‘A revolução foi tuitada’: estudo mostra como o Twitter foi fundamental para a Primaver Árabe
O estudo publicado no final do ano passado intitulado “The Revolutions Were Tweeted: Information Flows During the 2011 Tunisian and Egyptian Revolutions” foi publicado no International Journal of Communications. Os pesquisadores concentraram-se em basicamente dois objetos de estudo: o primeiro deles, composto por 168 mil tuites entre 12 e 19 de Janeiro que continham as hashtags #sidibouzid e #tunisia e o outro composto por 230 mil tuites de 24 a 29 do mesmo mês com hashtags como #egypt ou #jan25 (a data da manifestação popular mais marcante nas ruas de Cairo).
A pesquisa demonstrou que, por trás dessas hashtags havia um grupo de ‘atores-chave’, incluindo ativistas, meios de comunicação tradicionais, jornalistas independentes, blogueiros, entre outras personalidades. Com isto, traçaram o percurso da informação durante os vários eventos nos dois períodos estudados. A pesquisa corrobora para a visão de que o Twitter tem um papel crucial durante eventos históricos como a ‘Primavera Árabe’. Para Mathew Ingram, é como se o Twitter fosse uma grande sala de redação, só que feita pela comunidade cheia de rumores e notícias bombásticas.
Os estudiosos ressaltaram que os meios de comunicação não perderam sua força, pois continuam sendo cruciais para a divulgação das informações, mas lembram também que jornalistas e blogueiros influentes na rede são importantes não só como produtores de conteúdo, mas também como divulgadores das notícias.
via GigaOm
Eloy Vieira
Estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe. Atualmente é bolsista de iniciação científica e estuda sobre Economia Política da Internet com ênfase em redes sociais.

