozinho, você nunca vai ficar sem ter o que fazer! Nós vamos sugerir o que você deveria estar assistindo, porque nós sabemos o que interessa a você.”

Fica a reflexão.


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