Quem vencerá a corrida pelo melhor banco de dados, Google ou Facebook?
Antes da Internet, as empresas capazes de transformar informação em capital nunca tiveram tanta oportunidade para captar e reter informações sobre tantas pessoas ao mesmo tempo. O Facebook, considerados um dos modelos bem-sucedido deste tipo de empresa, alimenta um gigantesco banco de dados detalhado com as informações que todos nós concordamos em repassá-los sem nenhum custo.
E não tem como fugir, ao criarmos um perfil, fornecemos não só com informações genéricas como sexo, idade, nacionalidade, etc, mas também gostos pessoais e, depois da nova timeline, detalhes como viagens feitas, família e até mesmo saúde e fatos triviais.
A Google também tem investido bastante na criação e aprimoramento de seu banco de dados, a melhor prova disso foi a criação do Orkut e, mais recentemente do Google Plus.Apesar de nenhuma das duas plataformas terem dado tanto retorno financeiro para a empresa, elas são as ferramentas que tornam o sistema de buscas mais popular do mundo cada vez mais sofisticado, até por que o mesmo cookie que guardam as informações do provenientes do usuário do Orkut, é o mesmo que grava o trajeto do mesmo usuário no buscador, uma maneira bastante eficiente de cruzamento de dados e refinamento do banco de dados.
Esta lógica de funcionamento, permite que a publicidade segmentada seja cada vez mais eficaz, em seu livro ‘A Cultura do Novo Capitalismo’, Richard Sennett diz que a alimentação deste tipo de banco de dados tem origem a partir da pressão que os indivíduos sofrem para que não percam oportunudidades. “Em vez de fechamento, a cultura recomenda a entrega”, defende.
Como bem definiu Tim O’Reilly em seu texto sobre ‘O que é Web 2.0‘ : “Usuários adicionam valor”. É justamente a partir deste princípio que, não só o Facebook, mas várias outras empresas que transformaram os produtos em serviços, como a Google, conseguem gerar capital.
O mesmo autor ainda lembra o papel fundamental dos bancos de dados e o poder que o mesmo representa, para ele, já conhecemos vários casos em que o controle sobre um banco de dados levou ao controle do mercado e enormes retornos financeiros e nesta corrida para o enriquecimento de seus bancos de dados, a empresa vencedora será a companhia que primeiro atingir uma massa crítica de dados através da participação de usuários, e for capaz de transformar esses dados agregados em serviços.
E aí, quem você acha que pode vencer essa corrida? Google ou Facebook? [imagem via bp]
Eloy Vieira
Estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é bolsista de iniciação científica e estuda sobre Economia Política da Internet com ênfase em redes sociais.


