Telégrafo x Hipertexto
A linguagem da internet é fruto, claro, das novas tecnologias, assim como o telégrafo foi para o jornalismo. Como assim? O telégrafo mudou a linguagem através da ferramenta. Pois encorajou o uso de palavras sem ambiguidade, tornou a linguagem mais uniforme, objetiva, gerando uma necessidade de velocidade, clareza e simplicidade.
Isso não nos lembra o hipertexto? Segundo o autor Carlos Fransciscato*, a rapidez e o desenvolvimentos das tecnologias é um dos fatores que mais colaboram para que a linguagem jornalística mude. Consequentemente, essa transformação gera um aumento na velocidade de transmissão e a intensidade de informações transmitidas.
E com o aumento de informações, elas acabam sendo fragmentadas, para criar um hábito de sempre faltar algo para vermos depois, como um final de capítulo de novela, como um plantão de notícia, enfim, nos acostumando com a busca de que precisamos saber mais… está faltando algo para alimentar a nossa fome de notícias.
Estamos cada vez mais ávidos por nos mantermos atualizados dos eventos diários. Não nos perdoamos quando não sabemos o que está acontecendo ‘agora‘. Mas será que todos os dias há notícias tão importantes que precisam de nossa atenção? ou é nossa obsessão pelo presente? por estar atualizado?
*Carlos Eduardo Franciscato (autor do livro: A Fábrica do Presente. Como o jornalismo reformulou a experiência do tempo nas sociedades ocidentais.)
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[imagem: betahousedonwloads.blogspot.com/2008/06/use-100-da-sua-velocidade-de-internet.html]
Luciene Lacerda
Estudante por paixão e jornalista por tesão, sou uma webdesigner graduada em Jornalismo e especialista em Teoria da Comunicação e da Imagem. Atualmente trabalho na revista @idmagazineweb, e estou sempre interessada sobre tudo que acontece nas mídias sociais e jornalismo digital.


